UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: MICHELLE BARRETO GOMES MELO
02/12/2019 11:40


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MICHELLE BARRETO GOMES MELO
DATA: 17/12/2019
HORA: 09:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU sala 27
TÍTULO: POLIMORFISMOS GENÉTICOS NA RESPOSTA IMUNOLÓGICA CONTRA LEISHMANIOSE VISCERAL E ASSOCIAÇÃO COM AS FORMAS CLÍNICAS DA DOENÇA.
PALAVRAS-CHAVES: CD14. MCP-1. Calazar.
PÁGINAS: 45
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

A Leishmaniose visceral (LV) ou calazar é uma doença inflamatória crônica e tem caráterendêmico em pelo menos 62 países. Aproximadamente 90% dos casos registrados nas Américasocorrem no Brasil. Curiosamente, somente 10% dos indivíduos infectados desenvolvem aforma clássica da LV, enquanto que os outros 90% não apresentam sinais e sintomas da doença(assintomáticos). Diversos estudos mostram a complexidade da resposta imunológica envolvidana imunoregulação da LV, como a tempestade de citocinas e sua associação com as diferentesformas clínicas da doença, entretanto, ainda não é claro se as manifestações clínicas são causaou consequência dos achados imunológicos. Estudos de polimorfismos genéticos apresentamse como excelente ferramenta para avaliar a predisposição dos indivíduos expostos à infecçãoem regular a produção de mediadores imunológicos antes da ocorrência da doença.Considerando a relevância do estudo imunogenético para responder importantes questões nãoesclarecidas na literatura, o objetivo deste trabalho foi avaliar a associação entrepolimorfismos genéticos envolvidos na resposta imunológica com a LV e suasapresentações clínicas. Trata-se de um estudo de caso-controle que inicialmente comparou oíndice de infecção e produção de sCD14, IL-6 e MCP-1 entre macrófagos de indivíduos comhistórico de LV (grupo caso) e de indivíduos assintomáticos (grupo controle) após infecção porL. infantum. Os resultados obtidos demonstram que macrófagos de indivíduos assintomáticosapresentam capacidade de controlar a infecção no ínicio da infecção, diferente do grupo caso,onde se observou aumento do índice de infecção após 24 horas. Os grupos apresentaram umperfil inverso na liberação de sCD14 no início da infecção, e esta concentração de sCD14 foidiretamente associada a maior produção de IL-6. TNFα e IL-10 e inversamente proporcionalao índice de infecção. Após observar que os grupos apresentam diferenças na capacidade deconter a infecção em sua fase inicial, foi avaliada a frequência de alelos polimórficos dos genesCD14, IL6 e MCP1 nos grupos caso e controle. A análise de polimorfismo em um úniconucleotídeo revelou que não há associação entre os polimorfismos estudados e as diferentesformas clínicas da doença. Entretanto, uma análise funcional dos polimorfismos encontradosdemonstrou que indivíduos com genótipo GG para MCP1 apresentam menores graus dehepatomegalia e menor número de monócitos na circulação. Esses dados sugerem que que osCD14 pode estar associado ao controle da infecção por L. infantum e à modulação da produçãode citocinas chaves na resposta imunológica contra LV e que polimorfismo de úniconucleotídeo no gene MCP1 implica em menor número de monócitos circulantes e menor graude hepatomegalia nos pacientes avaliados.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2026761 - MARCUS VINICIUS DE ARAGAO BATISTA
Externo à Instituição - MARISE DO VALE SIMON
Interno - 426673 - RICARDO QUEIROZ GURGEL

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