UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: MONICA RUEDA BARRIOS
26/11/2019 10:21


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MONICA RUEDA BARRIOS
DATA: 16/12/2019
HORA: 08:30
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU sala 27
TÍTULO: Papel do IGF-I (fator de crescimento semelhante a insulina-I) na infecção de macrófagos humanos pela Leishmania amazonensis, utilizando como modelo indivíduos com deficiência isolada de hormônio de crescimento.
PALAVRAS-CHAVES: Leishmania, fator de crescimento insulina simíle, Deficiência isolada do hormônio de crescimento, Macrófagos, citocinas.
PÁGINAS: 63
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

A influência de hormônios sobre a resposta imune vem sendo estudada em diversas doenças. O “fator de crescimento insulina simíle” (IGF-I), por exemplo, exerce um papel supressor sobre macrófagos, facilitando infecções por agentes intracelulares. Estudos in vitro mostraram que o peptídeo IGF-I, principal mediador das ações do hormônio de crescimento (GH), aumenta a infecção de macrófagos por Leishmania. Em modelos experimentais, o tratamento com IGF-I agrava a infecção por Leishmania. No entanto, não há estudos sobre os efeitos deste hormônio em macrófagos humanos. Em Itabaianinha, Sergipe, Brasil, foi descrito a maior coorte de indivíduos com DIGH, devido a mutação homozigótica no receptor do hormônio liberador do hormônio de crescimento (GHRH), c.57+1G>A (MUT/MUT), causando um nanismo acentuado. Esses indivíduos apresentam concentrações séricas vitalícias muito baixas de GH e IGF-I. E representam um excelente modelo para avaliar os efeitos do IGF-I na infecção por Leishmania, em macrófagos humanos. Nossa hipótese é que estes indivíduos tenham uma maior proteção à infecção por Leishmania. Além disso, é importante esclarecer o efeito do IGF-I sobre os eventos iniciais da infecção e na indução da resposta imune de macrófagos. O objetivo principal deste trabalho é estudar o papel do IGF-I na infecção de Leishmania amazonensis em macrófagos humanos in vitro, utilizando como modelo indivíduos com DIGH e controles normais. O estudo do comportamento da infecção por leishmania pré-tratada com IGF-I nesses macrófagos pode esclarecer se o efeito do IGF-I é no hospedeiro ou no parasito, e elucidar a influência hormonal na resposta imune inata. A população do estudo foram: a) Indivíduos controles normais sem a mutação em estudo; b) Indivíduos com DIGH. Um modelo in vitro de infecção de macrófagos com L. amazonensis foi utilizado para comparar a regulação dos macrófagos dos indivíduos na ausência ou na presença de IGF-I. Foram avaliados os efeitos do IGF-I na atividade microbicida e na indução de vias de sinalização celulares e produção de citocinas pelos macrófagos. Para este fim, amostras de sangue foram coletadas em heparina, macrófagos foram isolados e infectados com uma linhagem de Leishmania amazonensis. Além disso, IGF-I, anticorpos anti receptor de IGF-I (anti-IGF-IR) e anti-α5β3 integrina foram adicionados às culturas de macrófagos para avaliar seus efeitos na infecção. As citocinas foram medidas nos sobrenadantes destas culturas. Observamos que macrófagos de indivíduos com DIGH eram mais resistentes à infecção por Leishmania em comparação com controles normais. Tanto as citocinas inflamatórias: TNFα, IL12p70, INFγ, IL6 quanto as anti-inflamatórias:IL10, GM-CSF, CD163 aumentam apenas nos sobrenadantes dos macrófagos dos controles. A adição de IGF-I ao meio de cultura aumentou as taxas de infecção dos macrófagos dos controles, bem assim como o bloqueio do IGF-IR da leishmania reduziu a infecção. Em conclusão, demonstramos que o IGF-I é importante para a infecção por Leishmania amazonensis em macrófagos humanos e que ele atua facilitando os primeiros eventos de entrada da leishmania nos macrófago. Os indivíduos deficientes genéticos de GH/IGF-I tem uma resistência à esta infecção, possivelmente pela menor entrada da Leishmania nos macrófagos. Os dados que dão suporte a esta conclusão são: a) há redução acentuada da infecção nos indivíduos com DIGH nos eventos iniciais (2 h), b) não há indução de vias inflamatórias nos macrófagos desses indivíduos, c) a adição de IGF-I aumenta a infecção em macrófagos dos controles, d) o bloqueio do IGF-IR da leishmania e da α5β3 integrina reduzem acentuadamente a infecção nos macrófagos dos controles.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 285930 - AMELIA MARIA RIBEIRO DE JESUS
Externo à Instituição - CLAUDIA MOURA DE MELO
Externo ao Programa - 3204497 - FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA
Externo ao Programa - 2046888 - MÁRCIO BEZERRA SANTOS
Interno - 1977480 - PRISCILA LIMA DOS SANTOS

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