UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: MONIQUE CARLA DA SILVA REIS
12/11/2019 08:29


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MONIQUE CARLA DA SILVA REIS
DATA: 29/11/2019
HORA: 15:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: Papéis ocupacionais e aspectos psicossociais de mães de crianças com Síndrome Congênita do Zika vírus.
PALAVRAS-CHAVES: Saúde Materna. Desempenho de papéis. Saúde mental. Síndrome Congênita do Zika. Infecção por Zika vírus.
PÁGINAS: 84
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fisioterapia e Terapia Ocupacional
RESUMO:

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a microcefalia como a medidado perímetro cefálico (PC) menor que dois (-2) desvios-padrões abaixo da médiaespecífica para o sexo e idade gestacional, sendo considerado um sinal clínicoe não uma doença. Em 2015, um aumento do número de casos de microcefaliafoi notificado, a maioria na região Nordeste, sendo associado ao ZIKV econfirmado através do empenho de laboratórios de diversas instituições,ampliando o acrônimo STORCH com o vírus Zika (Z) – STORCH+ZIKV. Ainfecção foi denominada de Síndrome Congênita do Zika (SCZ), caracterizadapor um espectro de alterações que inclui além da microcefalia, deficiência visuale auditiva, epilepsia, comprometimento neuromotor e cognitivo. A epidemia teverepercussão mundial, causando medo e insegurança às mulheres em idadereprodutiva e é provável que a sua magnitude tenha tido uma grande relaçãocom os determinantes sociais, como a desigualdade social e a ausência desaneamento básico. Tendo em vista que o nascimento de uma criança comlimitações leva a mudanças significativas no cotidiano das mães, o objetivo doestudo analisar as mudanças nos papéis ocupacionais e suas consequências nasaúde mental de mães de crianças com SCZ, assim como avaliar os níveis depreocupação entre mulheres em idade reprodutiva com um possível novo surto,determinando o quanto isso afetou a intenção de uma futura gestação. Os doisestudos foram de corte transversal, o primeiro realizado em quatro centros dereabilitação do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado de Alagoas, e osegundo contou com amostras dos estados de Alagoas e Sergipe e envolveuUnidades Básicas de Saúde (UBS). Diante da amostra analisada no primeiroestudo, a maioria das mães (N=40) relatou perda de seus papéis ocupacionaisapós o nascimento do seu filho com microcefalia. Os papéis mais afetados foramo de estudante (-77,8%), trabalhador remunerado (-76,5%), voluntário (-75,0%),amigo (-39,4%) e hobby (-35,3%), enquanto aumentava seu papel comocuidador (+ 44,4%) e participação nas organizações (+ 150,0%). Quanto a saúdemental, avaliada através da versão brasileira do Self-ReportingQuestionnaire (SRQ-20), vinte e três (57,5%) mães apresentaram escore alto(≥8) de SRQ-20 e foram positivos para sintomas de Transtorno Mental Comum(TMC). A análise de regressão logística mostrou associação significativa entreTMC e perda do trabalho remunerado após o nascimento da criança (p = 0,026).Já no segundo estudo, 123 mulheres foram entrevistas, sendo 33 mães decrianças com SCZ e 90 mães de crianças saudáveis. Os resultados mostraramque os níveis de preocupação sobre um possível novo surto de ZIKV forammaiores entre as mães que tinham filhos com ZIKV do que entre as mães decrianças saudáveis (p = 0,016). Em ambos os grupos, um alto percentual demães sem intenção de uma gravidez futura relatou influência do medo dainfecção por ZIKV na decisão de uma nova gravidez. Os resultados destapesquisa demostraram a necessidade de pensar a epidemia do ZIKV além dassequelas da criança, considerando que as suas mães sofrem com as consequências de reduzir os seus papéis ocupacionais, passando a maior partedo tempo cuidando e acompanhando o seu filho nas terapias, impossibilitandoas de ter um trabalho remunerado, afetando a sua saúde mental. Além disso, arepercussão da epidemia afetou a decisão de ter uma nova gestação, tanto entremães de crianças sadias, como em mães de crianças afetadas pela SCZ.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1977523 - DIEGO MOURA TANAJURA
Externo ao Programa - 2449971 - LEILA LUIZA CONCEICAO GONCALVES
Interno - 1496951 - SILVIA DE MAGALHAES SIMOES

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