UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: MARCELLE VIEIRA FREIRE
23/08/2019 10:30


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARCELLE VIEIRA FREIRE
DATA: 28/08/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: HIPERTENSÃO OCULAR EM PACIENTES PEDIÁTRICOS COM LEUCEMIA LINFÓIDE AGUDA – UMA COORTE DE 5 ANOS
PALAVRAS-CHAVES: Glaucoma. Hipertensão Ocular. Leucemia Linfoide Aguda. Corticosteroides.
PÁGINAS: 29
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Introdução: A Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é a neoplasia mais frequente em menores de 19 anos de idade. Com os avanços no tratamento, a taxa de mortalidade caiu acentuadamente, e parte desse sucesso se deve, entre outras drogas, ao uso de altas doses de glicocorticoide (GC) no tratamento, imprescindível para controle e cura da doença. Seu uso, no entanto, não é isento de efeitos colaterais e um dos mais importantes é a hipertensão ocular (HO), manifestação ocular mais frequente nessa população. Em sua evolução natural, pode acometer de forma permanente o nervo óptico, caracterizando então o glaucoma cortisônico que, em último estágio, pode levar à cegueira. Com o aumento da sobrevida dessa população, hoje há crescente preocupação com a qualidade de vida desses pacientes, com alta perspectiva de cura. Objetivos: Esse trabalho visa então avaliar a pressão intraocular (PIO) em pacientes com LLA em uso de GC, através da caracterização quantitativa da PIO, delineamento de sua evolução temporal, análise do nível de resposta aos glicocorticoides, identificação de possíveis fatores de risco para elevação da PIO e resposta individual aos GC e utilização da PIO como fator prognóstico em termos de infiltração do LCR e mortalidade. Métodos: foi realizado um estudo de coorte prospectiva entre janeiro de 2013 e dezembro de 2017 com pacientes recém diagnosticados com LLA. Os pacientes foram submetidos a exame oftalmológico antes do início do tratamento (D0), após oito dias (D8), com 28 dias (D28) e após seis meses (D6m). Resultados: Dos 60 pacientes incluídos, 16 (30,2%) apresentaram sensibilidade aumentada ao GC (aumento de pelo menos 6 mmHg na PIO) dos quais, 56,2% evoluíram com HO propriamente dita. Da amostra total, 11 pacientes (18,3%) apresentaram HO, sendo que os aumentos foram significativamente maiores no D8 (p<0,001), com alguns casos isolados ainda no D28. Todas as pressões normalizaram após cessação do GC no D6m, e nenhum paciente apresentou-se sintomático. Conclusão: Sexo, faixa etária, imunofenotipagem e infiltração do liquido cefalorraquidiano (LCR) não atuaram como fator de risco para HO e não foi possível predizer mortalidade e infiltração do LCR a partir dos valores da PIO. A alta taxa de HO apontada no estudo não só reforça a importância de um acompanhamento oftalmológico regular, como direciona o período em que esses pacientes estão mais susceptíveis à HO. Sugerimos, então, um acompanhamento oftalmológico desses pacientes em três momentos: antes do início do uso do GC, no D8 e no D28. A LLA é uma doença com potencial elevado de cura e que compromete principalmente indivíduos jovens, com elevada expectativa de vida. As altas doses de GC usadas no tratamento são um perigo silencioso, pois possuem alta associação com a HO, com curso quase sempre assintomático, que em última análise pode resultar em perda irreversível da visão, sentido esse fundamental na qualidade de vida de qualquer indivíduo.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CRISTIANO DE QUEIROZ MENDONÇA
Externo à Instituição - FABRICIO DIAS ANTUNES
Presidente - 577945 - ROSANA CIPOLOTTI

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