UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: MARIANA RIBEIRO MATTOS CAVALCANTI
23/08/2019 08:48


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIANA RIBEIRO MATTOS CAVALCANTI
DATA: 28/08/2019
HORA: 08:30
LOCAL: Auditório da Engenharia Civil/UFS
TÍTULO: Efeito analgésico do extrato metanólico de Sideritis bilgeriana.
PALAVRAS-CHAVES: dor crônica; sistema nervoso; dor; nocicepção.
PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO:

A dor normalmente exerce um papel vital na sobrevivência do organismo. Entretanto, a sensação de dor pode contrapor o seu papel fisiológico normal, como ocorre na dor neuropática, ocasionando impacto negativo na qualidade de vida do paciente. O tratamento atual disponível é complexo, tem baixa eficácia e muitos efeitos adversos. Desta forma, faz-se necessário descobrir novos tratamentos. Os extratos de plantas do gênero Sideritis têm sido alvo de diversos estudos, alguns já elucidados como agentes anti-inflamatórios e analgésicos. A Sideritis bilgeriana é uma das espécies deste gênero e é encontrada principalmente na Turquia. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do extrato metanólico de Sideritis bilgeriana (EMSB) em modelos de nocicepção em camundongos. Todos os protocolos experimentais foram aprovados previamente pelo comitê de ética e foram realizados com a utilização de camundongos Swiss machos. Os animais foram divididos em três grupos (n=8), sendo o sham (não submetidos à indução álgica e tratados com água 10ml/kg v.o.), veículo (submetidos à indução álgica e tratados com água 10ml/kg v.o.) e grupos tratados com EMSB (100 mg/kg, v.o.). Os animais foram submetidos a testes agudos para avaliar a ação analgésica e anti-inflamatória (contorções abdominais induzida por ácido acético e pleurisia induzida por carragenina) e modelo crônico de lesão parcial do nervo ciático (LPNC) para avaliar dor inflamatória e dor neuropática. Através da cromatografia liquida de alta eficiência (CLAE) pode-se observar a presença dos compostos: ácido gálico, ácido clorogênico, ácido cafeico, ácido ferúlico, miricetina e quercetina. Sendo os dois últimos citados, flavonóides majoritários. A dose do EMSB foi escolhida através do teste de contorções abdominais, cuja menor dose capaz de diminuir significativamente (p<0,01) o número de contorções foi a de 100mg/kg quando comparado ao veículo. No modelo de pleurisia, o EMSB reduziu significativamente os níveis das citocinas pró-inflamatórias TNF-α, IL1β e dos leucócitos em comparação ao grupo veículo (p<0,001). No modelo de LPNC o EMSB reduziu a hiperalgesia mecânica da 1ª hora até 3ª hora (p<0,01) no primeiro dia e também nos 7 dias de avaliação comparado ao grupo veículo (p<0,001 ), também reduziu a hiperalgesia térmica 1 hora após o tratamento comparado ao grupo veículo (p<0,05) e reverteu a perda de força inicialmente obtida pelos animais, inferindo assim efeito analgésico no teste de força muscular. A análise da medula destes animais demonstrou diminuição no nível da citocina pró-inflamatória IL-6 e do fator NF-κB, em relação ao grupo veículo (p<0,01). Além disso, o tratamento EMSB não demonstrou sinais de lesão gástrica e hepática. Diante do exposto, EMSB tem efeito analgésico em modelos de dor aguda e crônica.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3571566 - JULLYANA DE SOUZA SIQUEIRA QUINTANS
Interno - 1467719 - LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
Externo ao Programa - 2027473 - MARCELO CAVALCANTE DUARTE

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