UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: MARIANA GARCEZ FRANCO
19/08/2019 08:47


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIANA GARCEZ FRANCO
DATA: 26/08/2019
HORA: 09:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: ASSOCIAÇÃO DE HIPERTRIGLICERIDEMIA E GRAVIDADE DE DOENÇA EM PACIENTES COM LEISHMANIOSE VISCERAL
PALAVRAS-CHAVES: Leishmaniose Visceral. Dislipidemia Gravidade.
PÁGINAS: 55
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Leishmaniose Visceral é uma doença crônica, de elevada letalidade, endêmica no Brasile estado de Sergipe. A infecção pode manifestar-se, clinicamente, desde formasassintomáticas a graves, sendo que idade, carga parasitária, parâmetros clínicos,laboratoriais e características imunogenéticas são utilizados para determinar a gravidadeda doença. Alterações do metabolismo lipídico, como hipocolesterolemia ehipertrigliceridemia, têm sido descritas em indivíduos com Leishmaniose Visceral e,supõe-se estarem relacionadas à sobrevivência do parasito, progressão e gravidade dadoença no hospedeiro. Objetivamos associar os níveis séricos de colesterol total,triglicerídeos e lipoproteínas (HDL, LDL, VLDL) com parâmetros clínicos ehematológicos preditores de gravidade em pacientes com Leishmaniose Visceral. Foramincluídos 83 pacientes com diagnóstico confirmado de LV. A amostra foi classificada deacordo com pontuação obtida por escore de gravidade validado, em dois grupos: graves(47) e não graves (36) e em três grupos: graves (19), gravidade moderada (28) e nãograves (36). Nessa amostra, os níveis médios, em mg/dL, de colesterol total (110,8 ±31,2), HDL (10,0 ± 5,8), LDL (54,8 ± 30,2), foram mais baixos e de VLDL (49,3 ± 27,4)e triglicerídeos (243,2 ± 114,8) mais elevados em relação aos valores de referências parapopulação geral, por idade. Quando categorizados a amostra em dois grupos segundogravidade, os pacientes graves apresentaram níveis séricos médios mais elevados detriglicerídeos, em mg/dL (270,8 vs 207,2; p = 0,014) em relação aos não graves. Quandocategorizados em três grupos, os níveis médios de triglicerídeos, em mg/dL, tambémforam mais elevados nos pacientes com maior gravidade (281,6 vs 264,9 vs 207,2; p =0,045). Em relação à comparação dos dois grupos de gravidade, os graves apresentarammaior média de idade, em anos (24,0 vs 12,1; p = 0,004), níveis medianos mais baixos deplaquetas, em células/mm3 (90.918,1 vs 122.947,2; p = 0,005) e neutrófilos, emcélulas/mm3 (834,7 vs 1114,8; p = 0,02), níveis mais elevados de bilirrubinas, em mg/dL(2,37 vs 0,61; p < 0,001), em relação aos não graves. A frequência de complicaçõesclínicas avaliadas, em número de pacientes, sangramento de mucosas (14 vs 0; p < 0,001),infecções associadas (26 vs 0; p < 0,001), icterícia (12 vs 0; p = 0,001), dispneia (10 vs0; p = 0,003), edema (12 vs 01; p = 0,004), foi maior nos pacientes graves em relação aosnão graves. Houve correlação significante e positiva de gravidade de doença com osníveis séricos de triglicerídeos (p = 0,011), VLDL (p = 0,019), INR (p = 0,023),bilirrubina total (p <0,001) e idade (p = 0,005). A correlação foi significante e negativaentre gravidade e média de plaquetas (p < 0,001) e neutrófilos (p = 0,004). Não houvecorrelação entre gravidade de doença e níveis séricos de colesterol total, HDL e LDL. Ahipertrigliceridemia pode ser utilizada como preditor de gravidade em pacientes comdiagnóstico confirmado de LV. A identificação de um marcador bioquímico acessível ede baixo custo é de extrema utilidade para identificar, ao diagnóstico, possíveis casos depior prognóstico, melhorar a condução e reduzir morbimortalidade.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 3204497 - FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA
Interno - 1977480 - PRISCILA LIMA DOS SANTOS
Presidente - 285906 - ROQUE PACHECO DE ALMEIDA

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