UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: MARIA TEREZA MAYNARD SANTANA
15/08/2019 11:32


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA TEREZA MAYNARD SANTANA
DATA: 13/09/2019
HORA: 10:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: Taxa de Disfunção Velofaríngea e fatores associados em Pacientes com fissura palatina em uma Instituição Especializada no Estado de Sergipe
PALAVRAS-CHAVES: Fonoaudiologia; Fissura Palatina, Insuficiência Velofaríngea.
PÁGINAS: 70
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fonoaudiologia
RESUMO:

Introdução: A Disfunção Velofaríngea é uma consequência negativa causada pelas fissuras palatinas e provocam alterações importantes nas habilidades de comunicação. Caracteriza-se com emissão hipernasal, escape de ar indevido pelas narinas durante a fonação, ausência de pressão intraoral e distúrbios de articulação compensatória (DAC). Após a cirurgia de palatoplastia espera-se que o paciente adquira a integridade e a dinâmica do esfíncter velofaríngeo. Entretanto, em alguns pacientes, esse mecanismo continua deficitário. Objetivos: Determinar taxa de DVF e fatores associados em pacientes com fissura palatina pós cirurgia de palatoplastia primária num serviço do Estado de Sergipe (Brasil) e relacionar os dados às variáveis sociodemográficas, variáveis clínicas e variáveis fonoaudiológicas. Casuística e Métodos: Tratou-se de uma pesquisa de cunho transversal, em que realizou-se a Avaliação Perceptivo-Auditivo de Fala em 80 pacientes pós palatoplastia primária, com no mínimo 6 meses após a palatoplastia, ambos os sexos, acompanhados na Sociedade Especializada no Atendimento ao Fissurado do Estado de Sergipe (SEAFESE) localizada na cidade de Aracaju, Sergipe, Brasil nos anos de 2015 a 2017. Para análise dos dados foi realizada a estatística descritiva por meio de frequências absolutas e relativas, medidas de tendência, central e dispersão. Resultados: 81,3% dos pacientes com alteração do mecanismo velofaríngeo. Quanto às variáveis sociodemográficas, dentre os homens, 83,7% apresentavam DVF, enquanto a taxa foi de 78,4% nas mulheres. As faixas etárias mais acometidas pela DVF foram as de crianças até 9 anos, seguido dos adultos acima de 20 anos. Quanto aos demais escores; grau de escolaridade mais prevalente foi o de pessoas que cursaram até o II grau completo; o estado civil mais prevalente foi o solteiro e a renda familiar em até R$1000. Quanto às variáveis clínicas, o tipo de fissura com maior prevalência foi transforame e a maioria dos pacientes realizaram a cirurgia de palatoplastia primária até os 5 anos. Quanto às variáveis fonoaudiológicas, a maioria dos pacientes, realizaram fonoterapia no próprio serviço após a palatoplastia primária e obtiveram grau de Inteligibilidade moderado/severo. Quanto às variáveis da Avaliação Perceptivo-Auditivo de Fala, a prevalência foi de emissão de ar de grau leve ou leve para moderado; hipernasalidade moderada, moderada para grave e grave e com grande maioria de pacientes com presença de DACs. Conclusão: Concluiu-se a taxa de DVF no SEAFESE é bastante alta, quando comparada à outros centros, e se caracteriza com sintomatologias: hipernasalidade, aeração nasal e principalmente a presença de DAC. Como fatores associados, o estudo apresentou: nível de escolaridade e renda baixas; fissuras do tipo transforame e a consequência mais marcante foi o grau de inteligibilidade de fala de grau moderado/severo. Assim, a DVF tem grande impacto no serviço e faz-se necessário repensar o protocolo de intervenção fonoaudiológica.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2030768 - ALLAN DANTAS DOS SANTOS
Externo à Instituição - GABRIELA ZUIM FERREIRA
Externo ao Programa - 3007440 - GISELE PEDROSO MOI
Interno - 991949 - JEFERSON SAMPAIO D AVILA
Presidente - 1213791 - LUIZ CARLOS FERREIRA DA SILVA

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