UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: ALEJANDRA DEBBO
16/07/2019 08:48


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALEJANDRA DEBBO
DATA: 26/07/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU sala 27 no PPGCS
TÍTULO: Epidemiologia e manifestações reumatológicas persistentes em pacientes pós febre chikungunya
PALAVRAS-CHAVES: Arboviroses. Artralgia. Febre chikungunya.
PÁGINAS: 80
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

A febre chikungunya (FC) é uma arbovírose causada pelo vírus chikungunya (VCHIK). tendo como caraterística principal a dor articular e a possível cronificação em mais da metade dos pacientes infectados. A transmissão ocorre pela picada das fêmeas dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. A viremia induz uma resposta imune aguda no paciente infectado, com uma reação inflamatória sistêmica e local, incluindo sintomas articulares e tendinopatias. O processo inicial desaparece espontaneamente em 2 a 4 semanas, porém a inflamação de várias articulações pode persistir durante meses ou anos, podendo evoluir para uma verdadeira doença reumatológica inflamatória crônica. Os objetivos do presente estudo são: descrever as características epidemiológicas e clínicas apresentadas na fase subaguda e crônica da FC; avaliar a evolução dos pacientes com doenças reumatológicas prévias e/ou com comorbidades; descrever e avaliar os diferentes tratamentos utilizados. Trata-se de um estudo descritivo e prospectivo. Foi avaliada uma amostra de 72 pacientes com quadro musculoesquelético de evolução subaguda (≥ 30 dias) ou crônica (≥ 90 dias) após FC confirmada por exames laboratoriais (PCR CHIKV e/ou IgM e/ou IgG CHIKV). Tais pacientes foram acompanhados por um ano, sendo atendidos no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU/UFS). Os pacientes foram acompanhados em consultas posteriores com 30 dias, 60 dias e a cada 90 dias até completar um ano. Em todas as consultas foram avaliadas as articulações dolorosas e/ou edemaciadas, sintomas periarticulares e outros achados importantes no exame físico e EVA (escala visual analógica de dor). Principais resultados: 84,7 % foram pacientes do sexo feminino; a idade média foi de 53,8 anos; o tempo médio de queixas musculoesquéleticas foi de 6 meses e 70,8% dos pacientes evoluíram de forma crônica. As comorbidades estiveram presentes em 61,1 % dos pacientes e os antecedentes reumatológicos prévios em 48,6 %. Os corticoesteroides foram utilizados em 65,3 % dos pacientes, com melhora do quadro articular. Concluiu-se que as manifestações musculoesqueléticas persistentes pós FC são frequentes, a população mais acometida parece ser aquela composta por mulheres de idade média e a forma clínica mais frequente são poliartralgias com rigidez matinal. Mais da metade dos pacientes mantiveram dor musculoesquelética difusa não inflamatória após um ano de acompanhamento.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1695058 - MARCO ANTONIO PRADO NUNES
Externo ao Programa - 3053061 - MARILIA VIEIRA FEBRONIO
Interno - 1511959 - TATIANA RODRIGUES DE MOURA

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