UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: OSVALDO ALVES DE MENEZES NETO
02/07/2019 08:01


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: OSVALDO ALVES DE MENEZES NETO
DATA: 10/07/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU sala 27
TÍTULO: Aspectos imunohematológicos dos pacientes com anemia falciforme e a influência da hemoglobina S na distribuição linfocitária.
PALAVRAS-CHAVES: Anemia falciforme; anticorpos; traço falciforme; inflamação; linfócitos
PÁGINAS: 81
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Introdução: A anemia falciforme (AF) é uma doença genética responsável pela produção da hemoglobina S (HbS) e possue uma grande variedade de apresentações clínicas. Uma das terapêuticas mais difundidas é a transfusão, que embora ofereça beneficio clínico, não é isenta de complicações, a exemplo da aloimunização. A inflamação crônica compõe a fisiopatologia da doença falciforme e pode ser fator adicional para a aloimunização. O traço falciforme (TF) é considerado condição benigna e assintomática, contudo algumas complicações clinicas já foram descritas nesses pacientes. Os objetivos deste estudo foram: identificar a proporção de aloimunização, do perfil de antígenos eritrocitários e fatores relacionados, avaliar a relação entre aloimunização e o diagnóstico por triagem neonatal nos pacientes com AF, e avaliar a distribuição linfócitária dos pacientes com AF e TF. Métodos: Foram revisados os prontuários dos pacientes portadores de AF acompanhados em um serviço ambulatorial especializado vinculado a um Hospital Universitário, com a finalidade de obter-se dados clínicos, laboratoriais e o resultado da triagem neonatal. Os dados transfusionais e exames pré-transfusionais foram obtidos no hemocentro local. Em um corte amostral foram incluídos pacientes portadores de AF, TF e indivíduos sem quaisquer hemoglobinopatias para realização de imunofenotipagem de sangue periférico com avaliação de linfócitos B, linfócitos T (CD4 e CD8) e células NK. Resultados: A amostra foi composta por 270 pacientes com taxa transfusional de 66,5% e de aloimunização de 19,6%. Os pacientes foram negativos para antígenos de alta imunogenicidade do sistema Rh/Kell. Foram identificados 11 tipos de anticorpos, sendo mais prevalentes o anti-E, anti-e, anti-C, anti-JKa, anti-Fya e anti-Kell. A presença de autoanticorpos foi maior nos pacientes aloimunizados em comparação com os pacientes não aloimunizados. A aloimunização foi relacionada com a maior média de idade, maior frequência de uso de hidroxicarbamida, maior número de transfusões e valores maiores de Volume Corpuscular Médio (VCM). A taxa de aloimunização entre os pacientes diagnosticados pela TN foi semelhante à dos pacientes com o diagnóstico mais tardio (p=0,08). Os pacientes com AF apresentaram valores menores de linfócitos T CD4+ e maiores de células NK total, CD56dim e CD56bright. Os portadores de TF apresentaram valores aumentados de células NK total e CD56bright. Conclusões: A proporção de pacientes aloimunizados encontrada foi de 19,6%, e relacionada com a maior média de idade, maior frequência de uso de hidroxicarbamida e maior taxa de autoanticorpos. Os aloanticorpos mais frequentes foram os do sistema Rh/Kell. A TN não se mostrou protetora para a aloimunização. Existem diferenças nas distribuição de linfócitos relacionadas a presença de HbS e sugere que alterações no estado inflamatório ocorrem em pacientes assintomáticos portadores de TF.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1718309 - DULCE MARTA SCHIMIEGUEL MASCARENHAS LIMA
Externo ao Programa - 1047231 - MARIA AURELIA DA FONSECA PORTO
Externo à Instituição - NIVALDO FARIAS VIEIRA
Presidente - 577945 - ROSANA CIPOLOTTI
Externo à Instituição - SIMONE SANTANA VIANA

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