UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: FABRICIO ENEAS DINIZ DE FIGUEIREDO
28/06/2019 10:15


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FABRICIO ENEAS DINIZ DE FIGUEIREDO
DATA: 16/08/2019
HORA: 14:30
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: EFETIVIDADE DO SISTEMA RECIPROC NO TRATAMENTO ENDODÔNTCO DE DENTES ANTERIORES COM LESÃO PERIAPICAL: ENSAIO CLÍNICO PRAGMÁTICO RANDOMIZADO CONTROLADO
PALAVRAS-CHAVES: Periodontite Periapical; Preparo de Canal Radicular; Ensaio Clínico
PÁGINAS: 79
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
RESUMO:

A técnica de instrumentação de canais radiculares com único instrumento reciprocante surgiu como uma tentativa de superar as limitações apresentadas pelas técnicas manuais e de rotação continua. Apesar da facilidade técnica, poucos estudos avaliaram a efetividade da instrumentação reciprocante na prática clínica. Assim, o objetivo desta pesquisa foi avaliar o desempenho clínico da técnica endodôntica “lima única, cone único” em movimento reciprocante. A metodologia desta pesquisa foi a seguinte: Cento e vinte dentes anteriores que apresentavam quadro clínico de necrose pulpar e periodontite apical foram aleatoriamente instrumentados com limas manuais de aço inoxidável e obturados pela técnica da compactação lateral, ou instrumentados com uma única lima reciprocante e obturados pela técnica do cone único. A extensão apical, homogeneidade e conicidade de cada obturação endodôntica foram classificadas em ideal ou alterada, e a ocorrência ou não de extrusão de cimento endodôntico pelo forame foi avaliada. A sensibilidade pós-operatória foi avaliada durante os 7 dias seguintes a realização do tratamento, por meio de uma escala visual analógica (EVA) e de uma escala verbal. A incidência de dor (escore diferente de 0 na escala verbal) e a incidência de abscesso fênix foram avaliados. A EVA também foi utilizada para avaliar a percepção dos participantes em relação ao tempo e conforto do procedimento; sua capacidade de mastigar nos 7 dias seguintes ao procedimento e sua satisfação geral com o tratamento. O índice periapical foi utilizado para classificar as lesões periapicais tanto na avaliação inicial quanto nas consultas de proservação de 6 meses e de 12 meses. Os testes de Mann-Whitney, Qui-quadrado e o teste T foram utilizados para analisar os dados. Também foi criado um modelo de regressão logística para ajustar a chance de sucesso (razão de chances) do tratamento (α = 0.05). O resultados da pesquisa foram os seguintes: as duas técnicas endodônticas não apresentaram diferenças estatisticamente significantes no que concerne a qualidade da obturação endodôntica, o extravasamento de cimento endodôntico pelo forame apical e a ocorrência e severidade de dor pós-operatória. A incidência desta foi maior nas primeiras 24 horas após a realização do procedimento (≈ 43.3%), e depois reduziu gradativamente com o passar do tempo (≈ 1.7%, 7 dias após o tratamento). As duas modalidades de tratamento resultaram em níveis de sensibilidade pós-operatória semelhantes, tanto quando avaliada pela EVA como pela escala verbal. Baixa incidência (≈ 3.3%) de abscesso fênix foi observada nos dois protocolos de tratamento. De modo geral, a percepção do paciente em relação ao tratamento foi alta em todos os quesitos avaliados, também sem diferença entre os protocolos de tratamento. A perda de seguimento foi de 27,5%, e a taxa geral de cura das lesões foi de 66% na proservação de 6 meses e 75% na proservação de 12 meses. A única variável que afetou a chances de sucesso do tratamento foi a classificação inicial da lesão no índice periapical. As duas técnicas melhoraram significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Conclui-se que o protocolo de tratamento “lima única, cone único” com sistema reciprocante Reciproc apresenta efetividade semelhantes ao tratamento com limas manuais de aço inoxidável e obturação pela técnica da compactação lateral da guta-percha, no que concerne a qualidade da obturação endodôntica, a ocorrência e severidade de sensibilidade pós-operatória, a ocorrência de abscesso fênix e as taxas de cura de lesões periapicais. Os pacientes relataram alto nível de satisfação com o tratamento, independente da técnica endodôntica utilizada.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1776684 - ANDRE LUIS FARIA E SILVA
Interno - 1695058 - MARCO ANTONIO PRADO NUNES
Externo à Instituição - RICARDO LUIZ CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE JUNIOR
Externo à Instituição - RODRIGO RICCI VIVAN
Externo ao Programa - 2021396 - WILTON MITSUNARI TAKESHITA

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