UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


Notícias

Banca de DEFESA: JOSÉ BARRETO CRUZ NOGUEIRA
25/02/2019 12:01


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSÉ BARRETO CRUZ NOGUEIRA
DATA: 28/02/2019
HORA: 08:30
LOCAL: SALA 27 PPGCS- CENTRO DE PESQUISAS BIOMÉDICAS-HU
TÍTULO: Efeito da Administração Intravenosa Repetida de Lidocaína em Fibromialgia: estudo piloto.
PALAVRAS-CHAVES: Fibromialgia; pregabalina; lidocaína; estresse oxidativo; dor crônica; terapêutica
PÁGINAS: 61
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

Introdução: A Fibromialgia (FM) é uma síndrome dolorosa e crônica, com impacto biopsicossocial negativo na qualidade de vida dos pacientes. A presença do estresse oxidativo pode representar outras possíveis causas da síndrome e a possibilidade da existência de biomarcadores capazes de elucidar o diagnóstico, seria de importante valor nas síndromes dolorosas crônicas, tornando objetiva a avaliação da dor. Além disso, o tratamento ainda permanece com resultados insuficientes e uma possível interação sinérgica entre a pregabalina e a lidocaína venosa surge como possibilidade terapêutica. Para avaliar os efeitos dessa associação foram utilizados parâmetros do estresse oxidativo, entre eles os níveis da glutationa (GSH), do malonaldialdeído (TBARS), o ensaio do poder antioxidante pela redução férrica (FRAP), do sulfidril, da superóxido dismutase (SOD) e da catalase (CAT). Métodos: Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Sergipe (UFS), sob parecer nº 2.637.928 e protocolo CAAE nº 85503418.2.0000.5546 em 07/05/2018. Após aprovação, as mulheres somente foram incluídas no estudo mediante a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Trata-se um ensaio clínico com distribuição aleatória, duplamente encoberto e controlado por placebo, realizado de forma bloqueada, na proporção de 1:1, utilizando envelopes opacos selados, identificados pelas letras A e B, que representavam os dois grupos estudados, garantindo a proporcionalidade do número de sujeitos alocados. Foram incluídas nesse estudo mulheres saudáveis e mulheres com diagnóstico de fibromialgia, divididas inicialmente em dois grupos, sendo o grupo controle composto por mulheres sem FM e o grupo pregabalina, composto por mulheres com FM, tratadas com pregabalina. Em seguida o grupo pregabalina foi subdividido e randomizado em dois subgrupos, o grupo pregabalina composto por mulheres que não receberam a lidocaína intravenosa e o grupo pregabalina e lidocaína representado por mulheres tratadas com pregabalina via oral e que receberam a lidocaína intravenosa administrada repetitivamente por cinco semanas. O GC respondeu apenas ao questionário de atenção farmacêutica (QAF) no Ti enquanto as outras 25 mulheres responderam aos quatro formulários (QAF; EVA; FIQ e DN4) propostos em dois momentos (Ti e Tf). O protocolo clínico das pacientes fibromiálgicas foi desenvolvido com a avaliação durante cinco momentos, através da aplicação dos seguintes questionários: Atenção Farmacêutica (QAF), impacto da Fibromialgia (FIQ), da Escala Visual Analógica (EVA) da dor e do DN4 – Dor Neuropática em 4 questões. O protocolo laboratorial foi dividido em dois momentos de coletas sanguíneas, de acordo com o início da série antes da primeira infusão (Ti) e após o final da última infusão (Tf), para comparar os parâmetros do estresse oxidativo entre o grupo controle e grupo pregabalina. Resultados: Foram alocadas dez (10) mulheres no GC e mais vinte e cinco (25) no GP (segundo os critérios da ACR, 2016), posteriormente subdivididas em dois grupos (GP; GPL) para serem submetidas ao procedimento hospitalar. Ao final do estudo o GP foi composto por 10 mulheres e o GPL por 15 mulheres. Em relação à intensidade da dor em repouso (EVA), houve redução significativa no GPL (p < 0,0002) entre os tempos Ti (8,33 ± 1,0) e Tf (4,89 ± 1,05), não ocorrendo o mesmo no grupo GP (p < 0,061) entre os tempos Ti (7,71 ± 1,1) e Tf (6,13 ± 2,17). Na comparação dos níveis bioquímicos (GSH, da malondialdeído (TBARS), ensaio do poder antioxidante pela redução férrica (FRAP), sulfidril, SOD e CAT) entre os grupos GC e GP foram encontrados valores menores de GSH (p < 0,001) e de CAT (p < 0,01) em relação às pacientes sadias, o malondialdeído apresentou níveis maiores nas fibromiálgicas. Quando comparados intergrupos (GP e GPL) houve aumento nos níveis de GSH, malondialdeído e FRAP de forma estatisticamente significante no grupo pregabalina/lidocaína (p < 0,01), comparando antes e após a infusão da lidocaína. As demais comparações bioquímicas (sulfidril, SOD e CAT) não apresentaram significância. Conclusão: Foi identificado um possível efeito sinérgico na associação entre lidocaína venosa e pregabalina em mulheres fibromiálgicas, através da melhora nos escores clínicos da dor e na funcionalidade das pacientes envolvidas.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 3573579 - ANDRÉ SALES BARRETO
Interno - 426722 - ANGELA MARIA DA SILVA
Presidente - 1467719 - LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
Externo ao Programa - 2027473 - MARCELO CAVALCANTE DUARTE
Externo à Instituição - SUZANE RODRIGUES JACINTO GRUBISIK

SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS | Telefonista/UFS (79)3194-6600 | Copyright © 2009-2020 - UFRN v3.5.16 -r12646-2c874e3307