UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Junho de 2021


Notícias

Banca de DEFESA: MILENA GONÇALVES DA SILVA
08/02/2019 12:23


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MILENA GONÇALVES DA SILVA
DATA: 25/02/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 06, Bloco A, Departamento de Biologia da UFS
TÍTULO: Conexões tróficas e avaliação da sazonalidade na dieta da ictiofauna associada a bancos de macrófitas no Baixo São Francisco
PALAVRAS-CHAVES: Teia trófica, itens alimentares, sobreposição de nicho, guildas tróficas.
PÁGINAS: 72
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

As macrófitas representam um importante habitat para a ictiofauna, pois são utilizados como sítios reprodutivos, zonas de forrageamento, refúgio contra predadores e berçário para os juvenis e espécies de pequeno porte. Além disso, fornecem maior superfície para os recursos alimentares devido à disponibilidade de substratos para presas e representam um dos fatores bióticos mais importantes para estruturação das comunidades de peixes. Este estudo objetivou analisar espaço-temporalmente a estrutura trófica da comunidade de peixes associados a bancos de macrófitas em um trecho antropizado do Baixo São Francisco sob influência da Usina Hidrelétrica Xingó. Amostragens bimestrais (abril/2015 a março/2016) padronizadas foram realizadas em quatro localidades através de quatro lances de arrastos (10 m de comprimento, malha 5 mm) próximo às margens com macrófitas aquáticas no período crepuscular para captura de peixes. Os espécimes coletados nos arrastos foram anestesiados com eugenol, fixados (formol 10%) e conservados (álcool 70%). Em laboratório, cinco espécimes de cada espécie por ponto amostral e período foram selecionados para biometria e análise do conteúdo estomacal, no qual os itens alimentares foram identificados e quantificados volumetricamente. Na análise de dados, foi calculada a riqueza e diversidade de itens consumidos, a partir do Índice de diversidade de Simpson para caracterizar o espectro alimentar em cada ponto e período amostral. A proporção volumétrica de itens consumidos em cada uma das categorias taxonômicas foi obtida verificando se há diferença entre os pontos e períodos através da análise de similaridade ANOSIN (two-way), uma vez que as dissimilaridades foram visualizadas por NMDS e os itens responsáveis pela variação identificados no SIMPER. Também foi calculada a proporção de itens alóctones e autóctones, o Índice Alimentar (IAi%) dos itens consumidos por cada espécie e guildas tróficas de acordo com a similaridade na dieta das espécies a partir de uma análise cluster utilizando a média não ponderada de uma matriz de Distância Euclidiana. A partilha de recursos alimentares foi obtida de acordo com o cálculo das sobreposições alimentares e teias tróficas bipartidas foram construídas para dois limiares de ligação (LT=0,00 e 0,05). A maior parte dos peixes coletados e analisados foram Characiformes de pequeno porte incluindo as abundantes e frequentes Hemigrammus marginatus, H. brevis, Astyanax fasciatus e Phenacogaster franciscoensis. Outro destaque foi a presença de juvenis de carnívoras de grande porte (Serrasalmus brandtii, Crenicichla sp., Cichlasoma sanctifranciscense, Astyanax lacustris e Hoplias malabaricus) que recorrem às macrófitas em busca de alimento e se alimentaram das famílias de peixes mais abundantes. A maioria dos itens alimentares encontrados foram de origem autóctone, corroborando a importância das macrófitas como fonte de recursos para a comunidade de peixes nesse ambiente. Isso está relacionado à homogeneização dos pontos estudados pela remoção da vegetação marginal que influencia negativamente na contribuição de recursos alóctones. Foram observados padrões alimentares distintos para espécies abundantes a partir de variações nas estratégias de forrageamento, tendo H. brevis e P. franciscoensis alimentação voltada para itens de superfície e H. marginatus para o fundo. A espécie A. fasciatus não apresentou segregação espacial na alimentação e apresentou dieta onívora e oportunista por ter maior consumo alóctone. Dentre as guildas construídas (algívoros, invertívoros, insetívoros e onívoros), os algívoros tiveram mais destaque nas sobreposições principalmente de espécies invasoras (Oreochromis niloticus e Metynnis lippincottianus) com nativas. O compartilhamento de recursos foi verificado entre as espécies analisadas pela abundância dos itens alimentares mais consumidos pelos peixes (algas filamentosas e insetos). Os pontos menos impactados (3 e 4) apresentaram maior riqueza de espécies e consequentemente, teias maiores e mais complexas, assim como no período chuvoso. A partir dos resultados obtidos, verificou-se que as hipóteses que afirmam maior riqueza de itens alimentares, conectância e densidade de ligações no período chuvoso e nos pontos 3 e 4 foram corroboradas.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - FRANCIS LUIZ SANTOS CALDAS
Presidente - 1687626 - MARCELO FULGENCIO GUEDES DE BRITO
Externo à Instituição - MÔNICA CENEVIVA BASTOS

SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS | Telefonista/UFS (79)3194-6600 | Copyright © 2009-2021 - UFRN v3.5.16 -r15440-bf36319aa9