UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 15 de Junho de 2021


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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIANA ANDRADE OLIVEIRA DE CARVALHO
30/01/2019 16:20


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIANA ANDRADE OLIVEIRA DE CARVALHO
DATA: 22/02/2019
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 02, Bloco A do Departamento de Biologia da UFS
TÍTULO: Composição e distribuição espaço-temporal dos Tanaidacea (Crustacea: Peracarida) em dois cânions submarinos da costa de Sergipe.
PALAVRAS-CHAVES: macrofauna, diversidade, ecologia, estrutura da comunidade.
PÁGINAS: 58
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

Tanaidacea é uma ordem de Crustacea que habita sedimentos superficiais e faz parte da macrofauna bêntica. Ocorre em todos os ambientes marinhos, desde regiões intertidais até abissais. São abundantes em regiões profundas e pouco estudados em cânions submarinos (feições da margem continental que possuem padrões complicados de hidrografia, fluxo, transporte e acumulação de sedimento), havendo apenas trabalhos de descrição de espécies nessa região. Estudos sobre a ecologia da comunidade dos tanaidáceos são necessários e relevantes em áreas de cânions submarinos, onde ainda não existem registros reportados para o Brasil ou mesmo para o mundo. Assim, o presente trabalho tem como objetivo contribuir para a ampliação do conhecimento dos tanaidáceos, verificando como essa comunidade está estruturada nos cânions São Francisco e Japaratuba, na costa de Sergipe. As coletas foram realizadas em dois períodos (seco e chuvoso), em triplicata, com auxílio de Box Corer, em 7 estações de coleta por cânion, em isóbatas que variaram entre 50 e 3000 m de profundidade, provenientes do Projeto MARSEAL. Foram utilizados nove gabaritos de 10x10x10cm por réplica, com área de 0,009m2 por estação. O material foi preservado em formol a 10% e corante rosa de bengala. Em laboratório o material foi lavado sobre peneiras de 300 micrômetros e o sedimento retido nas peneiras foi triado. Os tanaidáceos foram identificados a nível específico ou morfotipados. Até o presente momento foram identificados um total de 1430 espécimes de tanaidáceos distribuídos em 6 famílias, 17 gêneros e 47 espécies. Dentre os 17 gêneros, 12 ainda não possuem registro para o Brasil. A família Agathotanaidae foi a mais abundante, seguida pelas famílias Sphyrapodidae, Tanaellidae, Kalliapseudidae, Akanthophoreidae e Tanaissuidae. Por outro lado, Akanthophoreidae foi a mais rica apresentando um total de 23 espécies distribuídas em 4 gêneros. Pseudosphyrapus sp. foi a mais abundante sendo registrada nos dois cânions e em profundidades entre 700 e 1300 m, seguida por Araphura sp. registrada apenas no cânion Japaratuba entre as profundidades de 50 e 700 m. Apenas a abundância apresentou diferenças significativas entre os períodos amostrais, sendo o período seco representado por 853 espécies e o chuvoso 577. A variação dos tanaidáceos entre as isóbatas foi significativa para todos os descritores ecológicos de abundância, riqueza, diversidade e equitatividade. A isóbata de 1000 m foi a mais abundante seguida pela de 50 m, com uma diminuição da abundância a partir da isóbata de 1000 m para regiões mais profundas. A riqueza também foi maior na profundidade de 1000 m, seguida pelas isóbatas de 700 m e 1300 m. O cânion Japaratuba apresenta uma maior abundância, riqueza, diversidade e equitabilidade quando comparado ao São Francisco. A abundância e equitatividade não apresentaram diferenças significativas entre os cânions, porém a riqueza e a diversidade variaram significativamente entre o São Francisco e Japaratuba. Foi observada uma alta diversidade beta entre as isóbatas (βJAC = 0,89) e entre os cânions submarinos (βJAC = 0,85), porém uma baixa diversidade beta entre os períodos (βJAC = 0,23). As variações na composição das espécies de tanaidáceos foram ocasionadas pelo mecanismo ecológico de substituição de espécies (Turnover) tanto entre os cânions como entre as isóbatas (Cânions: βTUR = 0,74; βNES = 0,11; Isóbatas: βTUR = 0,80 βNES = 0,09). Assim, até o presente momento, a comunidade de tanaidáceos nos cânions São Francisco e Japaratuba pode ser caracterizada por uma alta diversidade e espera-se que até a conclusão da tese a diversidade e número de espécies novas para a região seja ainda mais elevado.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1775420 - GUSTAVO LUIS HIROSE
Externo à Instituição - HORTENCIA MARIA PEREIRA ARAUJO
Externo à Instituição - JESSER FIDELIS DE SOUZA FILHO

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