UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: YVANNA LOUISE DI CHRISTINE OLIVEIRA DOS SANTOS
30/01/2019 14:01


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: YVANNA LOUISE DI CHRISTINE OLIVEIRA DOS SANTOS
DATA: 22/02/2019
HORA: 09:00
LOCAL: A definir
TÍTULO: Mudanças no perfil epidemiológico das enteroparasitoses após quimioterapia profilática em massa em uma comunidade do Nordeste do Brasil
PALAVRAS-CHAVES: Perfil parasitológico, Helmintos, Protozoários intestinais, Desparasitação em massa
PÁGINAS: 46
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

Mais de um bilhão de pessoas no mundo estão infectadas com algum enteroparasito. No Nordeste do Brasil a prevalência para geohelmintos chega a 50% em algumas regiões e para protozoários é superior a 30%. A estratégia de desparasitação em massa de escolares como forma de controle da transmissão dos helmintos tem sido defendida pela Organização Mundial de Saúde e foi adotada pelo Ministério da Saúde do Brasil. Com o objetivo de avaliar o impacto da desparasitação em massa por meio da administração de quimioterapia profilática (QT) a escolares foram avaliadas amostras fecais de 476 estudantes de uma comunidade carente de Aracaju, Sergipe, Brasil, pelo método de sedimentação por centrifugação (método de Ritchie) nos biênios 2010/2011 (período pré-QT) e 2017/2018. Foram coletados dados socioeconômicos-ambientais por meio de aplicação de questionário de levantamento rápido. Durante os anos analisados foi observado um aumento gradual dos índices de infecção (48,0%, 42,2%, 75,4% e 78,0%). Após um período de cinco anos de desparasitação houve redução na prevalência de geohelmintos. No entanto, houve aumento na prevalência dos protozoários intestinais, com destaque para Entamoeba histolytica/E.dispar e Blastocystis hominis que não apareceram no primeiro biênio e estiveram presentes em 36% e 40,1% dos escolares avaliados no segundo biênio, respectivamente. Estes resultados estiveram atrelados a baixos índices educacionais dos responsáveis (70% com menos de oito anos de estudo), lançamento de dejetos ao ar livre (21%), consumo de água sem tratamento (50%) e não higienização de alimentos consumidos cruz (38%). Estes resultados destacam a mudança no perfil parasitário da população e a importância de reavaliar cuidadosamente o impacto da desparasitação em massa sem a contrapartida do investimento em saneamento na saúde pública, principalmente porque pouco se sabe sobre os impactos a longo prazo das mudanças no perfil epidemiológico em áreas endêmicas para helmintos e protozoários intestinais que não apresentam condições sanitárias adequadas.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - AGOSTINHO GONÇALVES VIANA
Externo à Instituição - LUCIANA MARIA DE OLIVEIRA
Presidente - 1703964 - SILVIO SANTANA DOLABELLA

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