UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: PAULA DOS PASSOS MENEZES
24/01/2019 15:58


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PAULA DOS PASSOS MENEZES
DATA: 21/02/2019
HORA: 08:30
LOCAL: Auditório do Departamento de Farmácia da UFS
TÍTULO: TECNOLOGIAS PARA ESTUDO E TRATAMENTO DA INSUFICIÊNCIA VENOSA CRÔNICA: DESENVOLVIMENTO DE MICROAMBIENTES E ABORDAGENS NANOTECNOLÓGICAS
PALAVRAS-CHAVES: Bioimpressão; insuficiência venosa; hesperetina; microambiente celular; nanotecnologia;úlcera venosa.
PÁGINAS: 177
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

A insuficiência venosa é uma doença causada por incompetência valvular e é altamenteprevalente em países ocidentais, onerando de forma significativa os sistemas de saúde.A forma mais grave da doença, consiste em úlceras venosas de difícil cicatrização.Diante disto, o principal objetivo desta tese consistiu em desenvolver biomateriais parao tratamento de úlceras venosas, através de abordagens nanotecnológicas e damedicina regenerativa. Para tanto, foram desenvolvidos microambientes tridimensionais(3D), a fim de investigar a resposta de células tronco a diferentes propriedadesmecânicas da matriz extracelular, bem como a expresão de proteínas liberadas a partirde nanopartículas contendo RNA mensageiro (mRNA) na perspectiva de propor ummodelo de estudo da patologia. Além disso, foram desenvolvidas meias de compressãocontendo hesperetina nanoencapsulada para tratamento de úlceras venosas. Diante doexposto, foram impressos 720 hidrogéis de diferentes propriedades mecânicas (9 a 46kPa), como plataformas biométicas da matriz extracelular. A resposta de células troncoa estas matrizes foi diretamente relacionada a rigidez do microambiente, sem danos aviabilidade celular. Ademais, matrizes mais rígidas apresentaram uma maior expressãode proteínas, o que contribui para novos estudos envolvendo os fatores bioquímicospresentes no microambiente da doença venosa. As meias compressivas contendohesperetina nanoencapsulada mostraram-se promissoras para o tratamento de úlceras,mediante liberação controlada de hesperetina a partir dos tecidos, para o microambientedas lesões. Estas nanocápsulas permaneceram adesivas no tecido durante cincolavagens, o que torna este biomaterial interessante para tratar esta doença, uma vez queassocia o efeito da compressão a atividade hipotensora da hesperetina no endotéliovascular. Diante disto, apresentamos o relato de caso de um paciente com úlcerasvenosas de longa extensão não cicatrizadas durante dois anos, com as terapiasprescritas antes do início deste estudo. Após seis meses de tratamento com esta meia,o paciente apresentou melhora significativa na sua qualidade de vida, associada aodesaparecimento das dores associadas a lesão e excelente cicatrização. Além disso, foiobservada um importante clareamento da área perilesional devido a redução demelanina e eritema. A cicatrização das lesões contribuiu ainda para a redução dosdiâmetros venosos de diferentes segmentos da veia safena. Juntos, estes resultadoscontribuem para os desfechos clínicos desejados no tratamento de úlceras venosas econtribuem para estudos posteriores com amostras maiores. A realização dessapesquisa contribui, portanto, para o advento de novas opções terapêuticas para umadoença de tamanha importância no contexto da saúde pública, o que constitui parteessencial das Políticas de Saúde e desenvolvimento econômico.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2445308 - ADRIANO ANTUNES DE SOUZA ARAUJO
Interno - 1467719 - LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
Interno - 2190308 - MARCIO ROBERTO VIANA DOS SANTOS
Externo à Instituição - RAUL CAVALCANTE MARANHÃO
Externo à Instituição - SILVIA STANISÇUASKI GUTERRES

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