UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: ANA WALESKA DE MENEZES SEIXAS SOUZA
18/01/2019 09:05


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA WALESKA DE MENEZES SEIXAS SOUZA
DATA: 31/01/2019
HORA: 08:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU sala 27
TÍTULO: FATORES PREDISPONENTES A EVENTOS ADVERSOS EM PACIENTES INTERNADOS COM DIAGNÓSTICO DE SEPSE EM UM HOSPITAL DE SERGIPE: UM ESTUDO DE COORTE
PALAVRAS-CHAVES: Segurança do Paciente; Dano ao Paciente; Qualidade da assistência à saúde; Sepse; Tecnologia da informação.
PÁGINAS: 93
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO:

Introdução: A segurança do paciente é considerada um atributo prioritário da qualidade dos sistemas de saúde, nesse sentido, mitigar os eventos adversos é um dos pré-requisitos necessários para a garantia de efetividade no atendimento. Objetivo: Analisar os fatores de risco associados aos eventos adversos em pacientes internados com sepse em um Hospital de Sergipe. Método: O estudo foi dividido em três etapas que envolveram um desenho de pesquisa epidemiológica e duas produções tecnológicas. A primeira etapa foi um estudo do tipo coorte histórica, com coleta de dados contidas em 367 prontuários de pacientes adultos internados pela urgência, com diagnóstico de sepse, e registradas em formulários de vigilância de eventos adversos entre fevereiro de 2016 a julho de 2017. As variáveis estudadas foram relacionadas aos pacientes e aos desfechos. Esses dados foram tabulados e analisados em software R Core Team, versão 3.5.1. A segunda etapa constou da construção de um sistema de informação para o monitoramento dos eventos adversos e a terceira etapa de um sistema de gerenciamento de risco para Sepse. Resultado: Foi encontrada uma associação significativa na análise univariada entre a incidência de eventos adversos e as variáveis: O Índice de Comorbidade de Charlson (RR 2,02 e IC 1,30 – 3,13) a polifarmácia (RR 0,016 e IC 1,07 – 16,66), o uso de hemoderivados (RR 2,33 e IC 1,45 – 3,74) e o uso dispositivos invasivos (RR 2,44 e IC 1,50 – 3,97). Houve associação entre o tempo de internação e o evento adverso (p<0,001). Houve diferença entre o tipo de evento adverso e a classificação do dano (p<0,001). Após a análise multivariada, foram identificados como fatores de risco independente associados à incidência de eventos adversos, o ICC maior ou igual a 8(RR 1,82 e IC 1,17 – 2,85) e o uso de quatro ou mais dispositivos invasivos (RR 2,28 E IC 1,39 –3,74). Os softwares mostraram uma otimização nos serviços superior àquela inserida na rotina da equipe assistencial. Conclusão: Este estudo demonstrou o significativo impacto dos fatores de risco para ocorrência de eventos adversos e permitiu o estabelecimento de estratégias que melhorem a qualidade da assistência e a segurança do paciente. É possível afirmar que tecnologias como estas são promissoras em auxiliar profissionais de saúde na identificação de situações de risco, bem como pela quantidade de informações geradas e possíveis de serem aplicadas em estudos adicionais.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2027262 - ANNY GISELLY MILHOME DA COSTA FARRE
Interno - 1315121 - DIVALDO PEREIRA DE LYRA JUNIOR
Externo à Instituição - SONIA OLIVEIRA LIMA

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