UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIA TEREZA MAYNARD SANTANA
09/01/2019 08:53


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA TEREZA MAYNARD SANTANA
DATA: 18/01/2019
HORA: 10:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: Prevalência e Caracterização de Disfunção Velofaríngea em Pacientes com fissura palatina em uma Instituição Especializada no Estado de Sergipe
PALAVRAS-CHAVES: Fonoaudiologia; Fissura Labiopalatina, Insuficiência Velofaríngea.
PÁGINAS: 68
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fonoaudiologia
RESUMO:

Introdução: A fissura lábio-palatina é uma malformação craniofacial que pode provocar alterações de fala. Após a cirurgia de palatoplastia espera-se que o paciente adquira a integridade e a dinâmica do esfíncter velofaríngeo. Entretanto, em alguns pacientes, esse mecanismo continua deficitário, a chamada Disfunção Velofaríngea (DVF). A DVF provoca uma emissão hipernasal, escape de ar indevido pelas narinas durante a fala, ausência de pressão intraoral e distúrbios de articulação compensatória (DAC). Objetivos: Determinar a prevalência e a caracterização de DVF em pacientes com fissura palatina pós cirurgia de palatoplastia primária num serviço do Estado de Sergipe (Brasil) e relacionar os dados às variáveis sociodemográficas, variáveis clínicas e variáveis fonoaudiológicas. Casuística e Métodos: Tratou-se de uma pesquisa de cunho transversal, em que realizou-se a Avaliação Perceptivo-Auditivo de Fala em pacientes pós palatoplastia primária, ambos os sexos, acompanhados na Sociedade Especializada no Atendimento ao Fissurado do Estado de Sergipe (SEAFESE) localizada na cidade de Aracaju, Sergipe, Brasil. Para análise dos dados foi realizada a estatística descritiva por meio de frequências absolutas e relativas, medidas de tendência, central e dispersão. Resultados: A amostra foi composta por 80 indivíduos, sendo 81,3% dos pacientes com alteração do mecanismo velofaríngeo. Quanto às variáveis sociodemográficas, dentre os homens, 83,7% apresentavam DVF, enquanto a taxa foi de 78,4% nas mulheres. As faixas etárias mais acometidas pela DVF foram as de crianças até 9 anos, seguido dos adultos acima de 20 anos. Quanto aos demais escores; grau de escolaridade mais prevalente foi o de pessoas que cursaram até o II grau completo; o estado civil mais prevalente foi o solteiro e a renda familiar em até R$1000. Quanto às variáveis clínicas, o tipo de fissura com maior prevalência foi transforame e a maioria dos pacientes realizaram a cirurgia de palatoplastia primária até os 5 anos. Quanto às variáveis fonoaudiológicas, a maioria dos pacientes, realizaram fonoterapia no próprio serviço após a palatoplastia primária e obtiveram grau de Inteligibilidade moderado/severo. Quanto às variáveis da Avaliação Perceptivo-Auditivo de Fala, a prevalência foi de emissão de ar de grau leve ou leve para moderado; hipernasalidade moderada, moderada para grave e grave e com grande maioria de pacientes com presença de DACs. Conclusão: Concluiu-se a prevalência de DVF no SEAFESE é bastante alta, e se caracteriza com sintomatologias como hipernasalidade, aeração nasal e principalmente a presença de DAC. A DVF tem grande impacto no serviço e faz-se necessário repensar o protocolo de intervenção fonoaudiológica.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 991949 - JEFERSON SAMPAIO D AVILA
Externo ao Programa - 3007440 - GISELE PEDROSO MOI
Externo ao Programa - 1692799 - SILVIA ELAINE ZUIM DE MORAES BALDRIGHI

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