UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARCO ANTONIO VALADARES OLIVEIRA
07/01/2019 09:15


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARCO ANTONIO VALADARES OLIVEIRA
DATA: 18/01/2019
HORA: 09:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: CARACTERIZAÇÃO CLÍNICA DA SÍNDROME CONGÊNITA ASSOCIADA AO ZIKA VIRUS
PALAVRAS-CHAVES: Microcefalia. Infecções congênitas. Síndrome congênita. Zika virus.
PÁGINAS: 95
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Introdução: em outubro de 2015 houve a emissão de um alerta internacional para um surto de microcefalia congênita presumidamente relacionada à infecção pelo vírus Zika (ZIKV), inicialmente detectado no nordeste do Brasil, extrapolando o coeficiente de prevalência de microcefalia ao nascer para 54,6 casos por 100 mil nascidos vivos no país. O crescente número de casos novos de microcefalia nas regiões afetadas, associado a achados clínicos e alterações morfológicas em comum, despertou para a necessidade de se descrever essa nova síndrome clínica associada a uma infecção congênita que até então não fazia parte do rol de diagnósticos diferenciais da microcefalia. Objetivos: caracterizar clinicamente a síndrome congênita associada à presumida infecção materna pelo vírus Zika e descrever os transtornos encefálicos da população de microcefálicos estudada, assim como as alterações oftalmológicas, os achados ecocardiográficos e outras malformações. Pacientes e Métodos: estudo observacional transversal descritivo e retrospectivo, com amostra não aleatória e consecutiva; entre dezembro de 2015 a agosto de 2016, dentre os pacientes atendidos no serviço de assistência à microcefalia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS). Incluiu 65 lactentes com diagnóstico de microcefalia; considerando o perímetro cefálico ao nascimento menor que 2 DP para sexo e idade gestacional ao nascimento, de acordo com a curva de Fenton. Os critérios de exclusão incluíam a história de sofrimento hipóxico-isquêmico no período perinatal e/ou quaisquer sorologias positivas para TORCHS e Parvovírus B19. A ficha de atendimento do serviço de microcefalia foi a fonte para as informações; tendo sido tabulados os dados a partir de uma revisão criteriosa dos prontuários feita por apenas um examinador, que levantou informações sobre o período neonatal imediato, assim como dados da gestação. Ultrassonografia transfontanela foi realizada em todos os pacientes da amostra. Avaliação oftalmológica aconteceu em 62 crianças do grupo, mesmo número dos que foram submetidos à ecocardiografia. As variáveis quantitativas e as categóricas foram expressas conforme melhor adequação. Para as variáveis-desfecho (transtornos encefálicos; alterações oftalmológicas; achados ecocardiográficos), realizou-se a estimativa de frequência com seu respectivo Intervalo de Confiança para 95%, utilizando-se da técnica de Bootstrap. Para testar associaçoes foi utilizado o teste exato de Fisher. Resultados: houve um predomínio de nascidos a termo, do sexo feminino e do parto vaginal. Também houve um predomínio de adequação do peso ao nascer e uma totalidade de ausência de dano perinatal descrito. Em menos de metade das mães houve história positiva para exantema, febre e poliartralgia; mas ocorreu um predomínio desses relatos no primeiro trimestre da gestação. Uma maioria significativa foi classificada como microcefalia grave. Os transtornos encefálicos mais encontrados foram atrofia cerebral, lisencefalia, disgenesias de corpo caloso, dilatação ventricular e calcificações. As alterações oftalmológicas em segmento posterior foram predominantes, mas as do segmento anterior também foram frequentes, assim como a associação de alterações. O achado ecocardiográfico mais frequente foi o forâmen oval patente. As atrogriposes, a criptorquidia e a hérnia umbilical foram as outras malformações mais frequentes. Conclusões: as malformações descritas concordam com os dados de literatura em grupos de pacientes com infecção congênita associada ao vírus Zika, mas chamam a atenção para particularidades desse diagnóstico etiológico em comparação a infecções congênitas já mais bem documentadas. Também desperta para outras malformações ainda não documentadas de forma clara para a infecção congênita pelo virus, como os achados ecocardiográficos e a criptorquidia.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 426722 - ANGELA MARIA DA SILVA
Externo ao Programa - 2221782 - ENALDO VIEIRA DE MELO
Interno - 285906 - ROQUE PACHECO DE ALMEIDA

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