UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: JYMMYS LOPES DOS SANTOS
06/12/2018 16:26


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JYMMYS LOPES DOS SANTOS
DATA: 18/12/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de Vídeo Conferencia da Renorbio
TÍTULO: Extrato etanólico e fração acetato de etila da Coutoubea Spicata: perfil fitoquímico e redox, toxicidade e seus efeitos sobre marcadores bioquímicos, de lesão muscular e de estresse oxidativo em ratos diabéticos submetidos a um programa de treinamento físico resistido.
PALAVRAS-CHAVES: Coutoubea spicata; HPLC-ESI-MS/MS; toxicidade; perfil redox; hipoglicemiante, Exercício Resistido
PÁGINAS: 120
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Farmacologia
RESUMO:

O diabetes é uma doença metabólica crônica complexa e um sério problema de saúde pública. Entre asestratégias não farmacológicas, a atividade física tem sido considerada uma das recomendações por melhorar aaptidão física e força, e reduzir a glicemia, embora apresente estreita relação com o estresse oxidativo. Outraalternativa de tratamento bastante utilizada são as plantas medicinais. A Coutoubea spicata é uma espécie,pertencente à família Gentianaceae, encontrada no Estado de Sergipe e utilizada pela população no tratamento dodiabetes. Embora, propriedades antidiabéticas tenham sido confirmadas para outras espécies da mesma família,para a C. spicata não foram encontradas evidências científicas dos seus efeitos antidiabéticos, bem como estudosde toxicidade e de perfil redox. Portanto, o objetivo deste trabalho foi identificar os constituintes químicos doextrato etanólico (EE) e da fração acetato de etila (FAE), avaliar a toxicidade e o perfil redox, bem como avaliarseus efeitos sobre os marcadores bioquímicos, de lesão muscular e de estresse oxidativo em ratos diabéticosinduzidos com aloxana e submetidos a um programa de treinamento físico resistido. A primeira etapa do trabalhocontempla a avaliação do conteúdo de fenólicos e flavonoides totais (métodos colorimétricos), identificação dosconstituintes químicos (HPLC-ESI-MS/MS), estudo de toxicidade aguda em ratas (OECD 423) e de citotoxicidadeem fibroblastos (ensaio de viabilidade celular), e perfil redox in vitro. FAE apresenta maior conteúdo de fenólicose flavonoides totais, sendo identificadas duas classes principais de metabólitos, os glicosídeos iridóides(swerteamarina e gentiopicrina) e os flavonóides (clovina e robinina, e seus esteres trans p-cumárico), além doácido deoxilogânico. No ensaio de toxicidade aguda (300 e 2000 mg/Kg, via oral), EE e FAE foram classificadoscomo seguros (categoria 5), embora aumento nas concentrações de AST e no peso relativo do coração, fígado erins tenha sido observado nos animais tratados com a maior dose da FAE. No ensaio de viabilidade, FAE foiconsiderada com baixa toxicidade. Além disso, propriedades antioxidantes de varredura de radicais orgânicos(DPPH e ABTS) e redutoras (FRAP) foram confirmadas para o EE e FAE. Para a segunda etapa do trabalho, ratosdiabéticos induzidos com aloxana foram distribuídos em 05 grupos (n=8), tratados com água destilada (TD), EE(TE), FAE (TF) ou metformina (TM), ambos na dose de 100 mg/Kg, via oral, e submetidos a um programa detreinamento físico resistido. Dois grupos controle sem a doença, sedentário saudável (SC) e controle treinado(TC), assim como um grupo diabético sedentário (SD) foram incluídos no estudo. O ganho de peso e glicemiaforam avaliados semanalmente, e após o tratamento 3x por semana durante 30 dias, os animais forameutanasiados, e o sangue e tecidos coletados para determinação de marcadores bioquímicos, de lesão muscular e deestresse oxidativo. O modelo de diabetes induzido por aloxana levou à hiperglicemia e redução no ganho de peso,bem como aumento do marcador de lipoperoxidação e de grupamentos sulfidrilas no soro e nos tecidos avaliados(pancreático, muscular, cardíaco e hepático). A C. spicata quando associada ao exercicio reduziu a glicemia epromoveu recuperação do ganho de peso, e este efeito hipoglicemiante foi acompanhado pela redução do danomuscular (CK e LDH) e triglicerideos, bem como pela melhora do estado redox (MDA e SH) do soro e dos tecidosavaliados. Os resultados obtidos confirmam o uso medicinal da C. spicata como hipoglicemiante, e demonstramsuas propriedades antioxidantes, atenuando o estresse oxidativo induzido pelo exercício e o diabetes. No contexto da biotecnologia, os resultados fornecem informações quanto às propriedades biológicas e segurança, e desta forma, abrem perspectivas para explorar o EE da C. spicata como possível fitoterápico; e para o desenvolvimento de novos alvos terapêuticos.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 3553547 - BRANCILENE SANTOS DE ARAUJO
Presidente - 2335200 - CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
Externo ao Programa - 2297369 - ROBERTO JERONIMO DOS SANTOS SILVA
Interno - 2178474 - ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA
Interno - 1687696 - WALDECY DE LUCCA JUNIOR

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