UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: CRISTIANO DE QUEIROZ MENDONÇA
21/11/2018 15:09


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CRISTIANO DE QUEIROZ MENDONÇA
DATA: 14/12/2018
HORA: 08:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU sala 27
TÍTULO: Alterações Oftalmológicas Em Pacientes Pediátricos Com Leucemia Linfoblástica Aguda
PALAVRAS-CHAVES: leucemia linfoblástica aguda, glaucoma, esteroides, quimioterapia
PÁGINAS: 84
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Introdução: Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) é o câncer mais comumente encontrado entre os jovens, responsável por 26% dos casos de câncer infantil, com taxa de sobrevida de doença de 90% em cinco anos. As manifestações oculares (MO) decorrentes das LLAs podem estar relacionadas à infiltração direta do olho e da órbita pelas células neoplásicas, serem secundárias às anormalidades vasculares tumor-induzida ou a medicações usadas no tratamento como quimioterápicos e glicocorticoides (GC). Por ser doença oncológica com alto potencial de cura, em indivíduos jovens com elevada expectativa de vida, a identificação de eventuais complicações de longo prazo decorrentes do tratamento poderá subsidiar o delineamento de um protocolo oftalmológico para esses casos. Objetivo: Caracterizar as MO em pacientes pediátricos em tratamento para LLA e avaliar se estão associados a fatores de risco preditivos para recaída, com os protocolos (1999 ou 2009), gênero e infiltração liquórica. Métodos: Realizado estudo de coorte prospectivo em crianças e adolescentes com LLA, de janeiro de 2013 a dezembro de 2017, seguido de revisão sistemática associando pacientes pediátricos em tratamento para LLA e hipertensão ocular (HO), devido a HO ser a MO mais prevalente. No estudo da coorte os pacientes foram submetidos a avaliações oftalmológicas antes do início do tratamento (D0), no oitavo dia (D8), no 28º dia (D28) e aos seis meses (D6 meses). A HO foi considerada em resultados acima de 21 mmHg. Medidas de acuidade visual (AV) <20/40 foram consideradas como baixa visão (BAV). Resultados: Os resultados da coorte envolveram 55 pacientes e destes, 33% apresentaram MO. As principais foram HO (20%) , hemorragia retiniana (7,3%) e BAV (7,3%). Forte associação foi encontrada entre pacientes com MO e alto risco de recaída (p = 0,035, Cramer V = 0,31) e os que usaram o protocolo de 1999 (p = 0,022, Cramer V = 0,32). O risco de MO em pacientes do protocolo de 1999 foi de 1.799 (IC = 1.154-2.804), enquanto naqueles com alto risco de recaída foi de 1.647 (IC = 1.111-2.442). Os resultados da revisão sistemática limitou-se a um total de quatro publicações sendo dois de relatos de casos individuais, um relato de cinco pacientes e outro descritivo prospectivo com doze pacientes, com resultados variando de total controle da pressão ocular e conservação da AV, até cegueira irreversível. Conclusão: Pacientes pediátricos com LLA têm uma alta incidência de MO devido ao tratamento e à própria doença, podendo serem assintomáticos e até evoluírem com BAV. Aqueles submetidos ao protocolo de 1999 e com alto risco de recaída são os mais propensos a apresentar MO e essas variáveis estão fortemente associadas. A HO é a MO mais prevalente. Poucos estudos foram encontrados correlacionando crianças com LLA e HO, com resultados variando de HO silenciosa sem alterações visuais até cegueira irreversível. Portanto, é proposto um protocolo que contemple exame oftalmológico sistemático com a medida da PIO imediatamente após o diagnóstico de LLA (D0) e, posteriormente, em D8, D28 e D6meses.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - BRUNO CAMPELO LEAL
Interno - 2085327 - EDUARDO LUIS DE AQUINO NEVES
Interno - 3113466 - KLEYTON DE ANDRADE BASTOS
Externo à Instituição - MARCELO KRIEGER MAESTRI
Presidente - 577945 - ROSANA CIPOLOTTI

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