UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 22 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: CATARINA ANDRADE GARCEZ CAJUEIRO
21/09/2018 11:22


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CATARINA ANDRADE GARCEZ CAJUEIRO
DATA: 19/10/2018
HORA: 14:00
LOCAL: MINI AUDITÓRIO DO CCBS-UFS-CAMPUS SÃO CRISTÓVÃO
TÍTULO: Proposta de tratamento fisioterapêutico para indivíduos com a doença de Charcot-Marie-Tooth tipo 1: elaboração e aplicação de um protocolo.
PALAVRAS-CHAVES: Neuropathy. Charcot-Marie-Tooth Disease. Physiotherapy. Rehabilitation
PÁGINAS: 73
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fisioterapia e Terapia Ocupacional
RESUMO:

A doença de Charcot-Marie-Tooth (CMT) é uma polineuropatia hereditária que acomete fibras sensitivas e motoras e tem uma prevalência de 1:2500. As principais manifestações clínicas são atrofia e fraqueza muscular associada a redução da sensibilidade, perda dos reflexos tendinosos e comprometimento da propriocepção. As duas formas mais frequentes são CMT1, desmielinizante e CMT2, causada por degeneração axonal. Os dados da literatura indicam que indivíduos com doença de CMT apresentam comprometimento da força, da amplitude articular, do equilíbrio e da funcionalidade. O objetivo deste estudo foi desenvolver um protocolo de tratamento fisioterapêutico específico para indivíduos com a doença de Charcot-Marie-Tooth tipo 1. Material e Métodos: Foi realizado um ensaio clínico piloto, aberto, quase-experimental, por meio da anamnese, avaliação cinético-funcional e aplicação de um protocolo experimental de intervenção fisioterapêutica (PECMT) em indivíduos com a doença CMT1 pertencentes a uma mesma família no município de Pedrinhas/Sergipe/Brasil. A amostra foi composta por sete indivíduos adultos com CMT1, durante 24 sessões de fisioterapia. Após a aplicação do programa PECMT, os pacientes passaram a ser orientados para a realização de um programa domiciliar de exercícios orientados (PDCMT). Todos os pacientes foram avaliados em um momento inicial (AV1), na 8º semana quando encerrou o PECMT (AV2) e após seis meses do término do tratamento domiciliar (PDCMT) (AV3). A força muscular foi avaliada através de um dinamômetro manual, a amplitude de movimento do tornozelo foi mensurada através do flexímetro, o equilíbrio através do estabilômetro footwork e da escala de equilíbrio de Berg. A avaliação funcional foi mensurada pelo teste Timed Up Go (TUG). Resultados: Houve diferença estatisticamente significativa entre a AV1 e AV2 para força em todos os músculos do tornozelo (dorsiflexores: p = 0.0004, flexores plantares: p = 0, 0138, inversores: p= 0,0070, eversores: p= 0,0048); flexores de joelho (p= 0,0062), extensores (0,0061) e abdutores (p=0,0254) do quadril; para os parâmetros VCoP (Velocidade do Centro de Oscilação de pressão) da estabilometria, no sentido ântero- posterior para olhos abertos e fechados respectivamente (p=0,1990; p=0,1990, p=0,045, p=0,374); para o teste de Berg (p=0,0216) e TUG (p= 0,0090). Em relação ao PDCMT, o TUG (p= 0,0140) apresentou um aumento do tempo de execução do teste quando comparado ao PECMT. A escala de equilíbrio de Berg (p= 0,0544) apresentou uma manutenção do equilíbrio quando comparada ao PECMT. Conclusão: os indivíduos com CMT1 submetidos a um programa específico de fisioterapia, demonstraram ganhos significativos da força muscular, amplitude de movimento da articulação do tornozelo e melhor desempenho nos testes funcionais. Os exercícios domiciliares orientados não apresentam a mesma eficácia como aqueles que são realizados sob a supervisão de profissional.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1683809 - DEISE MARIA FURTADO DE MENDONCA MARTINS
Interno - 2085327 - EDUARDO LUIS DE AQUINO NEVES
Externo ao Programa - 2779105 - IANDRA MARIA PINHEIRO DE FRANÇA COSTA

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