UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: ALINE DE SIQUEIRA ALVES LOPES
09/08/2018 15:18


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALINE DE SIQUEIRA ALVES LOPES
DATA: 27/08/2018
HORA: 15:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: ACOMPANHAMENTO CLÍNICO E NUTRICIONAL DE UMA COORTE DE LACTENTES COM SÍNDROME DA ZIKA CONGÊNITA, NASCIDOS EM SERGIPE, NORDESTE DO BRASIL.
PALAVRAS-CHAVES: Alimentação. Coorte. Desenvolvimento infantil. Infecção pelo zika virus. Microcefalia. Síndrome da Zika Congênita.
PÁGINAS: 54
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Introdução: Ao final de 2015, um arbovírus (zika vírus) tornou-se protagonista de umaepidemia de anomalias congênitas jamais observada. A região nordeste do Brasil foi a maisatingida e médicos e autoridades sanitárias uniram esforços para prestar assistência a estascrianças e suas famílias. A Síndrome da Zika Congênita caracteriza-se por severa microcefalia,com grave dano ao tecido cerebral, alterações oftalmológica, auditivas, cardíacas e ortopédicas,além de crítico atraso do desenvolvimento com irritabilidade, espasticidade e convulsões.Tratando-se de uma nova patologia, pouco ainda se sabe sobre sua evolução em longo prazo,uma vez que as crianças acometidas estão com idade média de 3 anos. Objetivo: Realizar oacompanhamento de uma coorte de bebês nascidos com microcefalia e/ou malformaçõespossivelmente associadas à infecção congênita pelo zika vírus, do nascimento aos 18 meses devida, avaliando seu crescimento, desenvolvimento, evolução da alimentação e ocorrência demorbidades associadas. Metodologia: Trata-se de estudo longitudinal, observacional edescritivo do acompanhamento de uma coorte de lactentes nascidos em Sergipe durante o surtode microcefalia e referenciadas para dois serviços públicos de saúde. As crianças foramseguidas até os 18 meses de vida em consultas de puericultura somadas a avaliações deespecialistas e realização de exames complementares. Os dados foram coletados de agosto/2017a janeiro/2018 com auxílio de um formulário de pesquisa. As análises estatísticas foramrealizadas com o auxílio do software R Core 2018. Resultados: Compuseram a coorte 84crianças com características clínicas da Síndrome da Zika Congênita. Houve predomínio dosexo feminino (53,8%) e somente 9 recém-nascidos não tiveram diagnóstico de microcefalia,mas apresentavam outras alterações compatíveis com a Síndrome da Zika Congênita. Osescores Z para perímetro cefálico, peso e comprimento permaneceram estáveis ao longo dotempo, mantendo-se abaixo do padrão esperado de sexo e idade para as três medidasantropométricas. *As crianças manifestaram grave atraso do desenvolvimento com retardo naaquisição de todos os marcos pesquisados, além da ocorrência de outros comprometimentosneurológicos tais quais convulsão (70,7%), espasticidade (95,3%) e irritabilidade (65,9%).Encontrou-se baixa prevalência de aleitamento materno exclusivo até os 6 meses (14,3%) epercentual significativo de relatos de dificuldade alimentar (64,9%). Aspecto que refletiu noatraso da introdução da alimentação complementar (idade média de 7,1 meses) e na nãoprogressão para a alimentação da família em 22,6%. Quanto aos exames e avaliaçõescomplementares, em todos os lactentes foram detectadas malformações cerebrais compatíveiscom a infecção congênita pelo zika vírus, em 54,5% foi diagnosticado comprometimento oculare em metade (50,7%) foi observado alguma alteração cardíaca. A principal morbidade clínicaapresentada pelas crianças foram as infecções das vias aéreas superiores, seguido deconstipação intestinal. Conclusões: Os lactentes com presumida Síndrome da Zika Congênitaexibiram comprometimento do crescimento antropométrico, além de grave atraso na aquisiçãode marcos do desenvolvimento neuromotor. Constatou-se baixa prevalência de aleitamentomaterno exclusivo até os 6 meses, com alta frequência de dificuldades alimentares. Observousetambém número significativo de lactentes que evoluíram com irritabilidade, convulsão eespasticidade. Os achados deste estudo reforçam a necessidade de acompanhamentomultiprofissional especializado para estas crianças, voltado para terapias de reabilitação e apoioaos familiares envolvidos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 040.208.116-10 - ANNE JARDIM BOTELHO
Externo à Instituição - Demócrito de Barros Miranda Filho
Presidente - 426673 - RICARDO QUEIROZ GURGEL

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