UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: ALLAN JOHN DE OLIVEIRA MELO
17/07/2018 13:32


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALLAN JOHN DE OLIVEIRA MELO
DATA: 31/07/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do DFA
TÍTULO: AVALIAÇÃO DO EFEITO ANTI-HIPERALGÉSICO DO COMPLEXO DE INCLUSÃO COM -CICLODEXTRINA E ÓLEO ESSENCIAL DE Eplingiella fruticosa (LAMIACEAE) EM MODELO ANIMAL DE DOR CRÔNICA MUSCULOESQUELÉTICA
PALAVRAS-CHAVES: Eplingiella fruticosa, óleo essencial, ciclodextrina, dor crônica, fibromialgia.
PÁGINAS: 75
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

Eplingiella fruticosa (Lamiaceae) é uma importante erva medicinal aromática utilizada na medicina popular no nordeste do Brasil para o tratamento da dor, ansiedade e inflamação, mas seus possíveis usos em doenças crônicas têm sido pouco explorados. Estudos utilizando óleos essenciais (OEs) complexados com a β-ciclodextrina (βCD) têm se mostrado promissores para melhorar os efeitos biológicos dos OEs no manejo da dor crônica. Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito anti-hiperalgésico do óleo essencial obtido de E. fruticosa (EplOE) complexado com βCD (EplOE-βCD) em modelo animal de dor crônica musculoesquelética, modelo semelhante a fibromialgia (FM). O EplOE foi extraído por hidrodestilação e sua composição química foi determinada por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa e detector por ionização de chama (CG-EM / DIF). Os complexos EplOE-βCD foram preparados através de três métodos diferentes (mistura física, malaxagem e coevaporação) e posteriormente caracterizados em calorimetria exploratória diferencial, termogravimetria/termogravimetria derivada, determinação da umidade, espectroscopia na região do infravermelho, determinação de umidade e microscopia eletrônica de varredura. O modelo FM foi induzido em camundongos Swiss albinos machos adultos por duas injeções de solução salina pH 4,0 (20 µl) no gastrocnêmio esquerdo, com 5 dias de intervalo. Os camundongos foram tratados com EplOE (50 mg / kg, v.o), EplOE-βCD (50 mg / kg, v.o), veículo (salina isotônica, v.o), Tramadol (4 mg / kg, i.p) ou Diazepam (3 mg / kg, i.p). Os animais foram avaliados quanto a hiperalgesia mecânica, coordenação motora e força muscular. Além disso, a expressão da proteína c-Fos na medula espinal foi avaliada por imunofluorescência. Foram identificados no EplOE 26 compostos ao total. A complexação do EplOE-βCD por malaxagem mostrou-se mais efetiva pelos testes de caracterização. O tratamento com EplOE-βCD produziu um efeito anti-hiperalgésico de longa duração (p <0,05 vs veículo e p <0,05 vs EplOE até 8 h) comparado ao EplOE (p <0,01 até 4 h), sem alterações na coordenação motora ou efeitos miorrelaxantes. Além disso, o EplOE e o EplOE-βCD produziram um efeito anti-hiperalgésico significativo (p <0,01 ou p <0,001) ao longo de 7 dias consecutivos de tratamento. O ensaio de imunofluorescência demonstrou uma diminuição na expressão da proteína c-Fos na medula espinhal (p <0,001). Diante do exposto, foi demostrado que o efeito anti-hiperalgésico produzido por EplOE foi melhorado após complexação com βCD com possivel relacão na via central inibitória da dor.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - LUANA HEIMFARTH
Interno - 2030649 - MAIRIM RUSSO SERAFINI
Presidente - 2027473 - MARCELO CAVALCANTE DUARTE

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