UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


Notícias

Banca de QUALIFICAÇÃO: CÁSSIA DE MATOS ARAUJO MENEZES NASCIMENTO
16/07/2018 14:52


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CÁSSIA DE MATOS ARAUJO MENEZES NASCIMENTO
DATA: 20/07/2018
HORA: 08:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: FATORES ASSOCIADOS COM MARCADORES DE RISCO PARA DIABETES TIPO 2 EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
PALAVRAS-CHAVES: Pré-diabetes. Resistência à insulina. Crianças. Adolescentes. Nutrição.
PÁGINAS: 59
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Nutrição
RESUMO:

Objetivo: Avaliar a associação entre fatores sociais, antropométricos e dietéticos com marcadores de risco para diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes do município de Lagarto (Sergipe, Brasil). Métodos: Estudo de corte transversal constituído por 176 crianças e adolescentes, com idade entre 09 e 12 anos, matriculados em escolas públicas e privadas do município de Lagarto/SE. Foram aferidos peso e estatura e foi colhido sangue para dosagem de hemoglobina glicada (HbA1c), insulina e glicemia de jejum para cálculo do índice HOMA. Foi aplicado o Recordatório Alimentar de 24 horas por 3 dias não consecutivos, para cálculo do consumo de calorias, macronutrientes e fibras. A avaliação socioeconômica dos participantes do estudo foi feita a partir do Critério Brasil (2015) em entrevista com os pais/responsáveis. Consideraram-se alterações nos marcadores para diabetes tipo 2 (grupo caso) para os escolares que apresentaram HbA1c > 5.7 e HOMA-IR > 2.5. As crianças sem alterações nestes parâmetros foram agrupadas no grupo controle. Foi utilizado o teste exato de Fisher para avaliar as associações entre as variáveis categóricas. O teste de Mann-Whitney foi aplicado para avaliar as diferenças de medianas entre os dois grupos (caso e controle). As associações das variáveis preditoras (socioeconômica, antropométrica e dietética) com as variáveis desfecho (marcadores para diabetes tipo 2) foram testadas pela regressão de Poisson. Resultados: A idade média das crianças e adolescentes avaliados foi de 10,83 + 1,15 anos, tendo maior representatividade do sexo feminino (62,5%). O grupo caso foi representado por 30,68% da população em estudo (n = 54). Os fatores associados com pré-diabetes e/ou resistência à insulina foram: nível socioeconômico - classe social B (RPa = 4,83; 95% IC = 3,38 – 6,90), acesso ao ensino privado (RPa = 1,47; 95% IC = 1,00 – 2,16), sobrepeso (RPa = 2,52; 95% IC = 1,53 – 4,16) e obesidade (RPa = 2,39; 95% IC = 1,46 – 3,90). Não foram observadas associações significativas entre as variáveis do consumo alimentar e os marcadores de risco para diabetes tipo 2. Conclusão: Os estudantes com nível socioeconômico mais favorável, com acesso as escolas da rede privada e com excesso de peso corporal apresentaram maior risco de diabetes tipo 2. A quantidade ingerida de calorias, macronutrientes e fibras pelos alunos em estudo não esteve associada ao risco de pré-diabetes, possivelmente devido às limitações do método em avaliar o hábito alimentar e a qualidade da alimentação, aspectos considerados mais importantes no contexto de doenças crônicas não-transmissíveis.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1306129 - ELENILDE GOMES SANTOS
Externo à Instituição - MARCIA FERREIRA CANDIDO DE SOUZA
Externo à Instituição - VÍCTOR SANTANA SANTOS

SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS | Telefonista/UFS (79)3194-6600 | Copyright © 2009-2020 - UFRN v3.5.16 -r12712-85cc87cea5