UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Junho de 2021


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Banca de DEFESA: DINAMARTA VIRGINIO FERREIRA
10/07/2018 10:32


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DINAMARTA VIRGINIO FERREIRA
DATA: 27/07/2018
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 01 do Polo de Gestão
TÍTULO: MECANISMOS DETERMINANTES DA AGRESSIVIDADE INTERCOLONIAL EM Nasutitermes aff. coxipoensis (BLATTODEA: TERMITOIDEA: TERMITIDAE)
PALAVRAS-CHAVES: agressividade, comunicação, Isoptera, pistas químicas, recursos
PÁGINAS: 78
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

Vários animais mantêm seus recursos por meio de comportamentos agressivos garantindo assim a defesa de locais de alimentação e nidificação, o que contribui para o aumento de seus fitness. No entanto, uma vez que a agressividade é um comportamento oneroso, alguns animais podem adotar estratégias a fim de reduzir o envolvimento em conflitos constantes. A 'Hipótese do Querido Inimigo' prevê menor agressividade entre indivíduos vizinhos do que entre aqueles que mantêm territórios distantes. A menor agressividade entre indivíduos de territórios vizinhos poderia ser observada quando a proximidade permite habituação ou maior reconhecimento dos sinais de odores, ou quando há maior parentesco entre os indivíduos vizinhos do que distantes. Insetos sociais, como cupins, podem ser bons modelos para estudos sobre agressividade, uma vez que vivem em ninhos fixos e possuem um sofisticado sistema de comunicação química que permite a discriminação entre indivíduos próprios e não próprios às suas colônias. Cupins são considerados engenheiros do ecossistema e contribuem para a manutenção da diversidade local. Por isso, o entendimento dos mecanismos que modulam a agressividade - e consequentemente uso do espaço por cupins - é de grande importância ecológica. Nesse estudo avaliamos os fatores que podem modular a agressividade intercolonial em Nasutitermes aff. coxipoensis (Termitidae: Nasutitermitinae), testando se a agressividade e o reconhecimento/ aceitação de pistas intercoloniais são modulados: (i) pela distância intercolonial e oferta local de recursos alimentares; e (ii) pela exposição às pistas químicas intercoloniais e pelo consumo de recursos. Para isso, foram delimitados três locais em campo, nos quais foram marcados um total de 24 ninhos. Em cada local os ninhos possuíam diferentes distâncias entre si e foram mantidos nos tratamentos (N = 8 ninhos/ tratamento): sem adição de recursos (controle), com adição de 3 ou de 16 iscas de cana-de-açúcar/ninho. Após três meses, os ninhos foram levados para o laboratório e bioensaios foram conduzidos para avaliar a agressividade e respostas aos odores químicos através do pareamento de indivíduos considerando-se todas as combinações de colônias dentro de cada tratamento de oferta de recursos. Para testar o efeito da exposição prévia aos odores um total de seis colônias tiveram seus fragmentos unidos, por oito dias, de forma a permitir apenas a passagem de odores. O tratamento controle consistiu no pareamento de fragmentos de mesma colônia. Para analisar se o tempo em contato com os odores intercoloniais interfere na agressividade, indivíduos foram mantidos por 2h ou 12h horas com ou sem contato com os odores de outras colônias. Em ambos os bioensaios, testes de agressividade e de respostas aos odores químicos foram realizados entre indivíduos com e sem contato prévio com os odores intercoloniais. Para analisar o efeito do tipo de recurso consumido sobre a agressividade, dez ninhos foram mantidos consumindo cana-de-açúcar (N= 5 ninhos) e esterco bovino (N= 5 ninhos), durante 25 dias. Bioensaios de agressividade foram conduzidos através do pareamento de indivíduos que consumiram o mesmo ou diferentes recursos alimentares. Todos os dados foram analisados utilizando-se modelos lineares generalizados no software R. Nossos resultados mostraram que o índice de agressividade foi influenciado apenas pela oferta de recursos. No entanto, o número de lutas foi reduzido com o aumento da distância entre colônias, sendo mais elevado no tratamento sem adição do que nos tratamentos com adição de recursos. Na ausência de adição de recurso, os indivíduos seguiram menores distâncias nas trilhas de odores intercoloniais quando comparado aos tratamentos com adição de recurso. Em todos os tratamentos, não houve preferência dos cupins em relação à escolha de sinais próprios ou pistas de outras colônias. A agressividade intercolonial não foi afetada pela exposição às pistas intercoloniais. Porém, indivíduos expostos às pistas intercoloniais foram mais atraídos por esses odores do que indivíduos que não tiveram exposição prévia. O consumo de recursos similares não influenciou a agressividade intercolonial, mas aumentou o número de vibrações quando comparado aos indivíduos que consumiram recursos diferentes. De forma geral, nossos resultados ressaltam o papel chave da oferta de recursos na modulação da agressividade e das respostas às pistas intercoloniais em N. aff coxipoensis. Os resultados desse estudo podem contribuir para a compreensão dos mecanismos responsáveis pela modulação da agressividade intercolonial, uso do espaço e coexistência entre colônias de cupins.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1861452 - ANA PAULA ALBANO ARAUJO
Externo à Instituição - PAULO FELLIPE CRISTALDO
Externo à Instituição - VINÍCIUS ALBANO ARAÚJO

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