UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 31 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: CRISTIANO DE QUEIROZ MENDONÇA
10/07/2018 13:46


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CRISTIANO DE QUEIROZ MENDONÇA
DATA: 27/07/2018
HORA: 08:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: Alterações Oftalmológicas Em Leucemia Linfoblástica Aguda: Uma Coorte De Pacientes Pediátricos Tratados Em 5 Anos
PALAVRAS-CHAVES: Leucemia linfoblástica aguda, Glaucoma, esteroides, quimioterapia.
PÁGINAS: 84
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Introdução: Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) é o câncer mais comumente encontrado entre os jovens, responsável por 26% dos casos de câncer infantil. Na atualidade, tais pacientes possuem, em média, uma sobrevida livre de doença de até 90% em cinco anos, sendo que a maior parte chega a ultrapassar 15 anos de idade. As manifestações oculares decorrentes das LLAs podem estar relacionadas à infiltração direta do olho e da órbita pelas células neoplásicas, serem secundárias às anormalidades vasculares tumor-induzida ou a medicações usadas no tratamento. Protocolos terapêuticos atuais incluem altas doses de glicocorticóides (GC), droga associada com alto potencial para elevar a pressão intraocular (IOP) e, consequentemente, provocar danos às fibras do nervo óptico, patologia classificada como glaucoma cortisônico. Por ser doença oncológica com potencial elevado de cura, em indivíduos jovens com elevada expectativa de vida, a identificação de eventuais complicações de longo prazo decorrentes do tratamento poderá subsidiar o delineamento de um protocolo oftalmológico para esses casos e um fator preditivo de risco ainda inexistente na literatura científica. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar as alterações oculares em pacientes pediátricos portadores de neoplasias linfoproliferativas agudas nas diferentes fases do protocolo terapêutico. Métodos: Foi feita uma revisão sistemática sobre o risco de Hipertensão Ocular (HO), seguida por um estudo de coorte prospectiva, em crianças e adolescentes de ambos os sexos, com diagnóstico de LLA, matriculados para início de tratamento quimioterápico no Centro de Oncologia de Sergipe Dr. Oswaldo Leite. Os critérios de inclusão foram: diagnóstico de LLA, confirmada por imunofenotipagem de amostra de medula óssea ou sangue periférico; idade menor de 19 anos; sem quimioterapia anterior; ausência de diagnóstico prévio compatível com glaucoma ou doença anterior relacionada a qualquer mudança na pressão intra-ocular; não uso sistêmico de GC nos seis meses anteriores ao diagnóstico. Pacientes cuja avaliação da pressão intraocular (PIO) não foi tecnicamente adequada e os que faleceram durante o período de seguimento foram excluídos. Realizaram-se exame oftalmológicos durante os seis primeiros meses de tratamento e medidas de PIO antes do tratamento (D0), no oitavo (D8), décimo quarto (D14) e vigésimo oitavo (D28) dias e sexto mês (D6meses) de tratamento. Os resultados da PIO acima de 21 mm de Hg foram considerados como hipertensão ocular Resultados: Os resultados da revisão sistemática apontaram para necessidade de novos estudos, limitando-se a um total de quatro publicações de relatos de casos envolvendo dezenove pacientes, com resultados variando de total controle da pressão ocular e conservação da função visual, até cegueira irreversível. Os resultados da pesquisa de campo, coorte prospectiva, envolveram 55 pacientes e destes, 33% apresentaram manifestações oculares. Entre as alterações, as principais foram hipertensão ocular (61,1%) e hemorragia retiniana e baixa acuidade visual (22,2%). As manifestações oculares foram mais expressivas nos pacientes com alto risco de recaída (p=0,035) e os pacientes que utilizaram o protocolo de 1999 (p=0,022). Conclusão: Identificar e tratar precocemente tais alterações oculares pode prevenir dano permanente à visão além de diagnosticar precocemente uma possível infiltração ou recidiva incipiente.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - BRUNO CAMPELO LEAL
Interno - 2085327 - EDUARDO LUIS DE AQUINO NEVES
Interno - 3113466 - KLEYTON DE ANDRADE BASTOS

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