UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: JUSSIELY CUNHA OLIVEIRA
05/07/2018 08:23


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JUSSIELY CUNHA OLIVEIRA
DATA: 20/07/2018
HORA: 14:00
LOCAL: Hospital São Lucas
TÍTULO: Via Crucis para o Tratamento do Infarto do Miocárdio - Registro VICTIM.
PALAVRAS-CHAVES: Infarto do Miocárdio. Disparidades em Assistência à Saúde. Qualidade da Assistência à Saúde. Cobertura de Serviços de Saúde.
PÁGINAS: 128
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO:

Introdução: Pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) podem apresentar disparidades nos desfechos clínicos entre os sexos, nas comorbidades apresentadas, na taxa de uso de reperfusão miorcárdica e na mortalidade em trinta dias dos entre os pacientes usuários do Sistema de Saúde Universal brasileiro (SUS) e rede privada, ambos com razões ainda não claras. Objetivo: Investigar disparidades na qualidade assistencial prestada aos pacientes acometidos por IAMCSST.Métodos: Utilizando-se do banco de dados do Registro VICTIM (VIa Crucis para Tratamento do Infarto do Miocardio) foram analisados pacientes com IAMCSST, atendidos nos quatro hospitais com capacidade para realizar angioplastia primária (AP) do estado de Sergipe. O presente estudo investigou fatores de risco, linha do tempo, taxas de uso de fibrinólise e AP primária, tipo de stent utilizado e a probabilidade de mortalidade intra hospitalar e em 30 dias em pacientes do SUS em comparação com os da rede privada. Resultados: Foram incluídos 707 pacientes com IAMCSST, dos quais 589 foram atendidos pelo SUS e 118 pela rede privada. O tempo entre o início dos sintomas e a chegada ao hospital com AP foi maior para os pacientes do SUS em comparação com os usuários do sistema privado (25,4 ± 36,5 h vs. 9,0 ± 21 h; P <0,001), respectivamente. Antes de chegar ao hospital AP, as taxas de uso de fibrinólise foram baixas em ambos os grupos (2,5% vs. 1,7%, P<0,58) respectivamente. As taxas de uso da AP também foram baixas em ambos os grupos, mas significativamente menores os usuários do SUS (45% vs. 78%; P <0,001). Para aqueles que receberam AP, o tempo para chegar ao hospital com AP de referência foi maior para pacientes usuários do SUS (7,9 ± 3,7 h vs. 3,8 ± 3,9h; P <0,001). O uso de stents farmacológicos (SF) na angioplastia primária foi menor no SUS em comparação com a rede privada tanto na população geral (10,5% vs 82,4%; p<0,001) quanto na análise dos pacientes diabéticos (8,7% vs 90,6%; p< 0,001), respectivamente. A mortalidade em 30 dias para a população geral estudada ocorreu em 11,9% de pacientes do SUS e em 5,9% dos pacientes da rede privada (p=0,004). No modelo completo, o índice de chances para a mortalidade em 30 dias para o grupo SUS foi maior (odds ratio, 2,96, IC 95%, 1,15 a 7,61, P = 0,02).Conclusões: O tempo de chegada no hospital com AP dos usuários do SUS foi aproximadamente três vezes superior aos dos pacientes que usam o sistema de saúde privado. Houve um subuso expressivo de fibrinolítico e de AP nos dois grupos. Disparidades também foi observada no uso de SF durante a realização de AP em ambos os serviços, tanto na população geral quanto para diabéticos, com menores taxas para usuários do SUS. Durante o seguimento de 30 dias, os usuários do SUS foram significativamente mais propensos a morrer indicando que não existe equidade entre os dois sistemas no tratamento do IAMCSST.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 426692 - ANTONIO CARLOS SOBRAL SOUSA
Externo ao Programa - 2394615 - EDUESLEY SANTANA SANTOS
Presidente - 1243900 - JOSE AUGUSTO SOARES BARRETO FILHO
Externo à Instituição - MARCOS ANTONIO ALMEIDA SANTOS
Externo à Instituição - MARIA JESIA VIEIRA

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