UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: PAULA NASCIMENTO BRANDÃO LIMA
21/06/2018 15:25


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PAULA NASCIMENTO BRANDÃO LIMA
DATA: 09/07/2018
HORA: 14:00
LOCAL: SALA DE REUNIÕES DEPARTAMENTO NUTRIÇÃO CAMPUS SÃO CRISTÓVÃO-UFS
TÍTULO: POLIMORFISMO DE NUCLEOTÍDEO ÚNICO NO GENE DO ZNT8 (RS11558471) E SUA RELAÇÃO COM O ESTADO NUTRICIONAL RELATIVO AO ZINCO E MARCADORES GLICÊMICOS EM INDIVÍDUOS COM DIABETES MELLITUS TIPO 2.
PALAVRAS-CHAVES: Deficiência de zinco. Doenças crônicas. Polimorfismo de nucleotídeo único. Minerais.
PÁGINAS: 88
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Nutrição
RESUMO:

A diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica de abrangência mundial, que está intimamente ligada a adoção de hábitos alimentares inadequados e a fatores genéticos. Sabe-se que alguns nutrientes podem auxiliar no controle glicêmico de indivíduos com DM2. Dentre eles, o zinco apresenta importante papel visto a sua participação na biossíntese e ação da insulina. Polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) no gene do transportador de zinco 8 pode afetar a homeostase desse mineral, aumentando o risco de desenvolvimento de DM2. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo avaliar a ingestão concomitante de minerais e sua relação com marcadores glicêmicos em indivíduos com DM2, bem como, caracterizar os indivíduos quanto a presença do rs11558471 no gene do ZnT8. Para isso, 95 indivíduos adultos (48.6 ± 8.4 anos) com DM2 foram avaliados quanto à ingestão alimentar por meio de recordatório alimentar de 24h, marcadores glicêmicos (glicose em jejum, %HbA1c, HOMA S, %B e IR) e lipídico (triglicerídeos, colesterol total, LDL-c e HDL-c) e caracterizados quanto ao estado nutricional (Índice de emassa corporal, circunferência da cintura e % gordura corporal). A ingestão habitual foi estimada pelo Multiple Source Method e ajustada pela energia. Os indivíduos foram agrupados (clusters) com base nas semelhanças da ingestão alimentar de zinco, potássio, cálcio e magnésio pela análise hierárquica de agrupamento. A diferença entre os dois clusters formados foi avaliada pelo teste t de Student para amostras independentes. Regressão logística binária foi utilizada para avaliar a probabilidade de controle glicêmico de acordo com os clusters. O efeito da ingestão individual dos quatro minerais sobre o %HbA1c foi medido por regressão linear múltipla ajustado pela idade, sexo e tempo de diagnóstico. Em todas as análises foi adotado nível de significância de 5 %. Os indivíduos avaliados apresentaram elevada probabilidade de inadequação da ingestão dos quatro minerais estudados. O grupo com menor ingestão (cluster 1) apresentou maiores %HbA1c (p = 0.006) e concentração sérica de triglicerídeos (p = 0.010) quando comparado ao grupo (cluster 2) com maior ingestão. Além disso, o elevado %HbA1c foi associado a menor ingestão desses minerais (Cluster 1) (OR = 3.041, IC 95% = 1.131;8.175) e ao tempo de diagnóstico (OR = 1.155, IC 95% = 1.043;1.278). A ingestão de potássio (β = -0.001, p = 0.017) e magnésio (β = -0.007, p = 0.015) foram inversamente associadas ao %HbA1c, sendo dependentes do sexo e tempo de diagnóstico. A determinação dos genótipos de 47 indivíduos da amostra mostrou a presença de 61,7 % de homozigotos selvagem (AA), 27,66 % heterozigotos com alelo variante (AG) e 10,64 % homozigotos variantes (GG). A reduzida ingestão concomitante de zinco, potássio, cálcio e magnésio foi associada ao risco de aumento no %HbA1c em indivíduos com DM2, sendo os minerais magnésio e potássio preditores dessa elevação.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2020866 - ANA MARA DE OLIVEIRA E SILVA
Externo ao Programa - 1636296 - ANALICIA ROCHA SANTOS FREIRE
Externo ao Programa - 2097654 - VIVIANNE DE SOUSA ROCHA

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