UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: ALINE DE SIQUEIRA ALVES LOPES
21/06/2018 15:21


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALINE DE SIQUEIRA ALVES LOPES
DATA: 10/07/2018
HORA: 08:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU sala 27 PPGCS
TÍTULO: Acompanhamento de uma coorte de lactentes com infecção congênita presumida pelo zika vírus, nascidos em Sergipe, nordeste do Brasil.
PALAVRAS-CHAVES: Alimentação. Coorte. Crescimento e Desenvolvimento. Microcefalia. Síndrome da Zika Congênita.
PÁGINAS: 42
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Introdução: Ao final de 2015, um arbovírus (zika vírus) tornou-se protagonista de uma epidemia de anomalias congênitas jamais observada. A região nordeste do Brasil foi a mais atingida e médicos e autoridades sanitárias uniram esforços para prestar assistência a estas crianças e suas famílias. A Síndrome da Zika Congênita caracteriza-se por severa microcefalia, com grave dano ao tecido cerebral, alterações oftalmológica, auditivas, cardíacas e ortopédicas, além de severo atraso do desenvolvimento com irritabilidade, espasticidade e convulsões. Tratando-se de uma nova patologia, pouco ainda se sabe sobre sua evolução a longo prazo, já que as crianças acometidas estão com idade média de 3 anos. Objetivo: Realizar o acompanhamento de uma coorte de bebês nascidos com microcefalia e/ou malformações possivelmente associadas à infecção congênita pelo zika vírus, do nascimento aos 18 meses de vida, avaliando seu crescimento, desenvolvimento, evolução da alimentação e ocorrência de morbidades associadas. Metodologia: Trata-se de estudo longitudinal, observacional e descritivo do acompanhamento de uma coorte de lactentes nascidos em Sergipe durante o surto de microcefalia e referenciadas para dois serviços públicos de saúde. As crianças foram seguidas até os 18 meses de vida em consultas de puericultura somadas a avaliações de especialistas e realização de exames complementares. Os dados foram coletados de agosto/2017 a janeiro/2018 com auxílio de um formulário de pesquisa. Realizou-se análises estatísticas com o auxílio do software R Core 2018. Resultados: Compuseram a coorte 84 crianças com presumida infecção congênita pelo zika vírus. Houve discreto predomínio do sexo feminino (53,8%) e somente 9 recém-nascidos não tiveram diagnóstico de microcefalia, mas apresentavam outras alterações compatíveis com a Síndrome da Zika Congênita. Os escores Z para perímetro cefálico, peso e comprimento permaneceram estáveis ao longo do tempo, mantendo-se abaixo do padrão esperado para as três medidas antropométricas. As crianças manifestaram grave atraso do desenvolvimento com retardo na aquisição de todos os marcos pesquisados, além da ocorrência outros comprometimentos neurológicos tais quais convulsão (70,7%), espasticidade (95,3%) e irritabilidade (65,9%). Encontrou-se baixa prevalência de aleitamento materno exclusivo até os 6 meses (14,3%)e percentual significativo de indícios de dificuldade alimentar (64,9%). Embora a idade média de introdução da alimentação complementar e alimentação da família tenham sido compatíveis com o recomendado (7,1 e 11,9 meses, respectivamente). Quanto aos exames e avaliações complementares, em todos os lactentes foram detectadas malformações cerebrais compatíveis com a infecção congênita pelo zika vírus, em 42 (54,5%) foi diagnosticado comprometimento ocular e em metade (50,7%) foi observado alguma alteração cardíaca. A principal morbidade clínica apresentada pelas crianças foram as infecções das vias aéreas superiores, seguido de constipação intestinal. Conclusões: Os lactentes com presumida Síndrome da Zika Congênita exibiram comprometimento do crescimento antropométrico, além de grave atraso na aquisição de marcos do desenvolvimento neuromotor. Constatou-se baixa prevalência de aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, com alta frequência de dificuldades alimentares. Observou-se também número significativo de lactentes que evoluíram com irritabilidade, convulsão e espasticidade. Conclui-se que estes pacientes necessitam de acompanhamento multiprofissional especializado voltado para terapias de reabilitação e apoio aos familiares envolvidos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 040.208.116-10 - ANNE JARDIM BOTELHO
Externo ao Programa - 426251 - ANTONIO CARVALHO DA PAIXAO
Interno - 2085327 - EDUARDO LUIS DE AQUINO NEVES

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