UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


Notícias

Banca de DEFESA: FRANCISCO ALBUQUERQUE KLANK
15/06/2018 15:32


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FRANCISCO ALBUQUERQUE KLANK
DATA: 25/06/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU sala 26 PPGCS
TÍTULO: Síndromes hipertensivas gestacionais: Aspectos placentários e de cordões umbilicais.
PALAVRAS-CHAVES: Síndromes Hipertensivas Gestacionais. Placenta. Cordão umbilical.
PÁGINAS: 63
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO:

As Síndromes Hipertensivas Gestacionais – SHG – continuam sendo uma das principais causas de morbi-mortalidade direta no Brasil, apresentando proporção elevada nas regiões Norte e Nordeste em relação ao Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Mesmo com diversas políticas de saúde criadas para tentar frear a morbi-mortalidade materna, os dados científicos apontam que ainda há necessidade de estudos científicos, em especial os histopatológicos, para contribuir na melhoria dos achados científicos relacionados às SHG. Neste sentido, a pesquisa consistiu em avaliar as alterações histopatológicas em placentas humanas e cordões umbilicais, de parturientes com SHG. A pesquisa foi realizada na Maternidade de alto risco Nossa Senhora de Lourdes, Aracaju-SE. A amaostra consistiu de 28 gestantes com SHG, distribuídas em 4 grupos dentre eles: Gestantes Normotesas, Hipertensa Gestacional, Hipertensa Crônica e o grupo com Pré-eclâmpsia, totalizando 7 gestantes por grupo. Os dados foram analisados pelo programa estatístico Grad pad prism, utilizando o one-way Anova e teste de comparação múltipla de Toukey. Segundo os dados socioculturais, a idade das gestantes no ciclo gravídico é entre 24 e 29 anos. O peso das gestantes normotensas foi de (72 kg), hipertensa gestacional (85 kg), hipertensa crônica (82 kg), pré-eclâmpsia (81 kg). A altura das gestantes foi em torno de (1,60 cm). Foram observados os aspectos anatômicos dos recém-nascidos; quanto ao peso do recémnascidos de gestantes normotensas, a média foi de (3,44kg), hipertensão gestacional (3,46 kg), hipertensão crônica (3,12 kg), e com pré-eclâmpsia (3,14 kg). Quanto à estatura, observou-se que, em recém-nascidos de gestantes normotensas a média foi de (48,35 cm), hipertensa gestacional (47,78 cm), hipertensa crônica (42,00 cm), e com pré-eclâmpsia (34,57 cm). Já o perímetro torácico dos recém-nascidos de gestantes normotensas é de (33,57 cm), com hipertensão gestacional (33,00 cm), com hipertensão crônica (31,85 cm) e com pré-eclâmpsia (31,78 cm). A idade gestacional das gestantes normotensas foi de 37 semanas, hipertensa gestacional, 39 semanas, e hipertensa crônica, com 36 semanas. O tamanho da placenta de gestantes normotensas (63,8 cm), hipertensas gestacionais (52,4 cm), hipertensão crônica (54,7 cm) e com pré-eclâmpsia (57 cm). O peso da placenta de gestante normotensa foi de (0,72g), hipertensa gestacional (0,65 g), com hipertensão crônica (0,49 g), e com pré-eclâmpsia (0,63 g). Já para os achados histopatológicos de placentas e cordões umbilicais de gestantes com SHG, o método utilizado foi o histológico. As placentas e cordões umbilicais foram submetidos a 4 metodologias distintas, tendo como início o processamento Histológico - microscopia de luz, depois análises histopatológicas das Placentas por Hematoxilina e Eosina - HE, análises histopatológicas das placentas seguindo a técnica de coloração com Masson e análises histopatológica das placentas seguindo a Técnica de coloração - PAS. Após análise das imagens histológicas foi possível identificar nas placentas de gestantes normotensas, a decídua madura e plana com tecido eosinófilo e presença de fibrina, com epitélio denso e vilosidades íntegras. As vilosidades coriônicas apresentaram bastante vascularizadas, com nós e brotos sinciciais. O cordão umbilical apresentou artéria com camada intima e muscular de espessuras habituais. Quanto às placentas de pacientes que cursaram com hipertensão gestacional, notou-se o espessamento da camada muscular lisa dos vasos placentários, microcalcificações e hialinização dos vasos, além disso observou áreas envelhecidas e áreas com degeneração hialina nas vilosidades. Já as placentas de gestantes com hipertensão crônica foram encontradas hialinização e envelhecimento das vilosidades, com micro-calcificação e focos hemorrágicos. O cordão umbilical de gestante com hipertensão crônica, apresentou a parede muscular espessa, hialização do vaso e degeneração celular. Já nas placentas de gestantes com pré-eclampsia leve foi possível observar agrupamentos intensos de 6 vilosidades degeneradas e hialinizadas. O cordão umbilical apresentou espessamento da camada muscular. As placenta de gestantes com pré-eclampsia grave foi possível observar hialinização das vilosidades, agrupamentos severos com foco de calcificação e áreas hemorrágicas.Por fim, identificou-se que as gestantes em idade adulta adquiriram SHG; os recém-nascidos de gestantes com hipertensão arterial crônica foram os que sofreram o impacto maior da síndrome, apresentando leve diminuição do peso, estatura, perímetro torácico e perímetro cefálico. As placentas e cordões umbilicais de gestantes com SHG apresentaram mudanças estruturais e acometimento das estruturas teciduais quando comparados ao grupo das gestantes normotensas. Neste sentido, conclui-se que os anexos gestacionais que possuem dados importantes sobre o desenvolvimento gestacional, podendo contribuir de forma ativa para os dados clínicos da gestantes e do recém-nascido.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1893534 - ADRIANA ANDRADE CARVALHO
Presidente - 1690759 - EMERSON TICONA FIORETTO
Externo ao Programa - 2660317 - JOÃO CARLOS CARVALHO QUEIROZ
Externo à Instituição - MARCOS CARDOSO RIOS
Externo ao Programa - 2653958 - PRISCILA FELICIANO DE OLIVEIRA

SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS | Telefonista/UFS (79)3194-6600 | Copyright © 2009-2020 - UFRN v3.5.16 -r12712-85cc87cea5