UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: GLAUCIENE DA SILVA SANTOS
29/05/2018 07:52


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GLAUCIENE DA SILVA SANTOS
DATA: 30/05/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Laboratorio de Informática DFA
TÍTULO: AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DO ALGINATO DE SÓDIO NA ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL DE NANOESTRUTURADOS APLICADO AO CONTROLE LARVICIDA DO Aedes aegypti
PALAVRAS-CHAVES: alginato de sódio, polieletrólito, concentração micelar crítica, tensoativo, óleo essencial.
PÁGINAS: 73
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

O Aedes aegypti é o principal vetor dos vírus da dengue, febre amarela urbana e arboviroses emergentes no Brasil, como chikungunya e zika virus. O uso de inseticidas químicos ainda é o principal mecanismo de controle do vetor. A utilização indiscriminada destes inseticidas tem provocado o surgimento de insetos resistentes, além de promover toxicidade aos mamíferos e ao meio ambiente. Os óleos essenciais têm sido avaliados no controle do Ae. aegypti como alternativa ao controle deste vetor. Os sistemas obtidos por autoagregação dos tensoativos têm sido investigados em diferentes formas e são sensíveis à adição de eletrólitos. As estruturas formadas a partir destes são capazes de solubilizar substâncias hidrofóbicas e podem apresentar comportamento liotrópico e termotrópico. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi avaliar a influência do alginato de sódio no comportamento de fase e na atividade larvicida das formulações com base na autoagregação de tensoativos. O sistema referência foi obtido a partir do equilíbrio de fase entre o Procetyl®, o ácido oleico, o óleo essencial de Citrus sinensis e água. Inicialmente foi determinada a influência do alginato de sódio na concentração micelar crítica do procetyl® e da mistura do Procetyl®/ácido oleico através da determinação da tensão superficial.A partir desta avaliação, foram desenvolvidas novas formulações após a adição do alginato de sódio nas concentrações crescentes 2, 4, 8 e 10% na fase aquosa do sistema referência, sendo caracterizadas por espalhamento de raios X a baixo ângulo (SAXS), microscopia ótica de luz polarizada (MLP) e reologia. A concentração letal média (CL50) frente às larvas do Aedes aegypti de cada formulação foi determinada. A partir dos resultados obtidos foi possível observar que a presença do alginato de sódio reduziu o valor da CMC da mistura entre tensoativo e o cotensoativo. Esta redução influenciou no comportamento de fase das formulações, observado pelas curvas de SAXS. Foi possível observar através desta técnica formulações em fase de transição entre microemulsão e cristal líquido e formulações estruturadas em cristal líquido de fase lamelar. As imagens de microscopia corroboraram com os resultados obtidos através das curvas de SAXS. As formulações apresentaram anisotropia com a presença de pontos de birrefringência indefinidos nas formulações em transição e estruturas do tipo cruz de malta para os cristais líquidos. A análise reológica demonstrou o aumento da organização estrutural das formulações, passando de precursor de fases para sistema mais estruturado como os cristais líquidos. As diferenças no comportamento de fase das formulações promoveram a redução nos valores da CL50 e obteve maior atividade larvicida do OECS quando comparada com a formulação AO, que demonstra que o alginato de sódio proporcionou mudança na organização dos sistemas que favoreceu a maior dispersão do OECS proporcionando o aumento na atividade biológica do óleo passando de 5,99 ppm (A0) na ausência do alginato de sódio para 3,29 ppm (A4) com 4% do polímero no meio aquoso. Acima desta concentração o sistema passa a perder estruturação e quando atinge 10% volta ase comportar como sistema microemulsionado. Desta forma, podemos concluir que a adição do alginato do sódio interferiu no comportamento estrutural dos sistemas devido à interação com a mistura tensoativo/co-tensoativo causando redução da CMC do tensoativo e melhorando o efeito biológico do sistema.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1334092 - FRANCILENE AMARAL DA SILVA
Externo ao Programa - 3336357 - MARIA DE LARA PALMEIRA DE MACEDO ARGUELHO
Presidente - 2337777 - ROGERIA DE SOUZA NUNES

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