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Banca de DEFESA: DEBORA MOREIRA DE OLIVEIRA MOURA
28/05/2018 09:01


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DEBORA MOREIRA DE OLIVEIRA MOURA
DATA: 28/05/2018
HORA: 14:00
LOCAL: PRODEMA
TÍTULO: CADEIA PRODUTIVA DA MANGABA NO ESTADO DE SERGIPE: pontos críticos e (in)sustentabilidade na percepção dos diferentes atores sociais envolvidos
PALAVRAS-CHAVES: Mangabeira, Produtos Florestais Não Madeireiros, Sociobiodiversidade, Participação Social, Políticas Públicas.
PÁGINAS: 178
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:


Existem centenas de Produtos Florestais Não Madeireiros que têm recebido poucos estudos na área acadêmica. Dentre estes está a mangabeira (Hancornia especiosa Gomes), cujo extrativismo do fruto é a principal fonte de renda para inúmeras famílias sergipanas. Contudo, apesar da importância socioeconômica da espécie para o estado, as áreas onde há ocorrência natural das mangabeiras estão sofrendo intensa pressão devido à ocupação do solo para outros usos. Neste contexto, a tese foi desenvolvida em três eixos (divididos em três capítulos) que dialogam entre si e buscam na interdisciplinaridade um mecanismo para compreender e internalizar a complexidade da relação sociedade-natureza que emerge do tema estudado - “Políticas Públicas”, “Cadeia Produtiva” e “Sustentabilidade”. Defende-se que a atual estrutura e inter-relações desenvolvidas na cadeia produtiva da mangaba no estado de Sergipe, inseridas em um contexto de pouco amparo político-institucional, têm implicado diretamente na (in)sustentabilidade socioeconômica e ambiental da exploração do fruto. O Capítulo 1 teve como objetivos traçar um histórico das políticas públicas vinculadas, direta ou indiretamente, à gestão dos produtos florestais não madeireiros (PFNM) no Brasil no período republicano, bem como refletir sobre a efetividade da gestão florestal brasileira, particularmente dos PFNM, e as implicações das fortalezas e debilidades dos instrumentos legais atuais. Por sua vez, o Capítulo 2 teve como objetivos discutir o conceito de cadeia produtiva a fim de compreender como ele pode ser utilizado para o entendimento da comercialização de Produtos Florestais Não Madeireiros, caracterizar a estrutura geral da cadeia produtiva da mangaba no estado de Sergipe e conhecer os diferentes atores sociais e os velhos e novos arranjos envolvidos. Por fim, o Capítulo 3 teve como objetivos elucidar os pontos críticos da cadeia produtiva da mangaba de acordo com opinião dos diferentes atores sociais envolvidos – focando a participação no planejamento ambiental – bem como relacionar os pontos críticos com suas respectivas implicações para a (in)sustentabilidade da cadeia produtiva da mangaba no estado de Sergipe e indicar caminhos para o alcance da sustentabilidade socioeconômica e ambiental na mesma. A metodologia utilizada para a coleta de dados do Capítulo 1 foi a revisão teórica. Nos capítulos 2 e 3 a seleção dos participantes se deu mediante amostragem intencional não probabilística, com o auxílio da metodologia “bola de neve”; por sua vez, os dados foram coletados por meio de oficinas e entrevistas e analisados através de triangulação de dados; a mensuração da sustentabilidade foi feita por meio da adaptação da Matriz de Importância e Desempenho de Slack. Concluiu-se que, mediante as políticas públicas vigentes, o país não possui mecanismos eficientes de gestão da atividade extrativista florestal, assim, é necessário reestruturar e criar novos mecanismos de proteção e ordenamento dos usos dos PFNM no Brasil. No estado de Sergipe também não há regulamentação legal para ordenar o uso da mangaba, de modo que a cadeia produtiva da mangaba no estado de Sergipe se enquadra primordialmente nas características de uma cadeia produtiva da biodiversidade (tanto em seus aspectos positivos quanto negativos), mas, para além de seu enquadramento, foram verificadas particularidades tais como o surgimento de áreas de enriquecimento e de cultivos. Acerca da sustentabilidade da cadeia produtiva da mangaba no estado de Sergipe, foi constatado que encontra-se comprometida, de acordo com a opinião dos diferentes atores sociais envolvidos, com 29 pontos críticos enquadrados nas zonas de “Ação Urgente” e de “Melhoramento” segundo a metodologia da Matriz de Importância e Desempenho de Slack. Assim, é imperativo que políticas públicas que envolvam a conservação da mangabeira sejam construídas em parceria com a sociedade, garantindo adequação à realidade dos diferentes atores sociais envolvidos na cadeia produtiva do fruto. Essas políticas também devem ser formuladas para atender e enquadrar-se à uma realidade territorial, englobando os demais produtos extrativos explorados no estado de Sergipe e região, com o intuito de contribuir para o uso sustentável e a valorização da sociobiodiversidade visando ao desenvolvimento regional à longo prazo.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2273536 - LAURA JANE GOMES
Interno - 2222763 - MARIA JOSE NASCIMENTO SOARES
Interno - 1316620 - ALCEU PEDROTTI
Externo ao Programa - 2483844 - RENATA SILVA MANN
Externo à Instituição - Rafael Ricardo Vasconcelos da Silva

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