UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: EDUARDO JOSE PEREIRA FERREIRA
20/03/2012 11:12


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: EDUARDO JOSE PEREIRA FERREIRA
DATA: 03/04/2012
HORA: 15:00
LOCAL: AUDITÓRIO DA SOMESE
TÍTULO:

DESFECHOS CLÍNICOS MAIORES NOS TRINTA DIAS

APÓS INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA

EM SERGIPE



PALAVRAS-CHAVES:

Angioplastia, efeitos adversos. Stents. Resultado de Tratamento. Sistema Único de Saúde. SaúdeSuplementar


PÁGINAS: 58
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

A intervenção coronária percutânea é o método de revascularização mais comumente empregado no tratamento da doença arterial coronária e associa-se ao aumento da sobrevida em pacientes com infarto agudo do miocárdio. Contudo, há uma grande variabilidade nos resultados, modulados pelas características clínicas e angiográficas dos pacientes tratados e por diferenças na aplicação do métodoentre sistemas de assistência à saúde, ainda pouco conhecidas em nosso país. O objetivo do presente estudo foi avaliar a ocorrência dos desfechos clínicos maiores (óbito, infarto agudo do miocárdio, revascularização da lesão alvo) nos 30 dias após intervenção coronária percutânea em Sergipe. Entre janeiro e dezembro de 2011, 483 pacientes consecutivos foram tratados por intervenção coronária percutânea em três dos quatro centros de intervenção de Sergipe, sendo estratificados de acordo com o sistema de saúde. Foram analisadas as características clínicas, angiográficas e relacionadas ao procedimento e os eventos clínicos maiores nos primeiros 30 dias após tratamento. A média das idades foi de 62 ± 11anos; 62,1% eram do gênero masculino e 31% diabéticos. A maioria dos pacientes (57,8%) foi tratada na fase aguda da doença arterial coronária, sendo o infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento de ST, a indicação mais frequente (37,1%). O sucesso angiográfico foi de 95,4%, a ocorrência de desfechosclínicos maiores foi de 6,1%, sendo a taxa de mortalidade de 4,7% no seguimento de 30 dias. No entanto, os pacientes do sistema único de saúde, com diagnóstico de infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento de ST, têm acesso muito tardio ao hospital de referência (14,4 ± 7,8 horasvs. 9,9 ± 7,8 horas, p=0,001) e apresentam um aumento de seis pontos porcentuais na mortalidade nos 30 dias após intervenção coronária percutânea (12,2% vs. 6,2%, p=0,25). Os resultados deste estudo demonstram a prática segura e efetiva da intervenção coronária percutânea em nosso meio, com elevado sucesso angiográfico e baixa ocorrência de desfechos clínicos maiores nos 30 dias. No entanto, os pacientes do sistema único de saúde, com infarto agudo do miocárdio, apresentam um incremento de seis pontos porcentuais na mortalidade nos 30 dias após intervenção coronária percutânea, em relação aos pacientes da saúde suplementar,a despeito de semelhante sucesso angiográfico. A procedência do sistema único de saúde, o valor do Syntax Score e classe Killip-Kimball maior que 1 foram os fatores independentes associados com a mortalidade nos 30 dias após intervenção coronária percutânea. 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - AMANDA GUERRA M. R. SOUSA - USP
Interno - 426692 - ANTONIO CARLOS SOBRAL SOUZA
Presidente - 2380197 - JOSELINA LUZIA MENEZES OLIVEIRA

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