UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIA ALEXSANDRA DA SILVA MENEZES
08/03/2018 08:56


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA ALEXSANDRA DA SILVA MENEZES
DATA: 21/03/2018
HORA: 14:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: AVALIAÇÃO DA ESTRUTURA HOSPITALAR E DOS PROCESSOS DE TRABALHO ENVOLVIDOS NA ASSISTÊNCIA NEONATAL: DADOS DO “NASCER NO BRASIL”.
PALAVRAS-CHAVES: Saúde materno-infantil. Essential Newborn Care. Estrutura hospitalar. Qualidade de assistência à saúde neonatal. Serviço público de saúde. Serviço privado de saúde.
PÁGINAS: 139
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Introdução: A mortalidade infantil no Brasil, apesar de ter reduzido e alcançado a quarta meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ainda é elevada. O componente neonatal é responsável por 60% dessas mortes. Em 2012, cerca de 36% dos óbitos neonatais do mundo ocorreram no mesmo dia do nascimento. Uma estrutura hospitalar adequada e uma elevada cobertura dos processos de atendimento ao recém-nascido, preconizados pela Organização Mundial de Saúde e agrupados no programa Essential Newborn Care poderiam reduzir a mortalidade neonatal. Objetivos: avaliar a adequação estrutural das maternidades brasileiras às necessidades do recém-nascido e a frequência de realização dos itens do Essential Newborn Care na assistência ao recém-nascido, no período próximo ao parto. Pacientes e Métodos: estudo tipo coorte, entre fevereiro de 2011 e outubro de 2012, em 266 maternidades públicas e privadas das macrorregiões do Brasil, incluindo dados de 23,894 puérperas e seus recém-nascidos. Informações foram obtidas por meio de entrevista com o gestor, com as puérperas e através da análise dos prontuários. As proporções de recém-nascido com alto risco obstétrico foram analisadas conforme a presença de UTIN e o grau de adequação da estrutura hospitalar, verificando a associação entre essas variáveis através do teste do qui-quadrado, considerado significativo se p<0,05. Para estimar a intensidade da associação entre a ausência de realização de algum item do Essential Newborn Care e características estruturais da unidade ou sócio-demográficas maternas foram realizados modelos de regressão simples. Em seguida, modelos de regressão múltipla foram desenvolvidos com cada variável dependente e com as variáveis independentes que foram significativas na regressão simples. Foram estimadas as razões de chance ajustadas (ORa) com os intervalos de confiança de 95% (IC95%). Resultados. Apenas 10% dos recém-nascidos com alto risco obstétrico nasceram em maternidades públicas com UTIN cuja estrutura foi classificada como adequada. No setor privado este percentual foi 8%. No setor público, quase 50% da demanda com alto risco obstétrico nasceu em maternidade sem UTIN, percentual que se elevou para mais de 60% nas Regiões Norte, Nordeste e cidades que não eram a capital. O corticoide antenatal foi utilizado em 41% dos casos indicados; reduzindo para 20% no Norte e Centro-Oeste e aumentando para 63.1% em estabelecimentos privados. O contato pele a pele precoce ocorreu em 26.3% dos partos e em 39.7% dos partos vaginais. O início do aleitamento materno na primeira hora de vida ocorreu para 59.1% dos neonatos. Unidades classificadas como inadequadas (ORa 2,16; IC95% 1,17-4,01) e sem UTIN (ORa 3,93; IC95% 2,34-6,66) estiveram mais associadas à não utilização do corticoide antenatal. O parto cesáreo esteve mais associado a não realização do contato pele a pele precoce (ORa 3,07; IC95% 3,37-4,90) e do aleitamento materno na primeira hora de vida (ORa 2,55; IC95% 2,21-2,96). Conclusões. Os recém-nascidos com alto risco obstétrico estão nascendo em unidades com estrutura inadequada para atender suas necessidades. As práticas descritas no Essential Newborn Care investigadas são pouco realizadas em todo o país e variam conforme características maternas e das maternidades. Houve associação entre inadequação estrutural da maternidade e não uso de corticoide antenatal. O parto cesáreo foi encontrado como fator de risco para ausência de contato pele a pele precoce e de aleitamento materno na primeira hora de vida.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2312809 - ANA DORCAS DE MELO INAGAKI
Externo à Instituição - LARISSA PAES LEME GALVÃO
Interno - 577945 - ROSANA CIPOLOTTI

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