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Banca de DEFESA: ANDRÉA MARIA SARMENTO MENEZES
20/02/2018 17:29


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANDRÉA MARIA SARMENTO MENEZES
DATA: 28/02/2018
HORA: 17:00
LOCAL: Miniauditório do Departamento de Educação
TÍTULO: A CULTURA DA CATÁSTROFE AMBIENTAL
PALAVRAS-CHAVES: Catástrofe Ambiental. Experiência Fílmica. Emoções
PÁGINAS: 120
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

Esta pesquisa tem como objeto de estudo a cultura da catástrofe ambiental. Trata-se da análise efeitos que os filmes-desastres exercem nas pessoas considerando as interações sociais ocorridas entre os espectadores de narrativas fílmicas de catástrofes ambientais, quanto ao medo e a insegurança ante as possibilidades de extinção planetária (parcial ou total). A abordagem da pesquisa respalda-se no construcionismo social. O método da pesquisa adotado foi o relacional do tipo descritivo-interpretativo. Participaram desse estudo oitenta e um indivíduos com idades entre doze e sessenta e cinco anos de diferentes escolaridade e sexo. Utiliza-se o dispositivo grupal, tendo como foco as emoções e sentimentos manifestados nas experiências fílmicas com os filmes-desastre (1992-2012). Os principais instrumentos de coleta de dados foram as conversas informais, diário de campo, observação direta e registro em áudio das interações ocorridas entre os participantes. Os resultados explicitam que os participantes demonstraram interagir de maneira ativa, não escapista, com os quadros ou cenas fílmicas, compostas com maior apelo da linguagem catastrófica. A experiência fílmica, na recepção e audiência de filmes-catástrofe, produz efeitos específicos sobre a conduta dos participantes. Destacam-se cinco efeitos: (a) gera reação emotiva; (b) produz percepção consciente; (c) elicia comunicação direta unilateral por contato físico; (d) produz disposição empática; (e) gera, produz e elicia conteúdo simbólico. No entanto, observou-se que nem todos os participantes demonstraram reações típicas ao fenômeno da micronarração referencial-emotiva, a saber, reação-susto, seguida de atos de fala, contato físico direto reflexo com outros participantes e reação-risível. Percebeu-se que as diferentes reações aos produtos da indústria cinematográfica, no caso dos filmes-catástrofes, explicitam a particularidade e a singularidade da vida social prática, evitando assim, a abordagem universalista, na qual os atores sociais não refletem sobre o que fazem, quando fazem. Por outro lado, as dimensões simbólicas da cognição, quando não devidamente situadas no decorrer do debate sobre a experiência fílmica, produzem efeito redutor das operações mentais, elaboradas pelos próprios agentes a respeito dos filmes-desastre. Percebeu-se a circulação (ou indicação explícita), entre participantes da pesquisa, da necessidade de comentários em dois diferentes planos discursivos: (a) planos reativos (de sensibilidade sensório-perceptiva) voltados à ativação e a saturação, nos quais a emoção e o sentimento predominam; (b) planos de ação (de base ativa) voltados à decisão de engajamento e participação direta ou indireta na busca de envolvimento com as questões pertinentes à natureza, ao homem e as possibilidades de extinção da vida no planeta. Concluímos que o medo e a insegurança de extinção planetária (parcial ou total), veiculados pelos filmes-desastre traz ao centro do debate as emoções e os sentimentos como parte indissociada das questões ambientais e da variedade de comportamentos observados nas práticas sociais.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2625648 - ANTONIO VITAL MENEZES DE SOUZA
Interno - 2222763 - MARIA JOSE NASCIMENTO SOARES
Externo ao Programa - 2081939 - CHRISTIANE RAMOS DONATO
Externo à Instituição - CARLA TACIANE FIGUEIRÊDO
Externo à Instituição - MARCUS AURELIUS DE OLIVEIRA VASCONCELOS

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