UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Junho de 2021


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Banca de DEFESA: CECILIA SILVA DA ROCHA PITA
09/02/2018 11:40


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CECILIA SILVA DA ROCHA PITA
DATA: 23/02/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 01 do Polo de Gestão
TÍTULO: REFÚGIOS CLIMÁTICOS DE MAMÍFEROS MARINHOS
PALAVRAS-CHAVES: Biogeografia, Ciclos glaciais, Modelos Paleoclimáticos, Pleistoceno, Última Máxima Glaciação.
PÁGINAS: 80
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

Compreender como o clima têm moldado a distribuição das espécies ao longo do tempo evolutivo, é um ponto central dos estudos biogeográficos, pois as alterações climáticas afetam tanto a sobrevivência quanto o crescimento dos indivíduos, e consequentemente interfere no padrão de distribuição das espécies. As mudanças climáticas variaram ao longo do tempo e espaço fazendo-se necessário o surgimento de locais denominados de refúgios climáticos, os quais serviram como abrigo e mantiveram condições mais estáveis para a sobrevivência das espécies. Entendemos que as mudanças climáticas no ambiente marinho devem ter afetado de forma importante a fauna marinha. Um dos eventos mais marcantes foi a última máxima glaciação (UMG, ~ 21.000-18.000 anos) que ocasionou o recuo do nível do mar em relação ao nível presente. Assim, afim de entender como ocorreu a distribuição das espécies, tivemos como objetivos: (i) identificar os refúgios climáticos marinhos onde existiu a coocorrência de um alto número de espécies nos três períodos de tempo (presente: 0ka, 6 ka e 21 ka), no ambiente marinho; (ii) determinar quais fatores ecológicos e históricos caracterizam os refúgios. 110 espécies de mamíferos marinhos foram baixadas do GBIF e de artigos específicos de modo a construir os modelos de distribuição das espécies pelo software Maxent utilizando o programa R v.3.2.2. Foram selecionadas quatro variáveis climáticas (média anual de salinidade e temperatura na superfície do mar, e amplitude anual de salinidade e temperatura na superfície do mar) que foram obtidas a partir do Modelo de Sistema Climático Comunitário (CCSM3) disponível no banco de dados PMIP2. Os refúgios climáticos foram determinados como áreas que apresentaram riqueza de espécies acima do 90° percentil ao longo dos três intervalos de tempo. A localização desses refúgios foi observada em regiões temperadas acima das latitudes 30˚, indicando que essas áreas apresentaram climas mais adequados para a maioria das espécies. Os fatores ecológicos e históricos que determinaram os refúgios foram testados com Mann-Whitney, utilizando uma significância de p<0,05. Os refúgios estiveram relacionados com fatores ecológicos como alta produtividade (p<0,001) e históricos como alta profundidade (p<0,001) e a presença de espécies com maior tempo de divergência evolutiva (p<0,001), de modo a abrigar mais espécies antigas do que as regiões de não refúgio. Para todos os fatores testados, foi obtida diferença significativa (p<0,005), demonstrando que os refúgios puderam oferecer condições de habitat adequadas para as espécies ao longo do tempo. Nossos resultados demonstram a importância dos refúgios para conservação das espécies e a determinação das variáveis ambientais que melhor o descrevem, e serve como informação para escolha de áreas potenciais para preservação.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1696288 - ALEXANDRE LIPARINI CAMPOS
Externo à Instituição - GUILHERME GERHARDT MAZZOCHINI
Presidente - 2260274 - PABLO ARIEL MARTINEZ

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