UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: JOSÉ VALMIR DE ANDRADE NETO
08/02/2018 09:58


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSÉ VALMIR DE ANDRADE NETO
DATA: 26/02/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: A influência da cafeína na vectoeletronistagmografia computadorizada.
PALAVRAS-CHAVES: cafeína; doenças vestibulares; testes de função vestibular.
PÁGINAS: 51
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fonoaudiologia
RESUMO:

A cafeína é a droga psicoativa mais consumida no mundo e está contida, em diferentes concentrações, em diversos alimentos consumidos no dia a dia. Há forte propensão quanto a um envolvimento importante do seu consumo com as doenças do sistema vestibular.Alguns autores recomendam que o paciente suspenda o consumo de café por 72 horas antes do exame. Outros indicam a suspensão por 48 horas ou por 24 horas. Há aqueles que orientam evitar o consumo de café no dia do exame e aqueles que não fazem qualquer restrição à ingestão. Por outro lado, a suspensão súbita da ingestão de cafeína pode levar à abstinência e a sintomas como fadiga, náuseas, vômitos, diminuição da concentração e cefaleia. A vectoeletronistagmografia computadorizada (VENG) permite uma avaliação aprofundada e precisa do sistema vestibular, que é responsável pelo equilíbrio corporal, uma vez que proporciona uma medida objetiva da função vestibular. Neste contexto, objetivou-se investigar o efeito da cafeína no sistema vestibular utilizando a VENG, em dois momentos distintos, antes e após a ingestão de cafeína na forma de cápsulas, atividade esta que foi feita no Setor de Saúde Auditiva do Hospital São José situado na cidade de Aracaju-Sergipe. O teste vestibular foi realizado em duplicidade. Para o primeiro teste, os sujeitos foram orientados a não ingerir cafeína 48 horas antes do exame; no segundo teste, foram administrados 300 miligramas de cafeína aos sujeitos e feito um repouso de trinta minutos. Uma anamnese com questões específicas foi preenchida pelo avaliador, para verificar a presença ou ausência de sintomas relacionados com a audição e o equilíbrio corporal, assim como o uso de medicamentos e a ocorrência de outras enfermidades que causam disfunção destes sistemas, assim como foi avaliada por meio da Escala Visual Analógica (EVA) a percepção do estado atual do participante antes do primeiro e do segundo exame. Ao final do procedimento, foi avaliada, por meio de análises estatísticas, se houve ocorrência de alterações significativas no exame realizado na cessação e após ingestão da cafeína. A amostra foi composta por 52 mulheres e 18 homens, os quais referiram consumo habitual de cafeína. Cefaleia, fadiga, ansiedade e redução da concentração foram relatadas pelos voluntários quando foi realizado o teste vestibular após a interrupção da cafeína, o que refletiu na alteração da média do desconforto avaliado utilizando a EVA, de 3,14 (moderada) para 1,44 (leve), após a ingestão de cafeína. Não houve diferença entre o grupo que apresentou e o que não apresentou queixa de tontura quando foram avaliados os valores relativos da prova calórica, EVA e Sintomas antes e após o uso de cafeína, assim como a variável hábitos. Em ambos os momentos do estudo, verificou-se que não houve diferença entre os achados do teste vestibular VENG. O presente estudo revelou que doses moderadas de cafeína não afetam clinicamente ou estatisticamente os resultados do teste vestibular VENG.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2529408 - CARLOS RODOLFO TAVARES DE GOIS
Presidente - 2030649 - MAIRIM RUSSO SERAFINI
Externo à Instituição - NELSON ALMEIDA D''AVILA MELLO

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