UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: MARILIA TRINDADE DE SANTANA SOUZA
01/02/2018 15:09


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARILIA TRINDADE DE SANTANA SOUZA
DATA: 20/02/2018
HORA: 14:00
LOCAL: Mini Auditório do CCBS/UFS
TÍTULO: EVIDÊNCIAS CIENTIFICAS SOBRE PLANTAS MEDICINAIS E EFEITO DO CARVACROL NO TRATAMENTO DA COLITE EXPERIMENTAL.
PALAVRAS-CHAVES: Plantas medicinais. Carvacrol. Colite ulcerativa. Inflamação. Estresse oxidativo. Nocicepção.
PÁGINAS: 110
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

A colite ulcerativa (UC) é uma doença inflamatória que se limita a camada da mucosa intestinal, acometendo principalmente a região do cólon. O tratamento inclui anti-inflamatórios como o ácido 5-aminosalicílico (ASA), além de corticosteroides e imunossupressores. No entanto estes tratamentos disponíveis possuem baixa eficácia e vários efeitos indesejados. Por isso, a busca por alternativas terapêuticas se faz necessária. Neste contexto, inserem-se as plantas medicinais e seus metabólitos secundários, como o carvacrol (CAR), um monoterpeno fenólico presente em óleos essenciais de plantas pertencentes à família Lamiaceae. Estudos sugerem que muitas plantas medicinais, bem como o CAR, têm potencial para o tratamento da colite. Este trabalho objetivou avaliar as evidências científicas envolvendo plantas medicinais e o efeito do carvacrol em modelo (s) de colite experimental. Inicialmente foi realizada uma revisão sistemática para compilar evidências científicas sobre o efeito das plantas medicinais no tratamento da colite experimental. Foi realizada uma busca na literatura, nos bancos de dados PUBMED, SCOPUS, EMBASE, MEDLINE, LILACS, SCIELO e SCISEARCH, usando as palavras-chave "plantas medicinais" e "colite ulcerativa”. Foram selecionados 67 estudos, nos quais as famílias Asteraceae e Lamiaceae representaram o maior número. Os estudos selecionados indicaram efeitos benéficos das plantas medicinais na colite experimental e algumas espécies foram inclusive avaliadas em estudos clínicos no tratamento da UC (Andrographis paniculata e Punica granatum). Os constituintes químicos, principalmente flavonoides e terpenos parecem desempenhar papel central na eficácia das plantas medicinais. Posteriormente, para avaliação do efeito do carvacrol, foram utilizados camundongos C57BL6 (25-30 g), o projeto foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa animal sob nº 15/14. Os animais foram divididos em grupos pré-tratados com ASA (100 mg/kg), CAR (25, 50 ou 100 mg/kg) ou veículo (Salina + 0,05% cremophor) por via oral, duas vezes ao dia, durante três dias antes da indução da colite. A inflamação do cólon foi induzida por meio da administração de 150 µL de ácido acético (5%, via retal). Antes dos tratamentos e após 23 horas da indução os animais foram submetidos a estimulação com von Frey eletrônico da região abdominal para medida da hiperalgesia abdominal. Vinte e quatro horas após a indução, os animais foram eutanasiados para coleta do cólon e subsequente avaliação macroscópica, histopatológica, ensaio da atividade da mieloperoxidase, dosagem de citocinas (TNF-α e IL-1β), peroxidação lipídica, quantificação de grupos sulfidrilas e medida da atividade de enzimas antioxidantes neste tecido. O pré-tratamento com todas as doses de CAR diminuiu a hiperalgesia abdominal, bem como a atividade de MPO e as concentrações de TNF-α e IL-1β no cólon. Foi observada redução do dano macroscópico e microscópico nas doses de 50 e 100 mg/kg de CAR. O pré-tratamento com CAR reduziu a peroxidação lipídica (todas as doses) e aumentou a presença de grupos sulfidrila (100 mg/kg). Este efeito foi acompanhado por aumento da atividade de catalase, superóxido dismutase e glutationa peroxidase. Conjuntamente os resultados deste estudo apontam para a eficácia de plantas medicinais para o tratamento da colite, bem como mostram que o CAR apresenta efeito protetor na colite induzida pelo ácido acético, através da redução de parâmetros inflamatórios, nociceptivo e oxidativos.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2869627 - ADRIANA GIBARA GUIMARÃES
Presidente - 1698148 - ENILTON APARECIDO CAMARGO
Externo ao Programa - 2869587 - PATRICIA RODRIGUES MARQUES DE SOUZA
Externo à Instituição - RICARDO DE FREITAS LIMA
Externo à Instituição - RICARDO LUIZ CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE JUNIOR

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