UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Junho de 2021


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Banca de DEFESA: JESSICA CHAPELEIRO PEIXOTO QUEIROZ
29/01/2018 10:42


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JESSICA CHAPELEIRO PEIXOTO QUEIROZ
DATA: 28/02/2018
HORA: 15:00
LOCAL: Sala 01 do Polo de Gestão da UFS
TÍTULO: RESPOSTAS ECOFISIOLÓGICAS E BIOQUÍMICAS DO PAJEÚ (Triplaris gardneriana Wedd.) SUBMETIDO AO DÉFICIT HÍDRICO
PALAVRAS-CHAVES: Pajeu, relações hídricas, trocas gasosas, fluorescência, solutos orgânicos.
PÁGINAS: 91
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

A água é substância essencial à sobrevivência dos vegetais. Reduções em sua disponibilidade, causada por elevada demanda evaporativa ou por limitação no suprimento, podem acarretar inúmeras alterações morfofisiológicas na planta. O bioma Caatinga, localizado no semiárido brasileiro, caracteriza-se por apresentar um regime irregular de chuvas associado a elevadas temperaturas, ocasionando, portanto, situações de deficiência hídrica aos vegetais que lá habitam. Ocorrendo naturalmente na Caatinga, especialmente associada ao Rio São Francisco, em várzeas inundáveis e encostas úmidas do pantanal matogrossense, o pajeuzeiro é uma árvore que tem importância destacada na ornamentação, medicina popular, fornecimento de madeira e restauração de áreas degradadas. Os mecanismos utilizados pelo pajeuzeiro para sobreviver em situações de déficit hídrico ainda são escassos. Diante disto, o presente trabalho teve o objetivo de investigar alterações fisiológicas e bioquímicas do pajeuzeiro quando submetido ao déficit hídrico, assim como sua capacidade de recuperação após a reidratação. Para isto, foi realizado um experimento em casa de vegetação e em delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos de reposição de água perdida por evapotranspiração (T100 – controle; T50 – 50%; T25 - 25% e T0 – sem reposição), com seis repetições cada. Foram avaliados o potencial hídrico foliar (Ψw), teor relativo de água (TRA), tolerância protoplasmática foliar, trocas gasosas (gs, E, A, Ci e EUA), além da fluorescência da clorofila a. Para as análises bioquímicas, analisou-se o teor de pigmentos fotossintéticos (Chl a, Chl b, Chl total e carotenoides), proteínas solúveis, prolina livre e carboidratos. O Pajeuzeiro demonstrou ter sido afetado pelo déficit hídrico, com redução significativa em seu Ψw e TRA, tendo este atingido valores inferiores a 60%. Além destas, também foram verificadas reduções significativas na condutância estomática (gs), transpiração (E), taxa fotossintética (A), eficiência quântica do PSII (Fv/Fm), área e índice de performance (PIABS) nos tratamentos sob déficit hídrico. À medida que o déficit hídrico se intensificava, foi observado um aumento no percentual de danos de membrana, tendo o T0 apresentado o maior índice de danos em relação ao controle. A restrição na disponibilidade de água também afetou significativamente a concentração de pigmentos fotossintéticos, com reduções para a chl a, b e total e incremento para carotenóides. Além disso, o déficit promoveu aumento significativo na concentração de proteínas solúveis para o T0 e T25 e de prolina livre para os três tratamentos com deficiência hídrica. Para a concentração de carboidratos, houve incremento, porém não significativo. O pajeuzeiro foi bastante afetado pelo déficit hídrico, porém demonstrou forte capacidade de recuperação de todos os parâmetros analisados após a reidratação, o que demonstra certo grau de tolerância da espécie. Portanto, a espécie Triplaris gardneriana utiliza o fechamento estomático, juntamente com a senescência e abscisão foliar, como principal mecanismo para evitar a perda excessiva de água.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2207731 - CARLOS DIAS DA SILVA JUNIOR
Interno - 1881178 - MARCOS VINICIUS MEIADO
Externo ao Programa - 1562875 - LUIZ FERNANDO GANASSALI DE OLIVEIRA JUNIOR

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