UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 22 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: VANESSA ALVES DA CONCEIÇÃO
25/01/2018 13:59


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: VANESSA ALVES DA CONCEIÇÃO
DATA: 21/02/2018
HORA: 15:00
LOCAL: AudItório de Departamento de Farmácia da UFS
TÍTULO: COMPLEXIDADE DA FARMACOTERAPIA: PERFIL FARMACOTERAPÊUTICO E DESFECHOS ASSOCIADOS.
PALAVRAS-CHAVES: Idosos; instituições de longa permanência para idosos; complexidade da farmacoterapia; avaliação de desfechos; MRCI.
PÁGINAS: 120
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

Introdução. O envelhecimento cria condições clínicas propícias para o elevado uso de medicamentos, observada principalmente em pacientes acima de 60 anos de idade. Entretanto, o número de medicamentos utilizados não deve ser o único preditor de uma farmacoterapia complexa, outros fatores podem elevar a complexidade, conduzindo a possíveis problemas relacionados à farmacoterapia. Nesta perspectiva são escassos os estudos nacionais que avaliam a complexidade da farmacoterapia em idosos, principalmente os que analisam desfechos influenciados por essa complexidade, de modo a permitir intervenções para sua otimização. Metodologia. Este estudo foi realizado em duas etapas. Na primeira etapa foi realizado um estudo transversal descritivo para avaliar a complexidade da farmacoterapia de idosos atendidos em instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) por meio do instrumento Medication Regimen Complexity Index (MRCI), este estudo foi conduzido por 12 meses em três instituições no Estado de Sergipe. Na segunda etapa foi realizada uma revisão sistemática, a fim de identificar na literatura quais desfechos estão associados a complexidade da farmacoterapia, medida pelo instrumento MRCI. Foram analisados todos os delineamentos de estudos publicados até fevereiro de 2017 que atenderam aos seguintes critérios de elegibilidade: usar o instrumento MRCI para medir a complexidade da farmacoterapia, avaliar a complexidade da farmacoterapia para os regimes globais dos pacientes, relacionar a complexidade da farmacoterapia com desfechos clínicos e/ou humanísticos e/ou econômicos, publicados em inglês, espanhol ou português. Resultados. Na primeira etapa, a avaliação da complexidade da farmacoterapia obteve média de 15,1 pontos (± 9,8), com mínimo de dois e máximo de 59 pontos. Os níveis mais altos de complexidade foram associados à frequência de dose, com uma média de 5,5 (± 3,6). Além disso, foi identificada relação significativa entre a complexidade da farmacoterapia e as variáveis polifarmácia, interação medicamentosa, medicamento potencialmente inapropriado para idosos e duplicidade terapêutica (p< 0,001). Na segunda etapa, dos 610 estudos avaliados, 20 preencheram os critérios de elegibilidade. Os desfechos em saúde mais influenciados pela complexidade da farmacoterapia foram os desfechos clínicos: hospitalização, readmissão hospitalar e adesão a farmacoterapia, a maioria dos estudos apresentaram resultados satisfatórios para associação dos desfechos com a complexidade e obtiveram boa qualidade metodológica. Conclusão. Esta dissertação possibilitou avaliar o perfil farmacoterapêutico de pacientes idosos, identificou que, além da polifarmácia, interação medicamentosa potencial, duplicidade terapêutica e medicamentos potencialmente inapropriados para idosos são fatores de risco para o aumento da complexidade da farmacoterapia nestes pacientes. Além disso, identificou que os desfechos em saúde mais influenciados pela complexidade da farmacoterapia foram os clínicos: hospitalização, readmissão hospitalar e adesão a farmacoterapia.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1315121 - DIVALDO PEREIRA DE LYRA JUNIOR
Externo à Instituição - IZADORA MENEZES DA CUNHA BARROS
Externo à Instituição - MARIA CRISTINA WERLANG

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