UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 22 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: ELIZABETE SILVA FILHA
25/01/2018 07:53


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ELIZABETE SILVA FILHA
DATA: 26/01/2018
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório da didática 2 UFS
TÍTULO: Avaliação da suplementação de extrato de Erythroxylum Caatingae associada ao treinamento de força na melhora do desempenho físico de ratos.
PALAVRAS-CHAVES: Alcaloide; Desempenho Atlético; Plantas Medicinais; Suplementos Nutricionais
PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Nutrição
RESUMO:

Atualmente há um crescente aumento na busca de suplementos como aliado na melhoria de desempenho físico (DF). Apesar da gama de opções no mercado, as pessoas que os buscam, em geral, dão preferência aos produtos de origem natural. O Brasil possui uma gigantesca reserva de produtos naturais e uma grande fonte de plantas medicinais. A Erythroxylum caatingae (EC) é uma espécie recém-descoberta e os estudos apontam que seu extrato é rico em alcaloides. Estes compostos são extremamente conhecidos pelas suas atividades fisiológicas, dentre elas, em aumentar o DF. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade da suplementação a base do extrato metanólico de EC (EEC) melhorar o desempenho físico de ratos durante um período de treinamento físico. Para tal, foram utilizados 40 ratos Wistar (250-300g), divididos em 4 grupos: Grupo Controle (GC), Treinado (GT), Treinado + EEC 50mg/kg (GTEC50), Treinado + EEC 150 mg/kg (GTEC150). Os animais treinados foram submetidos a um protocolo de treinamento de força por 4 semanas, 5x por semana, com volume de 3 séries com 10 repetições e intensidade 60% de uma repetição máxima (1RM), o GC passou por um treinamento fictício. O peso corporal foi acompanhado semanalmente e a cada 15 dias os animais passavam por testes no rota-rod, grip strength e 1RM. Ao término das 4 semanas de treinamento, a gordura perigonadal, retroperitoneal, os músculos plantares (MP) e sangue foram coletados. Após pesado, o MP foi utilizado para avaliação do perfil oxidativo, onde foi avaliado a peroxidação lipídica (TBARS) e a atividade da enzima superóxido desmutase (SOD). O sangue foi utilizado para aferição dos níveis das enzimas alanina (ALT) e aspartato (AST) aminotransferase, marcadoras bioquímicas de danos hepáticos. Uma outra parte dos animais dos grupos foi utilizada para realização do teste de resistência muscular e medidas de glicemia (jejum, pré, pós e 15’pós-teste) e lactato (pré e pós-teste), além da mensuração da pressão arterial sistólica (PAS), diastólica (PAD), média (PAM) e frequência cardíaca (FC). Após 4 semanas de treinamento, o GTEC150 possuía menor peso corporal quando comparado ao GC, além disso, os GTEC50 e 150 apresentaram menor quantidade gordura quando comparados ao GC. Todos os grupos apresentaram maior peso do MP quando comparados ao GC. Em relação ao desempenho físico, no rota-rod o GTEC150 apresentou melhor desempenho no trigésimo dia quando comparado ao GC. No grip strength os grupos GTEC50 e 150 apresentaram uma melhor performance já no décimo quinto dia quando comparados ao GC e no trigésimo dias todos os grupos foram superiores ao GC, além disso, o GTEC150 esteve superior que o GT e GTEC50 neste mesmo dia. Em relação ao teste de 1RM, no décimo quinto dia todos os grupos obtiveram resultados superiores ao GC e no trigésimo dia o GTEC150 foi superior ao GT e GTEC50. Em relação ao teste de resistência muscular, observamos que todos os grupos foram superiores ao GC, entretanto, o GTEC150 foi também melhor que o GT e GTEC50. Além disso, o GTEC150 apresentou menor resposta hipoglicêmica durante e hiperglicêmica após o teste e uma menor concentração de lactato pós-teste quando comparado ao GC e GT. No MP foi observado uma menor peroxidação lipídica no GTEC150 quando comparado ao GC. Todos os grupos tiveram atividade da SOD aumentada quando comparado ao GC e o GTEC150 obteve maior atividade quando comparado ao GT e GTEC50. Em relação a função hemodinâmica, todos os grupos tiveram menores valores de PAS, PAD, PAM e FC quando comparados ao GC. Por fim, não houve diferença nos níveis de concentração de ALT e AST. Em suma, nossos resultados apontam uma melhora do DF nos animais suplementados com EEC na dose de 150 mg/kg, além disso, não houve, aparentemente, nenhum dano a função hepática.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2693741 - VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
Externo à Instituição - PATRÍCIA SANTOS CUNHA MENDONÇA
Externo à Instituição - THALLITA KELLY RABELO

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