UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: THAÍS ALVES BARRETO PEREIRA
18/12/2017 10:39


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: THAÍS ALVES BARRETO PEREIRA
DATA: 18/12/2017
HORA: 14:30
LOCAL: Departamento de Fisioterapia na UFS
TÍTULO: Preventivo da Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS) na Dor Muscular Tardia
PALAVRAS-CHAVES: dor muscular; estimulação elétrica transcutânea do nervo; exercício
PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fisioterapia e Terapia Ocupacional
RESUMO:

Introdução: A dor muscular tardia (DMT) induzida pelo exercício excêntrico é caracterizada por sensibilidade, dor à movimentação e redução da funcionalidade. Tratamentos que visem minimizar ou prevenir os efeitos deletérios da DMT têm sido evidenciados na literatura, pois estes exacerbam a dor de indivíduos com dores musculoesqueléticas, prejudicando a sua adesão à programas de atividade físicae prejudica o desempenho físico e o retorno ao esporte de atletas. A TENS tem mostrado ser eficaz na redução da severidade da dor associada a melhora de funcionalidade, como redução de fadiga e maior tolerância ao exercício. Porém, nenhum estudo em DMT avaliou a capacidade da TENS, quando aplicada antes do processo doloroso, prevenir a dor e dessa forma melhorar o desempenho físico ao exercício. Objetivos: Avaliar os efeitos imediatos e após 24h da TENS preventiva na dor e no desempenho físico na DMT de indivíduos destreinados. Além disso, investigar a lesão muscular causada pela DTM através da termografia infravermelha. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico randomizado controlado por placebo. Foram incluídos indivíduos destreinados para realizar um protocolo de DMT através de exercícios excêntricos fatigantes de membros superiores através de movimentos funcionais de puxar e empurrar. Os voluntários foram proprocionalmente divididos em dois grupos: TENS ativa realizada antes do protocolo de DMT e TENS placebo Os voluntários foram avaliados antes dos exercícios e reavaliados imediatamente depois quanto a intensidade de dor, a fadiga muscular, ao limiar de dor por pressão (LDP), a potência muscular, a tolerância física ao exercício, a somação temporal (ST), a modulação condicionada da dor (MCD) e a temperatura corporal. Foi realizada uma reavaliação de todas as variáveis mensuradas após 24 horas da indução da DMT. Para a análise estatística, foi utilizado o Teste T pareado e independete, Mann-Whitney, Wilcoxon e ANOVA de um fator. Resultados: Foram incluídos no projeto 44 voluntários, sendo 22 no grupo TENS ativa e 22 no grupo TENS placebo (11 homens e 11 mulheres em cada). Após 24h do protocolo de DMT, ambos os grupos apresentaram disfunção de membros superiores pelo questionário DASH em comparação à avaliação (p=0,001). As variáveis FC, SpO2, PAS e PAD apresentaram aumentos fisiologicamente esperados após a realização de exercícios físicos extenuantes, apenas a FR teve diferença estatística entre os grupos, sendo maior no TENS ativa (24 ± 22) do que no grupo TENS placebo (22 ± 22) na reavaliação imediata (p=0,001). Em ambos os grupos, houve aumento da intensidade de dor em repouso na reavaliação imediata (p<0,05) e de movimento a cada série do exercício (p<0,05), porém, sem diferença entre os grupos. Constatou-se uma redução significante do LDP apenas no músculo tibial anterior do grupo TENS ativa em comparação ao grupo TENS placebo, porém, isso ocorreu na avaliação, onde o LDP do grupo TENS placebo era maior do que no grupo TENS ativa e na reavaliação imediata (p<0,05). Nas variáveis de MCD e de ST observou-se o fenômeno de inibição de dor e de somação de dor (p<0,05), respectivamente, mas não houve diferença estatística entre os grupos. Houve aumento de fadiga muscular no repouso na reavaliação imediata e durante o movimento a cada série nos dois grupos do estudo (p<0,05), sem diferença entre eles. A potência muscular no exercício de remada e de supino no grupo TENS ativa foi menor na reavaliação imediata em relação a avaliação (p<0,05). No grupo TENS placebo, essa redução aconteceu apenas na remada e não se alterou no supino. Porém, não se demonstrou diferença significante entre os grupos. Verificou-se maior tolerância física ao exercício de remada na reavaliação imediata do grupo TENS ativa (18,27±5,27) em comparação ao grupo TENS placebo (15,51 ± 6,21) com diferença estatisticamente significante (p=0,03). O número de repetições diminuiu a cada série realizada nos dois grupos (p<0,05), mas foi significativamente maior na 5ª série do exercício de remada no grupo TENS ativa (2,86 ± 1,24) em comparação ao grupo TENS placebo (1,81±0,79)(p=0,001). Na termografia, detectou-se diferença estatisticamente significante na temperatura do músculo peitoral maior entre os grupos, sendo que no grupo TENS ativa não houve alteração da temperatura entre os momentos de avaliação e no grupo TENS placebo houve diminuição na reavaliação imediata (p=0,04). Conclusão: Nossos resultados abrem a possibilidade da utilização da TENS de forma preventiva para melhorar o desempenho físico na presença de DMT, sem o aumento de dor e de fadiga além do esperado. Este resultado pode beneficiar, por exemplo, atletas em recuperação e a adesão de portadores de doenças crônicas à atividade física. Além disso, a termografia infravermelha demonstrou ser um método não invasivo e indolor eficaz na avaliação do dano muscular causado pela DMT.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2693741 - VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
Externo ao Programa - 2034694 - KARINA LAURENTI SATO
Externo ao Programa - 2320427 - LEONARDO YUNG DOS SANTOS MACIEL

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