UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 22 de Outubro de 2020


Notícias

Banca de QUALIFICAÇÃO: DANIELA SIQUEIRA PRADO
14/12/2017 09:23


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DANIELA SIQUEIRA PRADO
DATA: 12/01/2018
HORA: 08:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU sala 27 PPGCS
TÍTULO: PRÁTICAS E INTERVENÇÕES OBSTETRICAS E INFLUÊNCIA DO TIPO DE PARTO EM RESULTADOS NEONATAIS E MATERNOS DO ESTUDO NASCER EM SERGIPE
PALAVRAS-CHAVES: Saúde Materno- Infantil; trabalho de parto; parto obstétrico; episiotomia; cesárea; perinatal, depressão pós-parto, disfunções sexuais fisiológicas, incontinência urinária
PÁGINAS: 197
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Objetivo: descrever as práticas e intervenções utilizadas durante o trabalho de parto e parto e fatores associados bem como práticas de incentivo à amamentação e complicações neonatais e maternas precoces e tardias segundo tipo de parto.

Métodos: estudo tipo coorte com 768 puérperas das 11 maternidades de Sergipe entrevistadas após 6h do parto, 45 a 60 dias e 6 a 8 meses após o parto e análise de dados do prontuário das puérperas e dos recém-nascidos. As associações entre as boas práticas e intervenções utilizadas durante o trabalho de parto e parto com as variáveis de exposição foram descritas em frequências simples, percentuais, razões de chances brutas (OR) e ajustadas (ORA) com o intervalo de confiança e as associações entre as práticas de incentivo à amamentação, as complicações neonatais e maternas precoces e tardias e as variáveis de exposição foram descrias por risco relativo (IC=95%) e pelo teste exato de Fisher.

Resultados: 10,6% das mulheres receberam alimentos e 27,8% movimentaram-se durante o trabalho de parto; medidas não farmacológicas para alívio da dor foram realizadas em 26,1%; o partograma estava preenchido em 39,4% dos prontuários e o acompanhante esteve presente em 40,6% dos partos. O uso da ocitocina, amniotomia e analgesia ocorreram em 59,1%, 49,3% e 4,2% das mulheres, respectivamente. O parto ocorreu na posição de litotomia em 95,2% dos casos, houve episiotomia em 43,9% e manobra de Kristeller em 31,7%. Os fatores mais associados à cesariana foram ser do setor privado de saúde (ORA=4,27; 95%CI: 2,44-7,47), ter maior escolaridade (ORA=4,54; 95%CI:2,56-8,3) e alto risco obstétrico (ORA=1,9; 95%CI: 1,31-2,74). Usuárias do setor privado tiveram maior presença do acompanhante (ORA=2,12; 95%CI:1,18-3,79) e analgesia (ORA=4,96; 95%CI: 1,7-14,5). Os recém-nascidos de puérperas que se submeteram a cesárea tiveram menor frequência de contato pele a pele com suas mães imediatamente após o parto (cesárea intraparto: RR=0,18; 95%CI:0,1-0,31 e cesárea eletiva: RR=0,36; 95%CI:0,27-0,47) e mamaram menos na primeira hora de vida (cesárea intraparto: RR=0,43; 95%CI:0,29-0,63 e cesárea eletiva: RR=0,44; 95%CI:0,33-0,59). Recém-nascidos de cesárea eletiva foram menos frequentemente colocados para sugar o seio materno na sala de parto (RR=0,42; 95%CI:0,2-0,88) e ficaram em menor frequência em alojamento conjunto (RR=0,85; 95%CI:0,77-0,95). As mulheres submetidas a cesárea intraparto tiveram maior risco de complicações precoces (RR=1,3; 95%CI:1,04-1,64; p=0,037) e de disfunção sexual (RR=1,68; 95%CI:1,14-2,48; p=0,027). Não houve diferença nas frequências de complicações neonatais, incontinência urinária e de depressão segundo tipo de parto.

Conclusões: boas práticas obstétricas são pouco utilizadas e intervenções desnecessárias são frequentes e os fatores mais associados à cesariana foram ser do setor privado de saúde, ter maior escolaridade e alto risco obstétrico. A cesárea associou-se negativamente às práticas de incentivo à amamentação. A cesárea após trabalho de parto associou-se a maior risco de complicações maternas precoces e a disfunção sexual seis a oito meses pós-parto.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1643234 - LIGIA MARA DOLCE DE LEMOS
Externo ao Programa - 2031096 - MARINA DE PADUA NOGUEIRA MENEZES
Presidente - 577945 - ROSANA CIPOLOTTI

SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS | Telefonista/UFS (79)3194-6600 | Copyright © 2009-2020 - UFRN v3.5.16 -r12692-c69972fb69