UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 31 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARILIA TRINDADE DE SANTANA SOUZA
05/12/2017 08:22


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARILIA TRINDADE DE SANTANA SOUZA
DATA: 12/12/2017
HORA: 08:00
LOCAL: Mini Auditório do CCBS/UFS
TÍTULO: EVIDÊNCIAS CIENTIFICAS SOBRE PLANTAS MEDICINAIS E EFEITO DO CARVACROL NO TRATAMENTO DA COLITE EXPERIMENTAL
PALAVRAS-CHAVES: Plantas medicinais. Carvacrol. Colite ulcerativa. Inflamação. Estresse oxidativo. Nocicepção.
PÁGINAS: 90
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

A colite ulcerativa (UC) é uma doença inflamatória que se limita a camada da mucosa intestinal, acometendo principalmente a região do cólon. O tratamento inclui anti-inflamatórios como o ácido 5-aminosalicílico (ASA), além de corticosteróides e imunossupressores. No entanto estes tratamentos disponíveis possuem baixa eficácia e vários efeitos indesejados. Por isso, a busca por alternativas terapêuticas se faz necessária. Neste contexto, inserem-se as plantas medicinais e seus metabólitos secundários, como o carvacrol (CAR), um monoterpeno fenólico presente em óleos essenciais de plantas pertencentes à família Lamiaceae. Estudos sugerem que muitas plantas medicinais, bem como o CAR, têm potencial para o tratamento da colite. Este trabalho objetivou avaliar as evidências científicas envolvendo plantas medicinais e o efeito do carvacrol em modelo (s) de colite experimental. No primeiro artigo oriundo deste estudo, foi realizada uma revisão sistemática para buscar informações sobre o efeito das plantas medicinais no tratamento da colite experimental. Foi realizada uma busca na literatura, nos bancos de dados (PUBMED, SCOPUS, EMBASE, MEDLINE, LILACS, SCIELO e SCISEARCH) usando as palavras-chave "plantas medicinais" e "colite ulcerativa”. A partir daí, 67 estudos foram selecionados, nos quais artigos envolvendo as famílias Asteraceae e Lamiaceae representaram o maior número. Os estudos selecionados indicaram efeitos benéficos das plantas medicinais na colite experimental e algumas espécies foram inclusive avaliadas por estudos clínicos contra UC (Andrographis paniculata e Punica granatum). Os constituintes químicos (principalmente flavonóides e terpenos) parecem desempenhar um papel central nos efeitos benéficos das plantas medicinais. No segundo artigo, para avaliação do efeito carvacrol, foram utilizados camundongos C5BL6 (20-30 g). Os animais foram divididos em grupos pré-tratados com ASA (100 mg/kg), CAR (25, 50 ou 100 mg/kg) ou veículo (Salina + 0,05% cremophor) por via oral, duas vezes ao dia, durante três dias antes da indução da colite. A inflamação do cólon foi induzida por meio da administração de 150 µL de ácido acético (5%, via retal). Antes dos tratamentos e após 23 horas da indução os animais foram submetidos a estimulação com von Frey eletrônico da região abdominal para medida da hiperalgesia abdominal. Vinte e quatro horas após a indução, os animais foram eutanasiados para coleta do cólon e subsequente avaliação macroscópica, histopatológica, ensaio da atividade da mieloperoxidase, dosagem de citocinas (TNF-α e IL-1β), peroxidação lipídica, quantificação de grupos sulfidrilas e medida da atividade de enzimas antioxidantes neste tecido. O pré-tratamento com todas as doses de CAR diminuiu a hiperalgesia abdominal, bem como a atividade de MPO e as concentrações de TNF-α e IL-1β no cólon. Foi observada uma redução do dano macroscópico e microscópico nas doses de 50 e 100 mg/kg de CAR. O pré-tratamento com CAR reduziu a peroxidação lipídica (todas as doses) e aumentou a presença de grupos sulfidrila (100 mg/kg). Este efeito foi acompanhado por um aumento das atividades de catalase, superóxido dismutase e glutationa peroxidase. Conjuntamente os resultados deste estudo apontam para a eficácia de plantas medicinais para o tratamento da colite, bem como mostram que o CAR apresenta efeito protetor na colite induzida pelo ácido acético, relacionado a redução de danos inflamatórios, nociceptivo e oxidativos.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2869627 - ADRIANA GIBARA GUIMARÃES
Interno - 2020866 - ANA MARA DE OLIVEIRA E SILVA
Externo ao Programa - 2869587 - PATRICIA RODRIGUES MARQUES DE SOUZA

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