UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: DANIELA DA COSTA MAIA
29/11/2017 11:44


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DANIELA DA COSTA MAIA
DATA: 04/12/2017
HORA: 09:00
LOCAL: Campus São Cristóvão
TÍTULO: EFEITO DA CORRENTE INTERFERENCIAL ASSOCIADO AO EXERCÍCO NO ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO.
PALAVRAS-CHAVES: Acidente Vascular encefálico. Corrente Interferencial. Exercise. Tronco.
PÁGINAS: 134
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fisioterapia e Terapia Ocupacional
RESUMO:

O uso da corrente interferencial (CI) em pacientes com AVE tem sido reportado recentemente na literatura científica na prática isolada no tratamento da dor e espasticidade. O estudo teve como objetivo geral investigar o efeito da corrente interferencial em associação com a cinesioterapia baseada na recuperação do tronco de indivíduos com sequelas de AVE e teve como objetivos específicos: (1) Investigar os estudos que avaliaram os efeitos da CI em pacientes com doenças neurológicas centrais; (2) Investigar o efeito da CI associado à cinesioterapia na dor dos pacientes com AVE; (3) Investigar a performance motora e ganhos funcionais do tronco dos pacientes com AVE após aplicação de CI associado a cinesioterapia. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, controlado por placebo e duplamente encoberto, do tipo crossover. Para a avaliação da revisão sistemática foi utilizada a ferramenta da Colaboração Cochrane. E para avaliar os efeitos da CI antes e depois do tratamento foram considerados os seguintes desfechos (com seus respectivos instrumentos): intensidade de dor em repouso e durante o movimento (escala numérica), motivação (adaptação da escala numérica), catastrofização da dor (escala de catastrofização da dor), autoestima (escala de autoestima de Rosenberg (EAE)), fadiga (escala numérica de 11 pontos), controle de tronco (escala de comprometimento de tronco), postura (escala de avaliação postural para pacientes com sequelas de AVC), flexibilidade muscular (flexímetro pendular), alcance funcional (teste de alcance funcional), tônus muscular (escala modificada de Ashwort). Apenas o registro de fadiga foi realizado diariamente. Os testes T, Wilcoxon, Friedman, Mann-Whitneye Qui-Quadrado foram utilizados para as devidas comparações. Foram recrutados 36 pacientes com AVE, que foram aleatoriamente incluídos em um dos dois grupos de estudo: grupo CI Ativa (aplicação de CI por 30 minutos + cinesioterapia para movimentos de tronco) e grupo CI Placebo (placebo da CI + cinesioterapia de tronco). Ambos os grupos receberam intervenção por 10 sessões, duas vezes por semana, com duração de 60 minutos, sendo 05 sessões para cada forma de tratamento e um período de washout de uma semana. Na revisão sistemática, foram encontrados 1845 estudos, porém apenas dois artigos foram incluídos por seguirem os critérios de inclusão propostos. Após administração única, a CI mostrou-se eficaz na redução da dor, da espasticidade e na melhora do equilíbrio, da marcha e da amplitude de movimento de ombro de pacientes após doença vascular encefálica. Em relação à dor em movimento, não houve diferença significativa entre os grupos (p>0,05); porém, ao comparar médias pré e pós-tratamento, apenas o grupo ativo apresentou redução significativa de 3,17(±0,60) para 2,02 (±0,58) (p<0,05). Em relação à catastrofização da dor, o grupo ativo reduziu significativamente (p=0,004) os escores totais da escala após o tratamento (19,47±1,59 no pré-tratamento; 17,41±1,42 no pós-tratamento). Não houve alteração da auto-estima e da motivação em ambos os grupos. Houve melhora significativa do controle de tronco (p≤0,005), da postura (p=0,0001) e da flexibilidade (p≤0,04) tanto no grupo ativo quanto no placebo, sem diferenças significativas entre os grupos após o tratamento. Na atividade de alcance, somente foi encontrado aumento significativo do alcance para o lado não afetado no grupo tratado com CI ativa (p=0,007) quando comparado ao placebo. No que se refere ao tônus muscular dos flexores e extensores de ombro e cotovelo, observou-se uma distribuição irregular tanto no pré quanto no pós-tratamento, com predominância do tônus no grau 1 nos dois momentos em ambos os grupos. Observou-se redução significativa da fadiga em ambos os grupos quando comparado ao momento basal; entretanto, não houve diferença significativa em nenhum dos grupos quando analisados os valores referentes às avaliações diárias. De acordo com os resultados encontrados neste estudo, a CI, quando utilizada antes dos exercícios de tronco, mostrou-se eficaz no tratamento da dor em movimento e na catastrofização. Além disso, esse tratamento otimizou a funcionalidade dos pacientes, pois proporcionou um acréscimo da atividade de alcance para o lado não acometido, na flexibilidade e na postura do tronco. Dessa forma, concluímos que a CI pode ser utilizada antes da cinesioterapia convencional, potencializando os seus resultados e promovendo a melhora do tronco e performance motora de pacientes, pós-AVE.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - PAULO AUTRAN LEITE LIMA
Externo ao Programa - 6186553 - ROSEMEIRE DANTAS DE ALMEIDA
Interno - 2013648 - VITOR OLIVEIRA CARVALHO

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