UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: VANESSA ALVES DA CONCEIÇÃO
13/11/2017 12:02


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: VANESSA ALVES DA CONCEIÇÃO
DATA: 12/12/2017
HORA: 14:00
LOCAL: AudItório de Departamento de Farmácia da UFS
TÍTULO: COMPLEXIDADE DA FARMACOTERAPIA EM IDOSOS: FATORES MODULADORES E DESFECHOS ASSOCIADOS
PALAVRAS-CHAVES: Idosos; instituições de longa permanência para idosos; complexidade da farmacoterapia; avaliação de desfechos; MRCI
PÁGINAS: 138
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

Introdução. O envelhecimento cria condições clínicas propicias para o elevado uso de medicamento, realidade em idoso acima de 60 anos de idade. Entretanto, o número de medicamentos utilizados não deve ser único preditor de uma farmacoterapia complexa, outros fatores podem elevar a complexidade da farmacoterapia conduzindo a possíveis reações adversas. Nesta perspectiva, são escassos os estudos nacionais que avaliem a complexidade da farmacoterapia em idosos, principalmente os que avaliam desfechos influenciados por essa complexidade, de modo a permitir intervenções para sua otimização. Metodologia. Este estudo foi realizado em duas etapas. Na primeira etapa foi realizado um estudo transversal descritivo, para avaliar a complexidade da farmacoterapia de idosos atendidos em instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) por meio do instrumento Medication Regimen Complexity Index (MRCI), este estudo foi conduzido por 12 meses em três instituições no estado de Sergipe. Na segunda etapa foi realizada uma revisão sistemáticas com metanálise a fim de identificar na literatura quais desfechos eram influenciados pela complexidade da farmacoterapia, utilizando o MRCI. Foram analisados todos os delineamentos de estudos, publicados até fevereiro de 2017 que atenderam aos seguintes critérios de elegibilidade: usar o instrumento MRCI para medir a complexidade da farmacoterapia, avaliar a complexidade da farmacoterapia para os regimes globais dos pacientes, relacionar a complexidade da farmacoterapia com desfecho clínico e/ou humanístico e/ou econômico, ser escrito em inglês, espanhol ou português. Resultados. Na primeira etapa a avaliação da complexidade da farmacoterapia obteve uma média de 15,1 pontos (± 9,8), com um mínimo de 2 e um máximo de 59. Os níveis mais altos de complexidade foram associados à frequência de dose, com uma média de 5,5 (± 3,6). E foi identificada relação significativa entre a complexidade da farmacoterapia e as variáveis polifarmácia, interação medicamentosa, medicamento potencialmente inapropriado para idosos e duplicidade terapêutica (p< 0,001). Na segunda etapa, dos 610 estudos avaliados, 20 preencheram os critérios de elegibilidade. Os desfechos mais influenciados pela complexidade da farmacoterapia foram hospitalização (Diferença média: 4,50, IC 95% = 3,43-5,57), readmissão hospitalar (Diferença média: 0,90, IC 95% = (-0,49) -2,30) e adesão a farmacoterapia (Diferença média: -1.56, IC 95% = (-10.68) -7.55), com associação significativa para o desfecho hospitalização, os estudos foram homogêneos, simétricos e de boa qualidade metodológica Conclusão. Esta dissertação possibilitou identificar fatores além da polifarmácia que podem modular a complexidade da farmacoterapia, bem como desfechos em saúde que são influenciados por essa complexidade, tendo potencial na pratica clínica para nortear futuros estudos com alta evidência cientifica com intervenções farmacêuticas para reduzir a farmacoterapia de idosos, objetivando melhorar os desfechos em saúde destes pacientes, comprovando estes resultados.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - IZADORA MENEZES DA CUNHA BARROS
Interno - 3545451 - PAULO RICARDO SAQUETE MARTINS FILHO
Interno - 1496951 - SILVIA DE MAGALHAES SIMOES

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