UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: CARLOS ADRIANO SANTOS SOUZA
28/07/2017 11:18


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CARLOS ADRIANO SANTOS SOUZA
DATA: 14/08/2017
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório de Farmácia - UFS
TÍTULO: PLANTAS MEDICINAIS: REVISÃO SISTEMÁTICA, ESTUDO ETNOFARMACOLÓGICO E PERFIL DE USO NA ATENÇÃO BÁSICA DO MUNICÍPIO DE ARACAJU/SE
PALAVRAS-CHAVES: Plantas medicinais; Fitoterapia; Ensaios Clínicos; Atenção Primária a Saúde; Saúde da Família.
PÁGINAS: 157
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

As plantas medicinais são utilizadas para fins terapêuticos pela civilização humana desde os tempos remotos. Além da sua importância na fitoterapia, destacam-se na descoberta de novos fármacos, visto a contribuição do reino vegetal no desenvolvimento de novos medicamentos. Neste contexto, os objetivos do presente trabalho foram: realizar um levantamento etnofarmacológico em quatro unidades de saúde do munícipio de Aracaju – SE; investigar o perfil de utilização de plantas medicinais e fitoterápicos utilizados e a intenção de uso pela equipe de saúde das unidades básicas de saúde (UBS) e buscar evidências científicas sobre as plantas medicinais utilizadas pelos pacientes nas UBS. Trata-se de um estudo observacional, transversal, etnofarmacológico, constituído por usuários cadastrados em quatro UBS, maiores de 18 anos e pela equipe da Estratégia Saúde da Família de cada unidade. A amostra foi selecionada por conveniência e para a realização da coleta de plantas medicinais foi utilizada a técnica denominada “bola de neve”. Foram entrevistadas 554 pessoas, na qual observou-se que o aumento na frequência de utilização de plantas medicinais foi proporcional ao aumento da faixa etária (p<0.05). Vinte e uma espécies de plantas medicinais foram identificadas, destas, uma possuía identificação botânica diferente da relatada pela comunidade. No que diz respeito a equipe de saúde, 42% da equipe prescreveram/indicaram plantas medicinais, destacando-se o “boldo” (15%), “erva cidreira” (12%), “erva doce” (10%), “sambacaitá” (8%). Ademais, foi realizada uma revisão sistemática de ensaios clínicos com plantas medicinais utilizadas para dislipidemia, hipertensão e diabetes. Em relação ao delineamento dos ensaios clínicos avaliados, 87,69% foram randomizados e controlados e apenas 12,31 % dos estudos foram não-randomizados. Entre os 22 itens elencados pelo CONSORT para plantas medicinais, o percentual de itens seguidos pelo instrumento em cada artigo variou de 27,27% a 95,45%. A avaliação do risco de viés demonstrou que os estudos possuem alto risco de viés para o cegamento dos participantes e profissionais, cegamento dos avaliadores de desfecho e relato de desfecho seletivo. Conclui-se que a fitoterapia, não está inserida nas UBS analisadas devido a diversos fatores, entre os quais destacam-se a ausência de capacitações para equipe, falta de conhecimento sobre legislação específica, ensaios clínicos com plantas medicinais nativas e estrutura. Neste contexto, pode-se inferir a necessidade de estratégias que possibilitem a inserção da fitoterapia na atenção básica.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2445308 - ADRIANO ANTUNES DE SOUZA ARAUJO
Presidente - 1334092 - FRANCILENE AMARAL DA SILVA
Externo à Instituição - KELLEN CRISTHINIA BORGES DE SOUZA
Interno - 1695058 - MARCO ANTONIO PRADO NUNES
Externo ao Programa - 1694328 - WELLINGTON BARROS DA SILVA

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