UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: AMARO AFRÂNIO DE ARAÚJO FILHO
27/07/2017 15:25


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: AMARO AFRÂNIO DE ARAÚJO FILHO
DATA: 18/08/2017
HORA: 08:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU - sala 26
TÍTULO: Impacto do uso da ventilação mecânica não invasiva profilática na funcionalidade de pacientes no pós-operatório cardíaco: um ensaio clínico.
PALAVRAS-CHAVES: Cirurgia torácica. Pressão positiva contínua nas vias aéreas. Teste de esforço.
PÁGINAS: 61
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fisioterapia e Terapia Ocupacional
RESUMO:

Introdução: A cirurgia cardíaca está atrelada a alguns fatores que contribuem para o desenvolvimento de complicações pulmonares e instalação de comorbidades pós-operatórias. A Ventilação Não Invasiva (VNI) é um recurso terapêutico utilizado na melhora da funcionalidade deste tipo de paciente. Objetivo: Avaliar a capacidade funcional de pacientes no pós-operatório de revascularização do miocárdio e de troca valvar cardíaca submetidos à ventilação não invasiva profilática. Método: Ensaio clínico controlado, randomizado, desenvolvido em dois grupos de cirurgias cardíacas: Revascularização (RM) e Troca Valvar (TV), em indivíduos de ambos os sexos, com idade de 20 a 70 anos. No grupo dos revascularizados, a amostra foi composta por 40 pacientes, alocados em Grupo Experimental (GE) com 21 pacientes e Grupo Controle (GC) com 19 pacientes. Já o grupo submetido à troca valvar foi composto por 50 pacientes, sendo 25 no GE e 25 no GC. No momento da internação hospitalar o paciente foi submetido a uma avaliação pré-operatória, que constava da sua identificação, sinais vitais, diagnóstico clínico, tipo de cirurgia, antecedentes pessoais, medicamentos e fração de ejeção e Medida de Independência Funcional (MIF). Após procedimento cirúrgico, os pacientes foram encaminhados à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e submetidos ao tratamento fisioterapêutico padrão, sendo acrescido ao GE o uso da VNI, no modo CPAP, por 3 aplicações dentro das primeiras 26h pós extubação, com pressão positiva de 10 cmH2O, duração de tratamento de 1h cada aplicação. Foi realizada reavaliação no 3º e 5ºDPO através da MIF e no 7ºDPO/Alta além da MIF, foram aplicados o teste de caminhada de 6 minutos (TC6) e o teste de velocidade de marcha (T10), realizado o monitoramento dos tempos de cirurgia, de circulação extra-corpórea, de UTI e de internação hospitalar, além da fração de ejeção pós-operatória de ambos os grupos. Resultados: Avaliando os pacientes revascularizados, a variável TC6 apresentou diferença entre os grupos, o GC = 207,05 ± 68,8 metros e o GE = 284,73 ± 94,8 metros (p= 0,006). A variável T10 também apresentou diferença, o GC = 0,68 ± 0,22 m/s e o GE = 1,08 ± 0,39 m/s (p<0,0001). A MIF total na alta hospitalar GE 117,19 ± 11,04 e do GC 82,52 ± 13,26 (p=0,01). Não houve diferença estatística nos tempos de UTI e de internamento hospitalar entre os grupos. Os pacientes de troca valvar, na análise do TC6, o GC = 264,34 ± 76 metros e o GE = 334,07 ± 71 metros (p=0,002). Já a análise do T10, MIF e dos tempos de UTI e de internamento hospitalar, não apresentaram diferenças estatísticas entre os grupos. Conclusão: A VNI como recurso terapêutico se mostrou eficaz, sugerindo melhora da funcionalidade dos pacientes no pós-operatório de RM e TV, porém não influenciou no tempo de internação na UTI, nem no tempo geral de hospitalização dos pacientes cardiopatas estudados. Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos RBR – 8bxdd3.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - JOSE BARRETO NETO
Externo à Instituição - Richard Halti Cabral
Presidente - 2693741 - VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
Interno - 2013648 - VITOR OLIVEIRA CARVALHO
Externo ao Programa - 1228110 - WALDERI MONTEIRO DA SILVA JUNIOR

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