UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 18 de Setembro de 2021


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Banca de QUALIFICAÇÃO: PAULA PIGOZZO SILVA
26/07/2017 10:24


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PAULA PIGOZZO SILVA
DATA: 03/08/2017
HORA: 09:00
LOCAL: SALA 2 - PPGAGRI
TÍTULO: ATIVIDADE ALIMENTAR DE TÉRMITAS EMPLANTAÇÕES EM EUCALIPTO
PALAVRAS-CHAVES: térmita, eucalipto, preferência alimentar.
PÁGINAS: 99
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Agronomia
RESUMO:

Frente aos impactos das ações humanas no meio ambiente, a sociedade está em busca de soluções para uma produção agrícola e industrial sustentáveis, com otimização de uso dos recursos naturais, redução dos poluentes emitidos e baixo uso de agroquímicos no campo. Prova disto são as certificações exigidas nos comércios internacionais de modo a atestar a qualidade da produção e também o crescente mercado de carbono usado para abrandar a poluição atmosférica. Além de sequestrarem grandes quantidades de carbono da atmosfera, as florestas nativas e plantadas desempenham inúmeros serviços, como mitigação do clima, redução das enchentes e aumento da recarga para os rios, diminuem a poluição atmosférica e protegem o solo contra os processos erosivos. A área com floresta plantada monocultural no Brasil vem aumentando anualmente, principalmente da cultura do eucalipto, e, junto a redução das áreas nativas, o surgimento de pragas e doenças tem sido favorecido.

De modo geral, nas plantações florestais, as formigas e os térmitas destacam-se como causadores de danos em larga escala, porém em relação aos térmitas, não há consenso entre os pesquisadores e técnicos sobre quais são as espécies de térmitas que são pragas e sob quais condições este dano é ocasionado; também não foi estabelecido um nível de dano ou protocolo de monitoramento para tomada de decisão como recomendado no Manejo Integrado de Pragas. Neste cenário, quando as empresas florestais entendem ser importante proteger as mudas destinadas aos plantios, estas são tratadas com inseticida no viveiro ou no campo, e assim, os trabalhadores e meio ambiente são inseridos numa cadeia de intoxicação e contaminação. Para elaboração de estratégias de manejo e controle, o conhecimento detalhado sobre as pragas fornece as ferramentas fundamentais, onde se melhora a sanidade das plantas de forma sustentável conciliando produção florestal, conservação da biodiversidade e qualidade de vida dos trabalhadores.

Além de os levantamentos da fauna de térmitas em plantios florestais serem incompletos sem associação com o histórico e tempo de implantação do sistema florestal na área, não há descrições detalhadas de danos que se assemelham a atividade termítica característica como a presença do material cartonado na superfície do vegetal, túneis, galerias ou relato de pelotas fecais sobre a superfície atacada ou dentro dos tecidos das mudas que indiquem que os prejuízos sejam causados pelos térmitas. Alguns autores afirmam que tem sido exagerado o impacto negativo destes insetos na silvicultura listando-se espécies que simplesmente foram coletadas em plantas atacadas por outros térmitas ou que estavam nas proximidades e por outros agentes biológicos. Esta opinião tem sido generalizada a todas as espécies, de modo a desconsiderar os benefícios que estes insetos trazem ao sistema contribuindo para a melhoria das condições do solo, já que através das galerias e túneis subterrâneos, proporcionam a manutenção ou recuperação da porosidade aumentando a aeração e umidade do solo, além da ciclagem das partículas minerais e orgânicas entre os horizontes, e deste modo, contribuem para a permanência sustentável do sistema agrícola. Após a retirada da madeira e plantio das mudas, as espécies de térmitas que estarão presentes, serão as das colônias que sobreviverem as operações, pelo fato de serem longevas e muitas, subterrâneas, e, como no processo de plantio é possível a ocorrência de falhas tais como danos mecânicos ou afogamento de coleto, que podem levar as mudas a morte, pode-se assim, favorecer a atividade de térmitas nestas plantas que apresentam sinais de estresse.

Com objetivo de elucidar a atratividade de térmitas em relação às mudas de eucalipto, serão conduzidos em laboratório com duas espécies de térmitas, dois testes de preferência em arenas fechadas com possibilidades de quatro escolhas cada. No primeiro teste serão oferecidas quatro mudas de eucalipto, sendo uma muda sadia sem estresse e três mudas sob estresse (uma com estresse hídrico, outra com dano mecânico e outra com afogamento de coleto). No segundo teste serão oferecidos individualmente os três componentes que compõem o substrato (terra, vermiculita e pó de coco) e uma muda sadia. As espécies de térmitas serão escolhidas de acordo ao levantamento já realizado em três localidades do estado da Bahia nas plantações florestais de eucalipto com 4-5 anos de idade e nas áreas de vegetação nativa adjacentes pertencentes a empresa Copener. Em cada localidade foram marcados seis transectos: três no plantio de eucalipto e três em área de vegetação nativa, com no mínimo 20 metros da borda para o interior da área e ao menos 50 metros de distância entre eles. Cada transecto foi amostrado em cinco parcelas de 6 x 1,5 metros, espaçamento de 6 metros entre as parcelas, em lados alternados da linha, somando 30 x 1,5 metros por transecto e 270m² por localidade (135m² no eucalipto e 135m² em vegetação nativa). Após análise dos dados, as duas espécies mais representativas ou citadas como pragas pela literatura, terão seus ninhos ou indivíduos coletados em campo, e um grupo de acordo as características de forrageamento da espécie será separado e colocado na arena de modo a acessar as mudas de acordo a preferência.

Esses testes têm como finalidade identificar se realmente essas espécies são atraídas pelo eucalipto ou se são atraídos por outro substrato e trazer a luz da sociedade científica informações que contribuam para elucidar se térmitas realmente são pragas de mudas de eucalipto.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1352277 - GENESIO TAMARA RIBEIRO
Interno - 2483844 - RENATA SILVA MANN
Interno - 638.148.201-00 - ADENIR VIEIRA TEODORO
Externo ao Programa - 1698490 - YANA TEIXEIRA DOS REIS

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