UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Junho de 2021


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Banca de QUALIFICAÇÃO: DINAMARTA VIRGINIO FERREIRA
12/07/2017 08:52


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DINAMARTA VIRGINIO FERREIRA
DATA: 28/07/2017
HORA: 14:00
LOCAL: A definir
TÍTULO: A proximidade entre colônias e a oferta de recurso alimentar podem modular a agressividade intracolonial em Nasutitermes aff. coxipoensis (Blattodea: Termitoidea: Termitidae)?
PALAVRAS-CHAVES: Coexistência, habituação de sinais, oferta de recursos, territorialidade.
PÁGINAS: 18
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

A defesa de territórios por animais é dependente do balanço entre custos e benefícios envolvidos. Espécies forrageadoras de sítio-central apresentam forrageio restrito no entorno do ninho, sendo limitadas pela oferta de recursos locais. Algumas destas espécies podem ser menos agressivas com vizinhos do que com indivíduos de territórios distantes, de forma a reduzir custos com confrontos contínuos. O cupim Nasutitermes aff. coxipoensis, adota estratégias comportamentais para reduzir os custos no forrageio e modula seus níveis de agressividade de acordo com o suprimento de recursos. Nesses organismos, a agressividade é desencadeada mediante discriminação de um perfil de hidrocarbonetos cuticulares (HCs) não-próprios às suas colônias. A composição desses sinais depende tanto de fatores genéticos quanto ambientais (ex. tipo de recurso consumido). Nesse estudo, pretendemos avaliar os fatores que podem modular a agressividade em colônias de N. aff. coxipoensis. Serão testadas as hipóteses de que a agressividade intercolonial será reduzida: (i) à medida que aumenta a distância entre as colônias; (ii) sob baixa oferta de recursos; (iii) quando as colônias se alimentam de recursos semelhantes (ex. maior similaridade de HCs); e (iv) quando as colônias são mantidas em maior proximidade (ex. devido à habituação dos sinais de odores). O efeito da distância e da oferta de recurso sobre a agressividade intercolonial será testado em campo, sendo conduzido em três grids (N= 10 ninhos/grid com diferentes distâncias entre si) sob os tratamentos: alta oferta (16 iscas de cana-de-açúcar/ninho), baixa oferta de recursos (3 iscas/ninho) e controle (sem iscas). Os ninhos ficarão sobre efeito dos tratamentos por três meses quando serão realizados testes de agressividade intercoloniais considerando-se todas as combinações de colônias dentro de cada grid. O experimento será realizado no período seco e chuvoso, em Pirambu-SE. Para avaliar se a similaridade no tipo de recurso consumido interfere na agressividade intercolonial, 10 colônias serão mantidas em laboratório com oferta de cana-de-açúcar (N = 5) ou esterco (N = 5). Após 15 dias, testes de agressividade serão feitos considerando-se as combinações de indivíduos provenientes das colônias dentro e entre os tratamentos. O efeito da proximidade das colônias na habituação de sinais será testado através da junção de fragmentos de ninhos de diferentes colônias em laboratório (N = 10), por 15 dias. Testes de agressividade serão conduzidos entre fragmentos que tiveram contato prévio e que não tiveram contato entre si. Os dados serão analisados no programa R através de análises de regressão linear e ANODEV. Nossos resultados poderão auxiliar na compreensão dos fatores responsáveis pela modulação da agressividade intercolonial em N. aff. coxipoensis, assim como no entendimento do uso do espaço e coexistência em diferentes colônias de cupins.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1819383 - ADRIANA BOCCHIGLIERI
Presidente - 1861452 - ANA PAULA ALBANO ARAUJO
Externo à Instituição - PAULO FELLIPE CRISTALDO

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